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9ª Feira Agronegócios e comemorações dos 50 anos da Copercana

24/06/2013 Noticias do Sistema
A solenidade de comemoração dos 50 anos da cooperativa será realizada junto com a abertura da feira

Por: Carla Rossini 

Uma solenidade que vai reunir autoridades e cooperados marcará a comemoração dos 50 anos de fundação da Copercana. O evento vai acontecer na abertura do 9º Agronegócios Copercana, que será realizado de 26 a 28 de junho, das 10:00 às 18:00 horas, no Clube de Campo Vale do Sol, em Sertãozinho. 
A cooperativa foi criada em maio de 1963, através da necessidade de unir os agricultores da região e promover a mais ampla defesa de seus interesses econômicos e sociais.
Segundo o presidente da Copercana, Antonio Eduardo Tonielo, é motivo de orgulho para toda a diretoria da cooperativa, participar do Agronegócios e das festividades dos 50 anos da Copercana. Ainda segundo o presidente, as vendas da feira vão superar as expectativas. Confira a íntegra da entrevista que Tonielo concedeu exclusivamente à Revista Canavieiros. 
Revista Canavieiros: Em linhas gerais, como anda o setor canavieiro? As expectativas são boas para essa safra - 2013/2014?
Antonio Eduardo Tonielo:  Todo mundo que acompanha o setor está vendo que as coisas não estão do jeito que gostaríamos. Tivemos excesso de produção de açúcar, com uma sobra de 8 a 9 milhões de toneladas no mundo. Isso fez com que o preço caísse muito. Mas temos expectativa que o preço possa melhorar para o ano que vem. O preço do etanol a R$ 1,00 não vai remunerar muito bem a cana. A situação está assim: como o etanol está ficando mais barato na bomba, esse produto terá um consumo maior. Esse consumo deve chegar a 1,3 bilhão de litros por mês para todo o nosso etanol ser consumido. Se isso acontecer, vamos chegar no começo da safra que vem com estoque bem vazio e com uma expectativa melhor. Estamos pensando em produzir de 3 a 4 milhões de toneladas a menos de açúcar para dar uma organizada no setor para o próximo ano. Para esse ano os números estão feitos e a safra mundial se encerra em setembro, ou seja, não dá para recuperar muito os preços.
Revista Canavieiros: E como estão as safras de amendoim, soja e milho?
Tonielo: Soja não precisamos nem falar porque está tudo muito bom. O preço não está igual ao ano passado, mas está bom. Para o ano que vem, se confirmar a informação de que a safra americana será baixa, cerca de 85 milhões de toneladas, o preço deve cair mais de 20%. Para esse ano, a soja que tem no mercado, mesmo que aconteça uma safra boa nos EUA, não teremos alteração no nosso preço.
Nesses últimos dois anos, o amendoim é a melhor opção para o produtor. Quem está produzindo está ganhando dinheiro. Como há problemas de produção de amendoim em outros países, as expectativas são boas para esse ano. O sistema de produção está controlado e isso tem dado uma sustentação no preço no mercado internacional e no mercado interno. 
Já em relação ao milho, a safra americana está prometendo muito milho e se isso acontecer cai os preços. Já caiu bastante inclusive. O milho deve voltar para o seu patamar que é uma faixa de R$ 15 a R$ 18. Eu tenho a impressão que para o ano que vem os preços devem cair, porque temos bastante milho safrinha e não temos onde exportar. 
Revista Canavieiros: Os produtores de cana podem ter esperança de preços melhores para o ano que vem? 
Tonielo: Hoje os preço da cana não está bom, mas não podemos nos desesperar. Estamos num ano difícil, mas temos o ano que vem para talvez recuperar esses preços, dependendo do que acontecer no mundo. Com esses preços que temos hoje, ninguém quer produzir mais, todos os países produtores freiam a produção e nós temos que estar aqui firmes para hora que tiver bom entrarmos no mercado de novo.
Revista Canavieiros: Mudando de assunto, como o senhor avalia o crescimento da feira Agronegócios Copercana, que já está na sua nona edição?
