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04/03/2010
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Lodo de curtume pode ser boa alternativa na agricultura, se manejado corretamente

Um estudo realizado pela Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Esalq, da Universidade de São Paulo, USP em Piracicaba, avaliou a utilização do lodo de curtume na produção agrícola, como fertilizante e corretivo de solos.

De acordo com a pesquisa do engenheiro agrônomo Alexandre Martin Martines, dois tipos de lodo são gerados na atividade de processamento do couro, o primário e o de caleiro. Segundo ele, há viabilidade de mistura dos dois materiais, desde que seja realizado um controle rigoroso nas proporções de alguns de seus componentes.

Ambos são produzidos em grande quantidade, sendo que apenas 5%, em média, do volume total, geram sólidos. O engenheiro explicou que o manejo é feito com a aplicação direta sobre uma área, pelo período de quatro meses, somente depois desse tempo o solo recebe uma cultura.

A alternativa é viável, na avaliação do pesquisador, mas alguns pontos precisam ser considerados com cuidado. “Altos teores de nitrogênio no solo, na forma de nitrato, decorrentes da mineralização da fração orgânica do lodo de curtume, podem proporcionar impactos negativos, principalmente quando a mineralização não é sincronizada com a absorção pelas plantas, possibilitando sua movimentação e consequente contaminação das águas superficiais e subterrâneas”, disse o pesquisador.

“Já o sódio pode causar limitações no desenvolvimento das plantas, dispersão de argilas e até dispersão da matéria orgânica”, completou. A aplicação deve ser feita em um período próximo do plantio para evitar o risco de contaminação do lençol freático.

A aplicação correta, com as doses indicadas, pode gerar economia para o produtor, que pode abrir mão de fertilizantes e corretivos. O curtume também apresenta redução nos custos do tratamento e disposição de lodo.

O experimento foi realizado durante dois anos em Rolândia, no interior do Paraná. O estudo fez parte da tese de doutorado “Avaliação ambiental e agronômica do uso de lodo de curtume no solo”, desenvolvida por Martines no programa de pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas da Esalq.

Com informações da USP.

Com informações da USP.

 

Fonte: AmbienteBrasil

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