Banco Pine reduz estimativa para a safra de cana no Centro-Sul

31/07/2014 Cana-de-Açúcar POR: Agência Estado
O Banco Pine cortou nesta quarta-feira, 30, em 1,8% sua estimativa para a safra 2014/15 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil. A expectativa agora é colher 568,5 milhões de toneladas, 10,5 milhões de toneladas a menos em relação à projeção anterior, de maio. Caso se confirme, seria um processamento 4,8% menor ante as 596 milhões de toneladas de 2013/14. Conforme a instituição, a redução deve-se à severa estiagem no início do ano, que comprometeu o desenvolvimento dos canaviais e deve acarretar no encerramento prematuro da temporada, provavelmente na primeira quinzena de novembro ou mesmo antes.
A produção de etanol foi estimada em 25,1 bilhões de litros (-1,9% na comparação anual), dos quais 13,7 bilhões de litros de hidratado (-6,1%) e 11,4 bilhões de litros de anidro (+3,6%). Já a de açúcar foi projetada pelo Pine em 32,2 milhões de toneladas (-6,1% ante 2013/14). O volume, entretanto, supera as 31,9 milhões de toneladas estimadas em maio. Segundo o banco, ´grande parte dessa variação foi motivada pelo aumento do ATR (Açucares Totais Recuperáveis) por tonelada de cana (processada) e do mix de açúcar na produção das usinas´. Usinas também procuraram fabricar o alimento para honrar os contratos assumidos.
O Pine prevê um ATR 1,3% maior, em 135 kg por tonelada de cana processada. Com relação ao mix, a instituição diz que 56% da oferta de matéria-prima será direcionada para a fabricação de etanol, porcentual que em 2013/14 foi de 54,9% e no relatório anterior era estimado em 57%.
Preços
O Pine também fez estimativas para as cotações do açúcar demerara negociado na Bolsa de Nova York. No terceiro trimestre, a medida deve ser de 18 centavos de dólar e, no quarto trimestre, de 19 centavos de dólar por libra-peso. ´Apesar do mercado spot estar muito ofertado no momento, além dos estoques acumulados nas quatro últimas safras projetamos um aumento de preço nos próximos trimestres. Os pontos que devem fazer os preços subirem devem ser continuidade do clima adverso na Índia, fim prematuro da safra no Brasil e possível mudança nas políticas energéticas no Brasil´, diz o banco. Por fim, o Pine acrescenta que ´o cenário atual deverá também prejudicar a oferta de 2015/16´.
O Banco Pine cortou nesta quarta-feira, 30, em 1,8% sua estimativa para a safra 2014/15 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil. A expectativa agora é colher 568,5 milhões de toneladas, 10,5 milhões de toneladas a menos em relação à projeção anterior, de maio. Caso se confirme, seria um processamento 4,8% menor ante as 596 milhões de toneladas de 2013/14. Conforme a instituição, a redução deve-se à severa estiagem no início do ano, que comprometeu o desenvolvimento dos canaviais e deve acarretar no encerramento prematuro da temporada, provavelmente na primeira quinzena de novembro ou mesmo antes.
A produção de etanol foi estimada em 25,1 bilhões de litros (-1,9% na comparação anual), dos quais 13,7 bilhões de litros de hidratado (-6,1%) e 11,4 bilhões de litros de anidro (+3,6%). Já a de açúcar foi projetada pelo Pine em 32,2 milhões de toneladas (-6,1% ante 2013/14). O volume, entretanto, supera as 31,9 milhões de toneladas estimadas em maio. Segundo o banco, ´grande parte dessa variação foi motivada pelo aumento do ATR (Açucares Totais Recuperáveis) por tonelada de cana (processada) e do mix de açúcar na produção das usinas´. Usinas também procuraram fabricar o alimento para honrar os contratos assumidos.
O Pine prevê um ATR 1,3% maior, em 135 kg por tonelada de cana processada. Com relação ao mix, a instituição diz que 56% da oferta de matéria-prima será direcionada para a fabricação de etanol, porcentual que em 2013/14 foi de 54,9% e no relatório anterior era estimado em 57%.
Preços
O Pine também fez estimativas para as cotações do açúcar demerara negociado na Bolsa de Nova York. No terceiro trimestre, a medida deve ser de 18 centavos de dólar e, no quarto trimestre, de 19 centavos de dólar por libra-peso. ´Apesar do mercado spot estar muito ofertado no momento, além dos estoques acumulados nas quatro últimas safras projetamos um aumento de preço nos próximos trimestres. Os pontos que devem fazer os preços subirem devem ser continuidade do clima adverso na Índia, fim prematuro da safra no Brasil e possível mudança nas políticas energéticas no Brasil´, diz o banco. Por fim, o Pine acrescenta que ´o cenário atual deverá também prejudicar a oferta de 2015/16´.