Tonielo: O crescimento do Agronegócios Copercana nada mais é do que a confiança que as pessoas estão adquirindo no nosso sistema. A cada ano que passa a feira cresce porque fazemos negócios melhores, com qualidade, preços bons, opções de financiamento e entrega dos produtos adquiridos com tranquilidade. Para os nossos cooperados, ficou fácil comprar na feira já que eles não têm que se preocupar com problemas na entrega. Os cooperados sabem que na hora que precisarem, os produtos chegam em suas propriedades. Isso é a confiança que temos também com as empresas parceiras. Hoje, elas entram na nossa feira para vender mesmo, ou seja, para um ganhar do outro, serem competitivos. E isso é bom para nós já que cada um quer ter um preço melhor. O nosso Agronegócios está cada ano maior, por isso não temos nem mais espaço para colocar outras empresas na feira. Precisamos de um lugar maior.
Revista Canavieiros: Esse ano será especial pelos 50 anos da Copercana?
Tonielo: É motivo de orgulho para toda a diretoria, não só para mim como presidente, mas para os outros diretores também, participarmos do Agronegócios e das festividades dos 50 anos da Copercana. Teremos uma solenidade de comemoração na abertura da feira, onde traremos como convidados, autoridades, prefeitos regionais, diretores de outras cooperativas, enfim, lideranças ligadas ao cooperativismo. É muita alegria ver a pujança da Copercana através do que ela oferece ao cooperado. Nossa feira, o Agronegócios Copercana, avançou para outros Estados. Temos compradores de outros Estados. A cooperativa é uma entidade de confiança, temos crédito com os cooperados. Tenho certeza que vamos superar as expectativas nas vendas desse ano. Apesar da Copercana já ter faturado bem mais que o ano passado até agora, estamos com um volume de mais de um mês na frente de faturamento, com o Agronegócios vamos bater recorde de vendas. Se confirmarem todos os créditos que estamos esperando, já que dependemos muito de dinheiro para vender, vamos ter um ano que vai coroar os 50 anos da Copercana com grandes vendas, bons preços e muitas novidades.
Revista Canavieiros: A Copercana é um suporte para os produtores rurais de sua área de abrangência?
Tonielo: A cooperativa é uma referência, qualquer um que vai comprar herbicidas ou adubos tem como base os preços praticados pela cooperativa. Pode até comprar de terceiros, mas antes vem verificar como estão as coisas aqui na Copercana. Eu sempre lembro aos nossos cooperados, “pega o preço do outro e vem para cá”, nós fazemos negócios melhores. Além disso, temos uma gama de produtos e serviços muito grande para oferecer, temos supermercados, postos de combustíveis, loja de ferragens e utilidades domésticas, laboratórios de análises de solo, corretora de seguros e muito mais. Isso não tem valor que paga para o produtor. Uma outra coisa importante é a assistência técnica através dos agrônomos para o cooperado produzir melhor, ou seja, aumentar sua produtividade no campo e ter rendas melhores. Não podemos continuar com essa produtividade de 90 a 100 toneladas por hectare, temos que em um prazo curto ir para 120 a 130 toneladas por hectare, com isso vamos conseguir ganhar um pouco de dinheiro.
Revista Canavieiros: Quais são os principais desafios dos produtores rurais para acompanharem todos esses avanços tecnológicos?
Tonielo: Os desafios são grandes, mas eles podem fazer isso através de suas entidades. Aqui estamos ligados Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred. Temos uma união que beneficia os produtores que conseguem desenvolver melhorias nos canaviais, mudança no plantio e colheita, etc. Tenho certeza que dentro de cinco anos vai haver uma revolução no sistema de plantio de cana, com essas empresas multinacionais interessadas, vai ser a salvação da lavoura canavieira. E nossas cooperativas e a associação podem ajudar muito os produtores nessa questão.
Uma solenidade que vai reunir autoridades e cooperados marcará a comemoração dos 50 anos de fundação da Copercana. O evento vai acontecer na abertura do 9º Agronegócios Copercana, que será realizado de 26 a 28 de junho, das 10:00 às 18:00 horas, no Clube de Campo Vale do Sol, em Sertãozinho. 
