http://site.orplana.com.br/pages/caminhos-da-cana-2017/
http://https://www.fmcagricola.com.br/index.aspx
http://www.ideaonline.com.br/evento-sobre/16-produtividade-e-reducao-de-custos-da-agroindustria-canavieira

Clima menos favorável torna safra menor – Editorial O Estado de S.Paulo

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Geral

13/10/2017

Em uma reunião com o presidente Michel Temer, da qual participaram deputados ruralistas e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o grupo pediu apoio ao programa RenovaBio, de incentivo à produção de etanol, e a mudanças no licenciamento ambiental, chamado pelo grupo de “desburocratização” do setor.
Segundo fontes do governo, o presidente e a área econômica veem com bons olhos a questão do RenovaBio e a MP sobre o assunto deve ser editada em novembro.
Por sua vez, o projeto que pode levar a um afrouxamento nas regras de licenciamento ambiental, criticado por ambientalistas, já poderá ir a plenário depois do feriado de 12 de outubro.
Ao responder se o presidente havia batido o martelo sobre algum tema, um interlocutor disse que o momento é de “manter aberto o canal de diálogo” com o Congresso.
Parecer na CCJ
Essa foi uma das duas reuniões realizadas por Temer com representantes dos ruralistas. No dia (10), o presidente não acompanhou a leitura do relatório sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que o acusa de obstrução à Justiça e organização criminosa.
Assim, enquanto o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) apresentava o parecer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), a bancada ruralista apresentava ao presidente seus pedidos – o grupo, com cerca de 230 parlamentares, é capaz de, sozinho, barrar a denúncia da PGR.
Temer foi informado do parecer durante reunião e, segundo relatos, demonstrou “tranquilidade”, uma vez que o resultado era esperado. Superada a primeira fase na CCJ, Temer e seus interlocutores querem votar o mais rapidamente possível o relatório e, em tom de otimismo, dizem que é preciso “encerrar a história” o quanto antes.
“Foi um relatório muito bom para o governo. Colocou muitos pingos nos “is”. Agora é trabalhar para que seja aprovado rapidamente”, disse uma pessoa próxima ao presidente.
Funrural
Foram duas reuniões seguidas no gabinete de Temer com representantes dos ruralistas. Antes de discutir o RenovaBio, o tema era o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).
O grupo pediu apoio à resolução do Senado, de autoria da senadora Kátia Abreu, que concede isenção total das dívidas dos produtores, proibindo a cobrança retroativa. A ideia é que a resolução seja incorporada ao texto da Medida Provisória (MP) que trata do assunto caso não haja inconstitucionalidade.
Segundo interlocutores, Temer teria se comprometido a acionar Procuradoria-Geral da Fazenda (PGFN) e a Advocacia-Geral da União (AGU) para emitir pareceres sobre a questão do Funrural.
A explicação é que há um problema jurídico porque a resolução do Senado contradiz uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de março deste ano, que considerou constitucional a cobrança da dívida antiga dos produtores com o Funrural, que equivale a uma contribuição previdenciária paga por produtores a trabalhadores rurais.
