atendimento@revistacanavieiros.com.br (16) 3946-3300

Biblioteca da Canaoeste promove oficina de leitura para jovens do Projeto Guri, em Sertãozinho-SP

27/10/2015 Noticias do Sistema
Haroldo Beraldo (bibliotecário) falou sobre a história da leitura e distribuiu 80 livros; evento integrou a campanha “Dia de Ler. Todo dia!”, realizado em 427 cidades brasileiras

Aproveitando a campanha “Dia de Ler. Todo dia!”, uma mobilização nacional para incentivar a leitura, realizada em 427 cidades do país no dia 1º de outubro, o bibliotecário da Canaoeste, Haroldo Luís Beraldo, foi convidado pelo Projeto Guri em Sertãozinho-SP para desenvolver uma oficina com crianças. O projeto, mantido pelo Governo do Estado com auxílio da prefeitura, funciona na Escola de Música Natale Garrefa, no Centro. Oferece 159 vagas e, atualmente, atende 122 interessados, de oito a 18 anos incompletos, em aprender técnicas de canto e coral e instrumentos musicais. 
Durante pouco mais de uma hora, Beraldo apresentou aos 63 jovens presentes na dinâmica um pouco da história da leitura, desde as pinturas rupestres, feitas pelo homem pré-histórico em rochas, até a contemporaneidade, com as tecnologias digitais. “Foi um dia muito bacana, em que pudemos abordar informações relacionadas ao universo dos livros, buscando desmistificar a leitura para os jovens”. Fazendo perguntas curiosas e propondo vários pequenos desafios, o bibliotecário instigou a participação das crianças. Ao final, fez uma doação de 80 livros aos participantes do projeto. 
“A doação foi feita na condição de que eles repassem a amigos ou familiares após terminarem a leitura. Ou que entreguem os exemplares em uma das unidades da Geladeiroteca espalhadas pela região. Isso é uma forma, também, de divulgar o projeto da geladeira a alunos e professores”. A Geladeiroteca consiste em aproveitar carcaças de geladeiras velhas, que são adaptadas, ilustradas e instaladas em pontos fixos para disponibilizar livros de forma gratuita. 
Desde 2013, quando surgiu a ideia, sete unidades foram implantadas. Uma em Ribeirão Preto-SP, no Hospital Dia (anexo ao Hospital das Clínicas – HC), e seis em Sertãozinho: no ambulatório da UBS (Unidade Básica de Saúde) Plínio de Lima Rubião, no Jardim Recreio; na EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Aracy Pelá, no Jardim Porto Seguro; na ABA (Associação de Amigos do Bairro Alvorada); no CEJUSC (Centro de Solução de Conflitos e Cidadania), no bairro Shangri-lá; no CCI (Centro de Convivência do Idoso), no Jardim Soljumar; e no CRAS V (Centro de Referência de Assistência Social), na Vila Garcia. A oitava, que está sendo preparada, já tem destino certo: A UBS (Unidade Básica de Saúde) do distrito de Cruz das Posses. 
No ano passado, o projeto foi reconhecido pelo Prêmio Vivaleitura, promovido pelos Ministérios da Cultura e da Educação e pela OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura), com apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Fundação Santilana. Entregue em Brasília-DF, o prêmio classificou a Geladeiroteca da Canaoeste entre as 20 melhores iniciativas do Brasil e entre as cinco vencedoras na categoria “Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias”. Ainda em 2014, Beraldo participou, em São Paulo, do 7º Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias (Biblioteca Viva).
Escolhas
A estudante Maria Luiza Bocalon, de nove anos, foi uma das participantes da oficina promovida por Beraldo. Ela, que está no quarto ano do Ensino Fundamental e pratica violino no Projeto Guri, escolheu, entre os livros doados pela Canaoeste, “Bruxa Madrinha”, da escritora Maria Elisa Penteado. “Gostei de tudo, principalmente da hora que ele mostrou que são muitas as formas de ler, não só pelos livros”. A menina se referia ao momento em que o bibliotecário apresentou uma vitrola e colocou um disco de vinil da banda britânica Pink Floyd, formada em 1965 e que teve o fim anunciado oficialmente agora em 2015, para ser ouvido. 