A cooperativa foi criada em maio de 1963, através da necessidade de unir os agricultores da região e promover a mais ampla defesa de seus interesses econômicos e sociais.
Segundo o presidente da Copercana, Antonio Eduardo Tonielo, é motivo de orgulho para toda a diretoria da cooperativa, participar do Agronegócios e das festividades dos 50 anos da Copercana. Ainda segundo o presidente, as vendas da feira vão superar as expectativas. Confira a íntegra da entrevista que Tonielo concedeu exclusivamente à Revista Canavieiros. 
Revista Canavieiros: Em linhas gerais, como anda o setor canavieiro? As expectativas são boas para essa safra - 2013/2014?
Antonio Eduardo Tonielo:  Todo mundo que acompanha o setor está vendo que as coisas não estão do jeito que gostaríamos. Tivemos excesso de produção de açúcar, com uma sobra de 8 a 9 milhões de toneladas no mundo. Isso fez com que o preço caísse muito. Mas temos expectativa que o preço possa melhorar para o ano que vem. O preço do etanol a R$ 1,00 não vai remunerar muito bem a cana. A situação está assim: como o etanol está ficando mais barato na bomba, esse produto terá um consumo maior. Esse consumo deve chegar a 1,3 bilhão de litros por mês para todo o nosso etanol ser consumido. Se isso acontecer, vamos chegar no começo da safra que vem com estoque bem vazio e com uma expectativa melhor. Estamos pensando em produzir de 3 a 4 milhões de toneladas a menos de açúcar para dar uma organizada no setor para o próximo ano. Para esse ano os números estão feitos e a safra mundial se encerra em setembro, ou seja, não dá para recuperar muito os preços.

Revista Canavieiros: E como estão as safras de amendoim, soja e milho?
Tonielo: Soja não precisamos nem falar porque está tudo muito bom. O preço não está igual ao ano passado, mas está bom. Para o ano que vem, se confirmar a informação de que a safra americana será baixa, cerca de 85 milhões de toneladas, o preço deve cair mais de 20%. Para esse ano, a soja que tem no mercado, mesmo que aconteça uma safra boa nos EUA, não teremos alteração no nosso preço.
Nesses últimos dois anos, o amendoim é a melhor opção para o produtor. Quem está produzindo está ganhando dinheiro. Como há problemas de produção de amendoim em outros países, as expectativas são boas para esse ano. O sistema de produção está controlado e isso tem dado uma sustentação no preço no mercado internacional e no mercado interno. 
Já em relação ao milho, a safra americana está prometendo muito milho e se isso acontecer cai os preços. Já caiu bastante inclusive. O milho deve voltar para o seu patamar que é uma faixa de R$ 15 a R$ 18. Eu tenho a impressão que para o ano que vem os preços devem cair, porque temos bastante milho safrinha e não temos onde exportar. 
Revista Canavieiros: Os produtores de cana podem ter esperança de preços melhores para o ano que vem? 
Tonielo: Hoje os preço da cana não está bom, mas não podemos nos desesperar. Estamos num ano difícil, mas temos o ano que vem para talvez recuperar esses preços, dependendo do que acontecer no mundo. Com esses preços que temos hoje, ninguém quer produzir mais, todos os países produtores freiam a produção e nós temos que estar aqui firmes para hora que tiver bom entrarmos no mercado de novo.
Revista Canavieiros: Mudando de assunto, como o senhor avalia o crescimento da feira Agronegócios Copercana, que já está na sua nona edição?
Tonielo: O crescimento do Agronegócios Copercana nada mais é do que a confiança que as pessoas estão adquirindo no nosso sistema. A cada ano que passa a feira cresce porque fazemos negócios melhores, com qualidade, preços bons, opções de financiamento e entrega dos produtos adquiridos com tranquilidade. Para os nossos cooperados, ficou fácil comprar na feira já que eles não têm que se preocupar com problemas na entrega. Os cooperados sabem que na hora que precisarem, os produtos chegam em suas propriedades. Isso é a confiança que temos também com as empresas parceiras. Hoje, elas entram na nossa feira para vender mesmo, ou seja, para um ganhar do outro, serem competitivos. E isso é bom para nós já que cada um quer ter um preço melhor. O nosso Agronegócios está cada ano maior, por isso não temos nem mais espaço para colocar outras empresas na feira. Precisamos de um lugar maior.

