A dívida de usinas de cana deve somar R$ 95 bi e superar receita do setor

14/01/2016 Cana-de-Açúcar POR: MGO Consultoria
As usinas de açúcar e etanol devem encerra a safra 2015/16 (de abril a março) com endividamento recorde de R$ 95 bilhões, um crescimento de 18% sobre o ciclo anterior, 2014/15, quando as dívidas somaram cerca de R$ 80 bilhões.
Estimativa da União da indústria da Cana-de-Açúcar (Unica/SP) mostra que a receita do setor deve atingir nesta safra cerca de R$ 84 bilhões, um aumento de 17% sobre o período anterior.
Com a recuperação do açúcar no mercado internacional nos últimos meses de 2015, como reflexo da expectativa de déficit de produção global após cinco anos de excedente, e demanda mais aquecida por etanol no mercado interno, as usinas ganharam fôlego, mas não o suficiente para reverter a situação financeira delicada de boa parte das empresas.
Das 450 usinas instaladas no País, 80 delas estão desativadas e cerca de 70 estão em recuperação judicial.
Para fazer caixa, muitas usinas moeram a cana para vender o etanol durante a safra a preços mais baixos. Já os grupos mais capitalizados conseguiram segurar sua produção para vender durante a entressafra, que tem preços mais atrativos.
São poucos os grupos que devem aumentar os investimentos para expansão de seus canaviais.
Apesar de ter começado o ano de 2015 com notícias favoráveis, como a volta da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e o aumento da mistura de etanol na gasolina de 25% para 27%, o setor terá uma jornada longa para “arrumar a casa”, avaliam analistas. “O setor voltará a viver um movimento de consolidação”. 
As usinas de açúcar e etanol devem encerra a safra 2015/16 (de abril a março) com endividamento recorde de R$ 95 bilhões, um crescimento de 18% sobre o ciclo anterior, 2014/15, quando as dívidas somaram cerca de R$ 80 bilhões.

 
Estimativa da União da indústria da Cana-de-Açúcar (Unica/SP) mostra que a receita do setor deve atingir nesta safra cerca de R$ 84 bilhões, um aumento de 17% sobre o período anterior.

 
Com a recuperação do açúcar no mercado internacional nos últimos meses de 2015, como reflexo da expectativa de déficit de produção global após cinco anos de excedente, e demanda mais aquecida por etanol no mercado interno, as usinas ganharam fôlego, mas não o suficiente para reverter a situação financeira delicada de boa parte das empresas.

 
Das 450 usinas instaladas no País, 80 delas estão desativadas e cerca de 70 estão em recuperação judicial.


Para fazer caixa, muitas usinas moeram a cana para vender o etanol durante a safra a preços mais baixos. Já os grupos mais capitalizados conseguiram segurar sua produção para vender durante a entressafra, que tem preços mais atrativos.

 
São poucos os grupos que devem aumentar os investimentos para expansão de seus canaviais.


Apesar de ter começado o ano de 2015 com notícias favoráveis, como a volta da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e o aumento da mistura de etanol na gasolina de 25% para 27%, o setor terá uma jornada longa para “arrumar a casa”, avaliam analistas. “O setor voltará a viver um movimento de consolidação”.