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75 anos de representatividade

Noticias do Sistema POR: Diana Nascimento

Longe do processo de envelhecimento a que estamos sujeitos, Canaoeste se atualiza e é referência em tecnologia para os associados

No dia 22 de julho de 2020, a Canaoeste completou 75 anos. Para o presidente da associação, Fernando dos Reis Filho, a história da Canaoeste se mescla com a dos fornecedores de cana, sinalizada por muito trabalho, lutas e conquistas.

Todos esses anos de existência da associação são marcados com o mesmo propósito: representar os fornecedores de cana, trabalhar na defesa de seus interesses nas esferas públicas e privadas e no desenvolvimento da atividade agrícola canavieira.

"O propósito nunca muda, mas a maneira de exercê-lo sim, e é nisso que estamos trabalhando, sempre atentos às demandas do mundo moderno e do novo modelo agrícola de produção de cana-de-açúcar", reitera o gestor corporativo da associação, Almir Torcato.

Desde a sua fundação, em 1945, a Canaoeste passou por transformações trazidas pelo setor. A desregulamentação, em 1999, foi uma delas e dar o suporte necessário aos produtores em uma transição gigantesca, desde a forma de pagamento da matéria-prima, a formação do Consecana-SP e a reavaliação do modelo de negócio que até então era compulsório, foi algo desafiador.

Reis Filho tem como importante momento a presença de cerca de 200 fornecedores de cana associados da Canaoeste durante a manifestação e votação da revisão do Código Florestal, em abril de 2011, em Brasília. "Acredito que esse momento foi importante como um todo, uma conquista para o agro em geral", salienta.

Entre outros fatos marcantes, estão as crises que levaram algumas indústrias à recuperação judicial e a questão cultural com a vinda de grupos estrangeiros para o setor sucroenergético que impactaram os fornecedores de cana. Em momentos como esses, contar com o apoio de uma associação faz toda a diferença. Como resultado recente deste apoio está o repasse da bonificação em relação à qualidade da matéria-prima, entregue e aprovada em 2019.

Há 16 anos, quando entrou na Canaoeste, Torcato lembra que as ferramentas utilizadas para controle, bem como a formação dos departamentos e os serviços disponibilizados, eram atualizadas frequentemente. "A última e mais expressiva foi o processo de profissionalização implantado em outubro de 2015. Desde então, revisitamos todos os nossos conceitos, reformulamos a forma de prestar a assistência que o produtor precisa e criamos os indicadores que nos permitem fazer os investimentos nas 'dores' mais relevantes. O controle de todo o contexto operacional revela a importância de realocar os recursos e levar a eficiência às áreas que nossos associados demandam", esclarece.

Por ser uma organização sólida e referência no setor, muitos desafios foram e serão superados. O processo de digitalização, a sucessão familiar na atividade agrícola e o modelo de economia colaborativa estão aí e são tendências que vieram para ficar. "Promover ferramentas para que os fornecedores de cana 'se avizinhem' e interajam no processo produtivo, promovendo soluções conjuntas e compartilhadas, é o nosso novo desafio. Os custos aumentam a cada dia, então a proposta de se fazer mais com menos nunca foi tão urgente", pontua Torcato.

Fernando dos Reis Filho - presidente da Canaoeste

Almir Torcato - gestor corporativo da Canaoeste

 

A pluralidade de seus associados é um ponto de atenção para a Canaoeste. Em um universo de 2000 integrantes, nem todos são adeptos da era digital e, talvez, não utilizarão o aplicativo que disponibiliza todas as informações e serviços da associação em um smartphone, ou seja, na palma da mão. "Para os que já estão habituados com essas ferramentas não será problema. No entanto, o contato e o atendimento presencial para aqueles que preferirem continuarão e com adequações devido à pandemia. O segredo é entender a linha de transição e trabalhar com excelência nos dois mundos, o digital e o analógico", explica o gestor corporativo.

"O desafio da associação é se atualizar na mesma velocidade com que ocorre na agricultura. O modelo de produção e de negócios sofre mudanças ano a ano e a Canaoeste está atenta a isso, organizando-se com profissionais capacitados para administrá-la e prepará-la para atender às demandas dos produtores", completa Reis Filho.

Como o espírito associativista soma soluções em conjunto, outro desafio da Canaoeste é conquistar em seus associados esse entendimento para que eles se desenvolvam de maneira eficiente, coletiva e que tenham a organização como ponto facilitador, a fim de esclarecer e mostrar quais as suas dores reais para que a associação possa entregar as soluções necessárias.

Legado Canaoeste

Além de representatividade de classe, a Canaoeste tem um portfólio de serviços importantíssimo para a rotina agrícola canavieira. "O custo benefício é um diferencial importante da associação. Nossa rotina e volume de serviços traz a experiência necessária para termos e oferecermos um know-how especializado e diferenciado", diz Reis Filho.