Revista Canavieiros: Esse ano será especial pelos 50 anos da Copercana?
Tonielo: É motivo de orgulho para toda a diretoria, não só para mim como presidente, mas para os outros diretores também, participarmos do Agronegócios e das festividades dos 50 anos da Copercana. Teremos uma solenidade de comemoração na abertura da feira, onde traremos como convidados, autoridades, prefeitos regionais, diretores de outras cooperativas, enfim, lideranças ligadas ao cooperativismo. É muita alegria ver a pujança da Copercana através do que ela oferece ao cooperado. Nossa feira, o Agronegócios Copercana, avançou para outros Estados. Temos compradores de outros Estados. A cooperativa é uma entidade de confiança, temos crédito com os cooperados. Tenho certeza que vamos superar as expectativas nas vendas desse ano. Apesar da Copercana já ter faturado bem mais que o ano passado até agora, estamos com um volume de mais de um mês na frente de faturamento, com o Agronegócios vamos bater recorde de vendas. Se confirmarem todos os créditos que estamos esperando, já que dependemos muito de dinheiro para vender, vamos ter um ano que vai coroar os 50 anos da Copercana com grandes vendas, bons preços e muitas novidades.
Revista Canavieiros: A Copercana é um suporte para os produtores rurais de sua área de abrangência?
Tonielo: A cooperativa é uma referência, qualquer um que vai comprar herbicidas ou adubos tem como base os preços praticados pela cooperativa. Pode até comprar de terceiros, mas antes vem verificar como estão as coisas aqui na Copercana. Eu sempre lembro aos nossos cooperados, “pega o preço do outro e vem para cá”, nós fazemos negócios melhores. Além disso, temos uma gama de produtos e serviços muito grande para oferecer, temos supermercados, postos de combustíveis, loja de ferragens e utilidades domésticas, laboratórios de análises de solo, corretora de seguros e muito mais. Isso não tem valor que paga para o produtor. Uma outra coisa importante é a assistência técnica através dos agrônomos para o cooperado produzir melhor, ou seja, aumentar sua produtividade no campo e ter rendas melhores. Não podemos continuar com essa produtividade de 90 a 100 toneladas por hectare, temos que em um prazo curto ir para 120 a 130 toneladas por hectare, com isso vamos conseguir ganhar um pouco de dinheiro.
Revista Canavieiros: Quais são os principais desafios dos produtores rurais para acompanharem todos esses avanços tecnológicos?
Tonielo: Os desafios são grandes, mas eles podem fazer isso através de suas entidades. Aqui estamos ligados Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred. Temos uma união que beneficia os produtores que conseguem desenvolver melhorias nos canaviais, mudança no plantio e colheita, etc. Tenho certeza que dentro de cinco anos vai haver uma revolução no sistema de plantio de cana, com essas empresas multinacionais interessadas, vai ser a salvação da lavoura canavieira. E nossas cooperativas e a associação podem ajudar muito os produtores nessa questão.

Homenagem - 50 anos Copercana: 
A partir de 1968, a Copercana passou a ser presidida pelo reconhecido grande líder cooperativista o saudoso Fernandes dos Reis, cargo que ocupou até a sua morte em 25 de fevereiro de 1.999, tendo por companheiros inseparáveis de diretoria, Antonio Eduardo Tonielo e Décio Rosa, que por muitos anos (1976 – 2005) atuou como diretor secretário da cooperativa 
Nessas sucessivas gestões a Copercana realmente se firmou como órgão representativo da classe dos fornecedores de cana, reestruturando-se e amoldando-se na sua finalidade social básica: prestar e levar assistência aos seus cooperados, até por força da evolução tecnológica pela qual o setor passou nesses anos.