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2016 vai passar - Etapa básica do planejamento de plantio

05/02/2016 Cana-de-Açúcar POR: Tercio Marques Dalla Vecchia é engenheiro químico e CEO da Reunion - Revista Canavieiros, edição 115
O ano de 2016 será mais um ano difícil para o Brasil! Mas o mundo não acaba em 2016. Vamos torcer para que os corruptos e incompetentes sejam enjaulados e eliminados da sociedade brasileira. Tem muita coisa para lá de 2016 e uma delas nos chama a atenção: a firme convicção das nações que o meio ambiente não pode ser mais prejudicado do que já foi pelo homem.
A Conferência sobre as Mudanças Climáticas (COP21) realizada em Paris em dezembro de 2015 demonstrou claramente isto. Todos que participam da cadeia da cana-de-açúcar sabem da importância desta lavoura e de seus produtos para a redução da emissão de gases geradores de efeito estufa.
O desafio de chegar a 2.100 sem consumir uma gota de combustível fóssil (carvão, petróleo e gás) mostra como estão todos preocupados com o que pode acontecer neste planeta.
Estamos em 2016, faltam apenas 84 anos. Foram 6.000 anos usando combustíveis fósseis e agora vamos extirpá-los de nosso convívio...
Quem já viveu 50 anos sabe quão curtos são 84 anos. Usamos a cana-de--açúcar há mais de 4.000 anos...e ela não será eliminada nunca!!!
Mas há muito que fazer nesta lavoura para melhorar sua relação com o meio ambiente. Alguns exemplos: redução de fertilizantes químicos, do consumo de diesel e outros derivados de petróleo, uso racional da água, aumentar a produção de bioeletricidade, etanolquímica, sucroquímica, bagaço e palhoquímica (!!) e assim vai! Grandes desafios! E quem disse que não gostamos de desafios?
Vamos explorar estes assuntos aos poucos, começando com a utilização da palha como combustível para produção de bioeletricidade. Que o potencial é fantástico, ninguém duvida! Que há entraves políticos, econômicos e outros, também ninguém nega! Mas, o futuro é inexorável e a bioletricidade veio para ficar tanto quanto as energias eólicas e solares.
A palha é um combustível diferente do bagaço! A palha é altamente corrosiva, suas cinzas têm características muito particulares de comportamento reológico e a físico-química de combustão é diferente do bagaço. A presença de enxofre e cloro é a grande responsável pela corrosividade deste combustível. A proporção S/Cl e a temperatura de fusão da fuligem (característica de cada palha) são os principais itens que definem a agressividade do combustível.
Estamos com tecnologia de caldeiras de palha trazida da Europa. Estas caldeiras são apropriadas para operar com qualquer tipo de palha (cana, milho, soja, trigo, canola etc.). Operam com os fardos inteiros, facilitando o armazenamento e manuseio da palha. Estas caldeiras podem ser projetadas para operar, simultaneamente, com diferentes tipos de biomassa, inclusive bagaço de cana.
Um modelo de Unidade Termoelétrica típica é composto de uma caldeira de 140 toneladas de vapor por hora e um gerador de 35 MW, exportando 30 MW, 330 dias por ano. O custo de implantação está em torno de R$ 150 mi. A taxa de retorno para o investidor pode chegar a 30% a.a. 
O potencial da palha é enorme. Para uma produção de 642 milhões de toneladas de cana por ano e usando 50% da palha, podem ser gerados 68 TWh por ano. Para efeito de comparação, Belo Monte produzirá em média 39,5 TWh por ano! Isso só da palha da cana!
Temos ainda a produção de mais de 200 milhões de toneladas de grãos! Isso adicionaria outro tanto nestas contas!
Hoje, o Brasil padece de linhas de transmissão de energia. Esta é uma grande vantagem da utilização das palhas.
A energia é naturalmente distribuída. O Brasil tem centenas de geradores eólicos enfeitando as paisagens, pois sua energia não consegue ser levada onde deveria ser consumida. 
Com pequenas térmicas, a palha da energia pode ser produzida e consumida no local. Aliás, a energia distribuída é tema central dos estudos energéticos neste ano. O meio ambiente agradece!
O ano de 2016 será mais um ano difícil para o Brasil! Mas o mundo não acaba em 2016. Vamos torcer para que os corruptos e incompetentes sejam enjaulados e eliminados da sociedade brasileira. Tem muita coisa para lá de 2016 e uma delas nos chama a atenção: a firme convicção das nações que o meio ambiente não pode ser mais prejudicado do que já foi pelo homem.
A Conferência sobre as Mudanças Climáticas (COP21) realizada em Paris em dezembro de 2015 demonstrou claramente isto. Todos que participam da cadeia da cana-de-açúcar sabem da importância desta lavoura e de seus produtos para a redução da emissão de gases geradores de efeito estufa.