Confiança deve ser a palavra-chave em qualquer relacionamento. Essa também é uma palavra que resume a Canaoeste, pois as organizações criam conexões com pessoas através da confiança atrelada ao produto/serviço disponibilizado. "Isso descreve bem o que a gente entrega", diz o gestor corporativo.

"O legado da Canaoeste é ser o porto seguro dos fornecedores associados, um local onde eles se sintam em casa e possam recorrer em todas as suas dificuldades. Uma organização forte e segura onde eles possam depositar a sua confiança", completa Reis Filho.

Segundo ele, a associação entende o processo e tem a capacidade de resolver problemas como nenhuma outra organização. "A Canaoeste pode ser descrita por sua competência, pois o nosso volume de serviços e o aprendizado contínuo nos auxiliam a entregar sempre a melhor solução para o associado", frisa.

Planos futuros

Uma data como essa não pode passar em branco, afinal são 75 anos de história. Mas devido à pandemia, os planos tiveram que ser modificados. "O projeto inicial estava com uma outra linha de atuação, que por conta da pandemia precisou ser revisto. Nosso papel é ser referência, então seguiremos com essa proposta de oferecer o que há de melhor em conteúdo. Aguardem", adianta Torcato.

"O nosso plano futuro é garantir que a Canaoeste esteja sempre atualizada. Se o modelo muda, temos que mudar também, mas com a característica já conhecida: continuar sendo o que a associação é - presente e antenada aos acontecimentos e tendências", defende o presidente da Canaoeste.

Reis Filho aproveitou a data para deixar uma mensagem aos associados, colaboradores e toda a equipe da Canaoeste. "A produção de cana na nossa região vem de uma história familiar, de gerações. Em uma organização com 75 anos, imagine quantas pessoas passaram por aqui? A Canaoeste também é feita de pessoas, sejam dirigentes, funcionários e associados. Temos muita honra de todos que passaram e estão conosco até hoje. Essas pessoas formaram e construíram o que a Canaoeste é hoje, uma associação de referência. A Canaoeste completa 75 anos, mas os parabéns especiais são para todos que fizeram e fazem parte dela. Que venham mais 75 anos de muito trabalho, realizações, conquistas e sucesso!"

Equipe comprometida

A cultura da cana-de-açúcar passou por um processo intenso de modernização de suas atividades agrícolas na última década. A Canaoeste vem acompanhando esses processos e sempre busca novas tecnologias e formas de disponibilizá-las para os seus associados.

Sistematização de plantio e colheita, mapas de biomassa, monitoramento de incêndios via satélite e utilização de drones são algumas das inovações que a Canaoeste, juntamente com a sua equipe comprometida e especializada, proporciona ao produtor rural.

"Dentre os serviços prestados na área agronômica, os mais demandados são os levantamentos de campo (pragas, amostras de solo, perdas de colheita) e as recomendações técnicas agronômicas, que são realizadas em diversas etapas da produção. Os serviços, que vão do campo ao escritório, contribuem para que o associado seja mais eficiente em sua atividade e assim tenha melhor rentabilidade", explica o agrônomo da associação, André Volpe.

A gestora técnica da Canaoeste, Alessandra Durigan, desenvolve e integra a sua equipe para que, juntos, possam compartilhar conhecimentos e valores em prol da melhoria contínua e do sucesso dos produtores associados. "Ao estarmos próximos do produtor de cana, o auxiliamos em todas as etapas de produção para que ele possa otimizar técnica e economicamente o seu trabalho no campo, produzindo mais e melhor, de forma sustentável e ambientalmente correta. O produtor rural é exemplo de resiliência e poder compartilhar conhecimentos e experiências com ele é muito gratificante, um aprendizado diário", afirma.

Alessandra Durigan - gestora técnica da Canaoeste

André Volpe - agrônomo da associação

Thiago de Andrade Silva, gestor de Soluções Integradas da Canaoeste, aplica todo o seu conhecimento na associação. "Todo o meu crescimento e evolução profissional aconteceu na Canaoeste. Adquiri conhecimento solucionando problemas na associação, o que me proporcionou experiências em diversos setores e com variadas ferramentas de desenvolvimento para dar suporte e aplicar soluções de automatização, agilidade e facilitação para os usuários e funcionários da Canaoeste", acrescenta.

Thiago de Andrade Silva - gestor de Soluções Integradas

Antônio Leandro Pagotto é engenheiro-agrônomo da filial Canaoeste de Viradouro e também produtor rural associado. Sua principal função na associação é planejar a implantação de um canavial ou de uma cultura de soja, desde o início à entrega do produto na usina ou em alguma unidade industrial, fazendo com que o produtor tenha retorno em sua atividade.

Antônio Leandro Pagotto - engenheiro-agrônomo

"A minha associação à Canaoeste ajudou a melhorar a minha produção. Hoje, como associado, tenho acesso a todos os serviços que preciso: jurídico, topografia, gestão e outros. Caso o produtor queira aplicar o que há de mais moderno em sua lavoura, a Canaoeste está pronta para ajudar. Todo agricultor deveria ser associado para ter mais segurança, informação e melhor produção", ressalta.

