Incêndio em depósito de açúcar em Santa Adélia (SP) está controlado

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Açúcar

30/10/2013

SÃO PAULO  -  Os bombeiros de Santa Adélia, a cerca de 370 km da capital paulista, conseguiram controlar o incêndio que começou na sexta-feira em um depósito de açúcar situado no município.
 
“O pior já passou”, disse Flávia Banhos Hercolin, coordenadora de meio ambiente de Santa Adélia. A Agrovia, empresa responsável pela carga, informou ainda na sexta-feira que o fogo atingiu entre 25 mil e 30 mil toneladas de açúcar bruto, e que a carga e o armazém tinham seguro. A empresa opera com o armazenamento de açúcar de um pool de usinas.
 
Segundo Flávia, o açúcar derretido que há cinco dias vazava do galpão já foi contido. “Foi feito um corredor de contenção com terra, que encaminhava o caramelo que saía do depósito para três tanques ao lado do asfalto, mas apenas um foi utilizado”, explicou. Os três tanques foram feitos de maneira preventiva: havia previsão de chuva para hoje e temia-se que um tanque não fosse suficiente para reter o volume de água misturado ao melaço.
 
A calda que escorre do galpão está sendo recolhida pelas usinas Colombo e Nardini, e ainda deve utilizada para a produção de etanol. A parte já endurecida é retirada com pá carregadeira e está sendo misturada à terra e ao bagaço de cana, para voltar às lavouras na forma de fertilizante.
 
A estrutura do armazém não cedeu, mas entortou devido ao forte calor. Os moradores de cerca de cinco casas, que tiveram os quintais invadidos pelo açúcar derretido, ainda estão alojados em hotéis.
 
Segundo a Cetesb, a companhia de saneamento ambiental de São Paulo, entre 200 a 300 toneladas de açúcar derretido podem ter sido escoadas também para o leito do rio que nasce em Santa Adélia, e corta os municípios de Pindorama, Catanduva, Catiguá e Uchoa, até chegar ao Rio Turvo. A Cetesb informou que recebeu denúncias da ocorrência de "uma mortandade de peixes" em Catanduva.

Fonte: Mariana Caetano | Valor

Incêndio em depósito de açúcar em Santa Adélia (SP) está controlado

30/10/2013

SÃO PAULO  -  Os bombeiros de Santa Adélia, a cerca de 370 km da capital paulista, conseguiram controlar o incêndio que começou na sexta-feira em um depósito de açúcar situado no município.
 
“O pior já passou”, disse Flávia Banhos Hercolin, coordenadora de meio ambiente de Santa Adélia. A Agrovia, empresa responsável pela carga, informou ainda na sexta-feira que o fogo atingiu entre 25 mil e 30 mil toneladas de açúcar bruto, e que a carga e o armazém tinham seguro. A empresa opera com o armazenamento de açúcar de um pool de usinas.
 
Segundo Flávia, o açúcar derretido que há cinco dias vazava do galpão já foi contido. “Foi feito um corredor de contenção com terra, que encaminhava o caramelo que saía do depósito para três tanques ao lado do asfalto, mas apenas um foi utilizado”, explicou. Os três tanques foram feitos de maneira preventiva: havia previsão de chuva para hoje e temia-se que um tanque não fosse suficiente para reter o volume de água misturado ao melaço.
 
A calda que escorre do galpão está sendo recolhida pelas usinas Colombo e Nardini, e ainda deve utilizada para a produção de etanol. A parte já endurecida é retirada com pá carregadeira e está sendo misturada à terra e ao bagaço de cana, para voltar às lavouras na forma de fertilizante.
 
A estrutura do armazém não cedeu, mas entortou devido ao forte calor. Os moradores de cerca de cinco casas, que tiveram os quintais invadidos pelo açúcar derretido, ainda estão alojados em hotéis.
 
Segundo a Cetesb, a companhia de saneamento ambiental de São Paulo, entre 200 a 300 toneladas de açúcar derretido podem ter sido escoadas também para o leito do rio que nasce em Santa Adélia, e corta os municípios de Pindorama, Catanduva, Catiguá e Uchoa, até chegar ao Rio Turvo. A Cetesb informou que recebeu denúncias da ocorrência de "uma mortandade de peixes" em Catanduva.