Uma cana com grande adaptação, tanto ao plantio como à colheita mecanizada
Cultivar fotografada em Campo Florido, em janeiro de 2022
Desenvolver novas variedades cada vez mais adaptadas à colheita mecanizada faz parte da rotina dos melhoristas a um bom tempo, porém recentemente, em decorrência de diversos fatores como a falta de mão-de-obra e também janela cada vez mais curta, pela pressão das culturas de rotação comerciais (cada vez mais importantes para o caixa das lavouras), voltou a crescer o interesse pelo plantio mecanizado, ou pelo menos, semimecanizado da cana.
Para o produtor que se enquadra nesse contexto, é lição de casa encontrar mudas da IACCTC08-9052, iniciar os trabalhos de um viveiro primário e posterior observação de ambientação.
Indicada para ser cultivada em ambientes mais favoráveis, ela tem seu pico de maturação nos meses derradeiros da safra, porém com rápido crescimento inicial e fechamento de linha, o que é importante para os tratos relacionados as plantas invasoras.
Outro destaque é seu vigor em cortes longevos (mais um indício de sua eficiência quanto ao corte mecanizado). Em estudo da rede experimental do IAC, realizado em 39 locais, no comparativo com a RB867515, ela entregou quase três toneladas de cana a mais no terceiro corte (13,7). Já na região de Pradópolis-SP, num ensaio comparativo com outras quatro cultivares, ela produziu quase 28 toneladas de cana a mais em relação a segunda colocada no quarto corte (118,8).