“A avaliação é que há um problema jurídico e que o governo não tem como atender. A PGFN e AGU ficaram de emitir pareceres”, contou um interlocutor do governo.
Para contornar a situação, o governo baixou uma Medida Provisória que permite o parcelamento dessas dívidas em condições facilitadas, mas os produtores deixaram claro para o presidente que a solução alternativa não atende ao setor.
O programa de refinanciamento pode ser usado até o dia 30 de novembro. O passivo estimado do Funrural é de R$ 10 bilhões.
As condições climáticas que impulsionaram a safra passada, que atingiu a produção recorde de 238,5 milhões de toneladas de grãos, dificilmente se repetirão nesta que está em fase de plantio.
As condições climáticas que impulsionaram a safra passada, que atingiu a produção recorde de 238,5 milhões de toneladas de grãos, dificilmente se repetirão nesta que está em fase de plantio. Por isso, o primeiro levantamento da safra 2017/2018 que acaba de ser divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, projeta recuo entre 4,3% e 6% na produção, que deve ficar entre 224,1 milhões e 228,2 milhões de toneladas.
O levantamento leva em conta as pesquisas da safra de verão para as culturas de algodão, amendoim (primeira safra), arroz, feijão (primeira safra), mamona, milho (primeira safra) e soja. A Conab utiliza informações sobre área plantada ou a ser plantada, produtividade média, câmbio, exportações e mercado (demanda e oferta). A primeira estimativa da Conab acompanha também a safra de inverno de 
2017 de aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale, com dados sobre a evolução das culturas, andamento da colheita e clima.
Embora possa ser menor do que a anterior, a safra estimada pela Conab continuará a mostrar um setor agrícola altamente eficiente. Será a segunda maior da história. É do campo que continuará vindo a grande contribuição para os saldos comerciais expressivos que o País vem registrando e para manter a inflação baixa.
O estudo da Conab projeta manutenção ou até pequeno aumento de até 1,8% da área plantada em relação à que foi cultivada na safra anterior. Em razão do aumento previsto no plantio do algodão e, especialmente, da soja, a área cultivada deve atingir entre 61 milhões e 62 milhões de hectares. A produtividade deve registrar redução em praticamente todas as culturas.
Soja e milho continuam sendo as principais culturas e devem responder por praticamente 90% do total produzido. A produção de soja deverá alcançar entre 106 milhões e 108 milhões de toneladas, por causa da expectativa dos produtores de que, em razão das condições do mercado, poderá propiciar rentabilidade melhor do que a de outras culturas. Já a produção de milho, nas duas safras, deve totalizar 93,5 milhões de toneladas. 
Com relação ao arroz, a projeção é de queda de 3,8% a 4,7% na produção, que deve ficar entre 11,75 milhões e 11,86 milhões de toneladas. Também a de feijão deve ter queda, de até 2,8%, ficando entre 3,30 milhões e 3,35 milhões de toneladas.

