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Bancos acionam Renuka na Justiça

01/09/2015 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
Sem perspectivas de encontrar uma saída para o elevado endividamento da sucroalcooleira Renuka do Brasil, os credores da empresa partiram para a ofensiva. Os bancos Bradesco e Itaú entraram na Justiça com pedido de arresto de produtos (etanol e açúcar) e canaviais dados como garantia de empréstimos.
Juntos, os dois bancos informaram terem uma dívida já vencida de R$ 40,8 milhões. Ambas foram contraídas a partir da emissão de Cédula de Crédito Bancário (CCB) e venceram em 23 de janeiro deste ano, dois anos após serem contratadas, conforme informaram à Justiça.
A decisão de conceder o arresto foi dada em 17 de agosto pelo juiz Luiz Fernando Silva Oliveira, da 19ª vara cível de São Paulo. No despacho, ele diz ter considerado, entre outros argumentos, as evidências, apontadas pelos credores, de que a controladora da empresa estaria "esvaziando financeiramente a companhia brasileira" por meio da exportação de açúcar para os próprios acionistas fora do Brasil, em condições inferiores às de mercado.
Procurada, a Shree Renuka Sugars se limitou a comentar que as informações sobre a ação de arresto são públicas. 
Subsidiária da indiana Shree Renuka Sugars, que tem como sócio a Wilmar International, a Renuka do Brasil tem duas usinas em São Paulo, e apresentava ao fim da safra 2014/15, em 31 de março, uma dívida bancária de R$ 1,741 bilhão, superior à receita de R$ 1,035 bilhão obtida no mesmo período.
Conforme fontes familiarizadas com o tema, há mais de dois meses os bancos credores e os representantes da Renuka não sentam para negociar. Segundo essas fontes, outros credores tendem a acionar as garantias dadas pela empresa na Justiça.
O elevado endividamento da Renuka do Brasil remonta ainda à época em que a indiana comprou o controle desses ativos, em 2009, do grupo Equipav. Mas, havia a expectativa de que um bom desempenho operacional pudesse gerar recursos para reduzir endividamento, o que não ocorreu. As usinas vêm de sucessivas safras de intempéries e ociosidade elevada. A má gestão do negócio também teria contribuído para agravar a situação, dizem fontes.
O último acordo da Renuka com bancos foi costurado em 2014, de um desconto de 50% da dívida para pagamento à vista, o que seria feito com o suporte financeiro de um investidor estratégico. Mas o controlador da Renuka, o indiano Narendra Murkumbi, não teria chegado a um acordo com esse investidor.
No mercado ainda circulam rumores de que a empresa poderia pedir recuperação judicial para se proteger dessas ações de credores. No entanto, conforme apurou o Valor, a ideia ainda encontra resistências, pois o controlador tem créditos (empréstimos 'mútuos" e adiantamento para futuro aumento de capital) que somam R$ 513 milhões e uma recuperação judicial dificultaria o recebimento desse montante.
Sem perspectivas de encontrar uma saída para o elevado endividamento da sucroalcooleira Renuka do Brasil, os credores da empresa partiram para a ofensiva. Os bancos Bradesco e Itaú entraram na Justiça com pedido de arresto de produtos (etanol e açúcar) e canaviais dados como garantia de empréstimos.
Juntos, os dois bancos informaram terem uma dívida já vencida de R$ 40,8 milhões. Ambas foram contraídas a partir da emissão de Cédula de Crédito Bancário (CCB) e venceram em 23 de janeiro deste ano, dois anos após serem contratadas, conforme informaram à Justiça.
A decisão de conceder o arresto foi dada em 17 de agosto pelo juiz Luiz Fernando Silva Oliveira, da 19ª vara cível de São Paulo. No despacho, ele diz ter considerado, entre outros argumentos, as evidências, apontadas pelos credores, de que a controladora da empresa estaria "esvaziando financeiramente a companhia brasileira" por meio da exportação de açúcar para os próprios acionistas fora do Brasil, em condições inferiores às de mercado.
Procurada, a Shree Renuka Sugars se limitou a comentar que as informações sobre a ação de arresto são públicas. 

Subsidiária da indiana Shree Renuka Sugars, que tem como sócio a Wilmar International, a Renuka do Brasil tem duas usinas em São Paulo, e apresentava ao fim da safra 2014/15, em 31 de março, uma dívida bancária de R$ 1,741 bilhão, superior à receita de R$ 1,035 bilhão obtida no mesmo período.
Conforme fontes familiarizadas com o tema, há mais de dois meses os bancos credores e os representantes da Renuka não sentam para negociar. Segundo essas fontes, outros credores tendem a acionar as garantias dadas pela empresa na Justiça.
O elevado endividamento da Renuka do Brasil remonta ainda à época em que a indiana comprou o controle desses ativos, em 2009, do grupo Equipav. Mas, havia a expectativa de que um bom desempenho operacional pudesse gerar recursos para reduzir endividamento, o que não ocorreu. As usinas vêm de sucessivas safras de intempéries e ociosidade elevada. A má gestão do negócio também teria contribuído para agravar a situação, dizem fontes.
O último acordo da Renuka com bancos foi costurado em 2014, de um desconto de 50% da dívida para pagamento à vista, o que seria feito com o suporte financeiro de um investidor estratégico. Mas o controlador da Renuka, o indiano Narendra Murkumbi, não teria chegado a um acordo com esse investidor.

 
No mercado ainda circulam rumores de que a empresa poderia pedir recuperação judicial para se proteger dessas ações de credores. No entanto, conforme apurou o Valor, a ideia ainda encontra resistências, pois o controlador tem créditos (empréstimos 'mútuos" e adiantamento para futuro aumento de capital) que somam R$ 513 milhões e uma recuperação judicial dificultaria o recebimento desse montante.