O desafio de chegar a 2.100 sem consumir uma gota de combustível fóssil (carvão, petróleo e gás) mostra como estão todos preocupados com o que pode acontecer neste planeta.

Estamos em 2016, faltam apenas 84 anos. Foram 6.000 anos usando combustíveis fósseis e agora vamos extirpá-los de nosso convívio...
Quem já viveu 50 anos sabe quão curtos são 84 anos. Usamos a cana-de--açúcar há mais de 4.000 anos...e ela não será eliminada nunca!!!
Mas há muito que fazer nesta lavoura para melhorar sua relação com o meio ambiente. Alguns exemplos: redução de fertilizantes químicos, do consumo de diesel e outros derivados de petróleo, uso racional da água, aumentar a produção de bioeletricidade, etanolquímica, sucroquímica, bagaço e palhoquímica (!!) e assim vai! Grandes desafios! E quem disse que não gostamos de desafios?
Vamos explorar estes assuntos aos poucos, começando com a utilização da palha como combustível para produção de bioeletricidade. Que o potencial é fantástico, ninguém duvida! Que há entraves políticos, econômicos e outros, também ninguém nega! Mas, o futuro é inexorável e a bioletricidade veio para ficar tanto quanto as energias eólicas e solares.
A palha é um combustível diferente do bagaço! A palha é altamente corrosiva, suas cinzas têm características muito particulares de comportamento reológico e a físico-química de combustão é diferente do bagaço. A presença de enxofre e cloro é a grande responsável pela corrosividade deste combustível. A proporção S/Cl e a temperatura de fusão da fuligem (característica de cada palha) são os principais itens que definem a agressividade do combustível.
Estamos com tecnologia de caldeiras de palha trazida da Europa. Estas caldeiras são apropriadas para operar com qualquer tipo de palha (cana, milho, soja, trigo, canola etc.). Operam com os fardos inteiros, facilitando o armazenamento e manuseio da palha. Estas caldeiras podem ser projetadas para operar, simultaneamente, com diferentes tipos de biomassa, inclusive bagaço de cana.
Um modelo de Unidade Termoelétrica típica é composto de uma caldeira de 140 toneladas de vapor por hora e um gerador de 35 MW, exportando 30 MW, 330 dias por ano. O custo de implantação está em torno de R$ 150 mi. A taxa de retorno para o investidor pode chegar a 30% a.a. 
O potencial da palha é enorme. Para uma produção de 642 milhões de toneladas de cana por ano e usando 50% da palha, podem ser gerados 68 TWh por ano. Para efeito de comparação, Belo Monte produzirá em média 39,5 TWh por ano! Isso só da palha da cana!
Temos ainda a produção de mais de 200 milhões de toneladas de grãos! Isso adicionaria outro tanto nestas contas!
Hoje, o Brasil padece de linhas de transmissão de energia. Esta é uma grande vantagem da utilização das palhas.
A energia é naturalmente distribuída. O Brasil tem centenas de geradores eólicos enfeitando as paisagens, pois sua energia não consegue ser levada onde deveria ser consumida. 
Com pequenas térmicas, a palha da energia pode ser produzida e consumida no local. Aliás, a energia distribuída é tema central dos estudos energéticos neste ano. O meio ambiente agradece!