Fonte: O Estado de S.Paulo, 12/10/17

Clima menos favorável torna safra menor – Editorial O Estado de S.Paulo

13/10/2017

Em uma reunião com o presidente Michel Temer, da qual participaram deputados ruralistas e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o grupo pediu apoio ao programa RenovaBio, de incentivo à produção de etanol, e a mudanças no licenciamento ambiental, chamado pelo grupo de “desburocratização” do setor.
Segundo fontes do governo, o presidente e a área econômica veem com bons olhos a questão do RenovaBio e a MP sobre o assunto deve ser editada em novembro.
Por sua vez, o projeto que pode levar a um afrouxamento nas regras de licenciamento ambiental, criticado por ambientalistas, já poderá ir a plenário depois do feriado de 12 de outubro.
Ao responder se o presidente havia batido o martelo sobre algum tema, um interlocutor disse que o momento é de “manter aberto o canal de diálogo” com o Congresso.
Parecer na CCJ
Essa foi uma das duas reuniões realizadas por Temer com representantes dos ruralistas. No dia (10), o presidente não acompanhou a leitura do relatório sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que o acusa de obstrução à Justiça e organização criminosa.
Assim, enquanto o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) apresentava o parecer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), a bancada ruralista apresentava ao presidente seus pedidos – o grupo, com cerca de 230 parlamentares, é capaz de, sozinho, barrar a denúncia da PGR.
Temer foi informado do parecer durante reunião e, segundo relatos, demonstrou “tranquilidade”, uma vez que o resultado era esperado. Superada a primeira fase na CCJ, Temer e seus interlocutores querem votar o mais rapidamente possível o relatório e, em tom de otimismo, dizem que é preciso “encerrar a história” o quanto antes.
“Foi um relatório muito bom para o governo. Colocou muitos pingos nos “is”. Agora é trabalhar para que seja aprovado rapidamente”, disse uma pessoa próxima ao presidente.
Funrural
Foram duas reuniões seguidas no gabinete de Temer com representantes dos ruralistas. Antes de discutir o RenovaBio, o tema era o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).
O grupo pediu apoio à resolução do Senado, de autoria da senadora Kátia Abreu, que concede isenção total das dívidas dos produtores, proibindo a cobrança retroativa. A ideia é que a resolução seja incorporada ao texto da Medida Provisória (MP) que trata do assunto caso não haja inconstitucionalidade.
Segundo interlocutores, Temer teria se comprometido a acionar Procuradoria-Geral da Fazenda (PGFN) e a Advocacia-Geral da União (AGU) para emitir pareceres sobre a questão do Funrural.
A explicação é que há um problema jurídico porque a resolução do Senado contradiz uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de março deste ano, que considerou constitucional a cobrança da dívida antiga dos produtores com o Funrural, que equivale a uma contribuição previdenciária paga por produtores a trabalhadores rurais.
“A avaliação é que há um problema jurídico e que o governo não tem como atender. A PGFN e AGU ficaram de emitir pareceres”, contou um interlocutor do governo.
Para contornar a situação, o governo baixou uma Medida Provisória que permite o parcelamento dessas dívidas em condições facilitadas, mas os produtores deixaram claro para o presidente que a solução alternativa não atende ao setor.
O programa de refinanciamento pode ser usado até o dia 30 de novembro. O passivo estimado do Funrural é de R$ 10 bilhões.
As condições climáticas que impulsionaram a safra passada, que atingiu a produção recorde de 238,5 milhões de toneladas de grãos, dificilmente se repetirão nesta que está em fase de plantio.
As condições climáticas que impulsionaram a safra passada, que atingiu a produção recorde de 238,5 milhões de toneladas de grãos, dificilmente se repetirão nesta que está em fase de plantio. Por isso, o primeiro levantamento da safra 2017/2018 que acaba de ser divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, projeta recuo entre 4,3% e 6% na produção, que deve ficar entre 224,1 milhões e 228,2 milhões de toneladas.
O levantamento leva em conta as pesquisas da safra de verão para as culturas de algodão, amendoim (primeira safra), arroz, feijão (primeira safra), mamona, milho (primeira safra) e soja. A Conab utiliza informações sobre área plantada ou a ser plantada, produtividade média, câmbio, exportações e mercado (demanda e oferta). A primeira estimativa da Conab acompanha também a safra de inverno de 
2017 de aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale, com dados sobre a evolução das culturas, andamento da colheita e clima.
Embora possa ser menor do que a anterior, a safra estimada pela Conab continuará a mostrar um setor agrícola altamente eficiente. Será a segunda maior da história. É do campo que continuará vindo a grande contribuição para os saldos comerciais expressivos que o País vem registrando e para manter a inflação baixa.
O estudo da Conab projeta manutenção ou até pequeno aumento de até 1,8% da área plantada em relação à que foi cultivada na safra anterior. Em razão do aumento previsto no plantio do algodão e, especialmente, da soja, a área cultivada deve atingir entre 61 milhões e 62 milhões de hectares. A produtividade deve registrar redução em praticamente todas as culturas.
Soja e milho continuam sendo as principais culturas e devem responder por praticamente 90% do total produzido. A produção de soja deverá alcançar entre 106 milhões e 108 milhões de toneladas, por causa da expectativa dos produtores de que, em razão das condições do mercado, poderá propiciar rentabilidade melhor do que a de outras culturas. Já a produção de milho, nas duas safras, deve totalizar 93,5 milhões de toneladas. 
Com relação ao arroz, a projeção é de queda de 3,8% a 4,7% na produção, que deve ficar entre 11,75 milhões e 11,86 milhões de toneladas. Também a de feijão deve ter queda, de até 2,8%, ficando entre 3,30 milhões e 3,35 milhões de toneladas.