O diretor-adjunto da Canaoeste, Daniel Annibal, é agricultor e começou a trabalhar na lavoura com o seu pai assim que terminou o curso primário. "Assim, comecei a ter mais visão do negócio e aprendi a lidar com todo o tipo de situação. Vejo como uma grande transformação a mudança do que era convencional e manual para a tecnologia avançada. Passei por esse momento com superação e grande satisfação", lembra.

Daniel Annibal - diretor-adjunto da Canaoeste

Daniela Aragão Bacil é agrônoma da filial Canaoeste de Pontal. Motivada em sempre levar soluções para seus clientes, ela conta que conquistou a confiança dos produtores rurais. "Quando chega uma jovem recém-formada e com pouco conhecimento para trabalhar com produtores rurais que estão há um bom tempo na atividade é um pouco complicado porque eles tiveram, de  certa forma, receio. Sentir que ao longo dos anos esses produtores confiam cada vez mais em você e hoje acreditam totalmente em seu trabalho é muito gratificante, mostra que ganhei a confiança deles e isso não tem preço!", confessa.

Edson Fernandes Júnior é agrônomo da filial Canaoeste de Pitangueiras e há quase quatro décadas se dedica em dar assistência aos produtores rurais de sua região. "Com o apoio da Canaoeste, participei e ainda participo de cursos, palestras, seminários e congressos para melhorar os meus conhecimentos técnicos e repassá-los aos associados", comenta.

Daniela Aragão Bacil – agrônoma

Edson Fernandes Júnior – agrônomo

Ivan Tilelli Burjaili  - agrônomo

Contratado em 2001 para prestar assistência técnica na região de Bebedouro, o agrônomo Ivan Tilelli Burjaili foi transferido no mesmo ano para Severínia, local de inauguração do primeiro escritório regional da Canaoeste. "Minha função abrange desde consultoria em gestão, produção e comercialização, além de ações que visam à melhoria do meio ambiente. Em 19 anos de associação, aprendi e continuo aprendendo sobre a importância do associativismo, pois só com essa união conseguimos força para reivindicar ações que beneficiem o setor. Também aprendi muito na área técnica, mas o maior aprendizado é com os associados. Acredito ser primordial ouvir suas experiências, não só no campo, mas também na vida", diz.

Atualmente, José Alberto Bisson é assistente de planejamento e está na associação há 29 anos. "Comecei como fiscal de sacarose e já desempenhei várias funções na Canaoeste. Confesso que tenho uma boa relação com todos os funcionários e colaboradores", comemora.

José Alberto Bisson - assistente de planejamento

Tradição que passa por gerações

O atual presidente da Canaoeste, Fernando dos Reis Filho, tem uma relação especial com a Canaoeste. Seu pai, Fernando dos Reis, foi presidente da associação entre 1968 e 1999. "Sinto-me muito honrado em ter a oportunidade de ser o presidente da Canaoeste. Minha família sempre foi associada. Acreditamos que o modelo associativo é sustentável e economicamente viável. Precisamos fazer parte do desenvolvimento da cadeia, é questão de princípio", defende Reis Filho.

Aline Carolina Geroldo, membro do Conselho Suplente da atual diretoria da Canaoeste, também possui uma relação familiar com a cana-de-açúcar. "Meus avós eram produtores, passaram uma parte do legado para os meus pais e hoje trabalhamos nesse cultivo", comenta.

Sua família é associada da Canaoeste há muitos anos. "Nos associamos devido às vantagens de fazer parte de uma associação onde encontramos assistência jurídica, ambiental, suporte agronômico e topografia", enumera Aline.

Aline Carolina Geroldo - membro do Conselho Suplente

Ela conta que sempre gostou de participar das reuniões técnicas da Canaoeste, estudo de casos e treinamentos, pois assim poderia ajudar seus pais nas tomadas de decisões e estar sempre atualizada. "Quando fui convidada para participar do projeto "Nova Geração", fiquei muito feliz. O projeto teve duração de um ano e convivi com produtores de outras regiões. Vivenciamos realidades diferentes e as dificuldades e experiências de cada um me agregou muito conhecimento. Após o término do projeto, fui convidada para fazer parte da diretoria, foi um misto de alegria e medo pelo desconhecido, além da responsabilidade", lembra.

Aline é a primeira mulher a fazer parte da diretoria da Canaoeste e diz que a busca crescente das mulheres por direitos e espaço em todos os setores da sociedade não é diferente no setor agrícola. "Hoje podemos observar que as mulheres deixaram de ocupar o espaço de apenas filhas e/ou esposas dos agricultores e se tornaram produtoras agrícolas e engenheiras-agrônomas, entre outras profissões no campo", finaliza.