Já Carolina Barcelos Sanchez, de oito anos, que está no terceiro ano do Ensino Fundamental e estuda violoncelo, levou para casa o livro “Rua Descalça”, de José Mário de Vasconcelos. Ela afirma gostar muito de ler e que a oficina foi mais um incentivo. Outro estudante, Eric Gabriel de Souza, de 13 anos, que frequenta o 6º ano do Ensino Fundamental e é adepto da bateria, ficou com a obra “Mariana”, de Pedro Bandeira. Ele contou que pretende ler rápido para trocar com amigos. 
Segundo Andreia Georgete França, coordenadora do Guri em Sertãozinho, o objetivo do projeto é promover o desenvolvimento humano por meio da arte. Por isso, não só a música é incentivada. A leitura tem espaço garantido. Além de oficinas, como a ministrada por Beraldo, existe um trabalho para aumentar o acervo oferecido aos alunos, que oferece cerca de 180 itens, entre livros, CDs e DVDs. 
O Guri funciona às terças e quintas à tarde. Segundo Camila Fressati Furlanetto, supervisora de desenvolvimento social do projeto, são 381 polos no Estado, sendo 20 na região de Ribeirão Preto, área pela qual é responsável. Caso haja vagas, como acontece em Sertãozinho, basta que os pais ou responsáveis preencham um cadastro para que os interessados comecem a frequentar as aulas. O único requisito é que o candidato esteja matriculado numa escola regular (municipal ou estadual). 
Informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3942-1598.
Aproveitando a campanha “Dia de Ler. Todo dia!”, uma mobilização nacional para incentivar a leitura, realizada em 427 cidades do país no dia 1º de outubro, o bibliotecário da Canaoeste, Haroldo Luís Beraldo, foi convidado pelo Projeto Guri em Sertãozinho-SP para desenvolver uma oficina com crianças. O projeto, mantido pelo Governo do Estado com auxílio da prefeitura, funciona na Escola de Música Natale Garrefa, no Centro. Oferece 159 vagas e, atualmente, atende 122 interessados, de oito a 18 anos incompletos, em aprender técnicas de canto e coral e instrumentos musicais. 
Durante pouco mais de uma hora, Beraldo apresentou aos 63 jovens presentes na dinâmica um pouco da história da leitura, desde as pinturas rupestres, feitas pelo homem pré-histórico em rochas, até a contemporaneidade, com as tecnologias digitais. “Foi um dia muito bacana, em que pudemos abordar informações relacionadas ao universo dos livros, buscando desmistificar a leitura para os jovens”. Fazendo perguntas curiosas e propondo vários pequenos desafios, o bibliotecário instigou a participação das crianças. Ao final, fez uma doação de 80 livros aos participantes do projeto. 
“A doação foi feita na condição de que eles repassem a amigos ou familiares após terminarem a leitura. Ou que entreguem os exemplares em uma das unidades da Geladeiroteca espalhadas pela região. Isso é uma forma, também, de divulgar o projeto da geladeira a alunos e professores”. A Geladeiroteca consiste em aproveitar carcaças de geladeiras velhas, que são adaptadas, ilustradas e instaladas em pontos fixos para disponibilizar livros de forma gratuita. 
Desde 2013, quando surgiu a ideia, sete unidades foram implantadas. Uma em Ribeirão Preto-SP, no Hospital Dia (anexo ao Hospital das Clínicas – HC), e seis em Sertãozinho: no ambulatório da UBS (Unidade Básica de Saúde) Plínio de Lima Rubião, no Jardim Recreio; na EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Aracy Pelá, no Jardim Porto Seguro; na ABA (Associação de Amigos do Bairro Alvorada); no CEJUSC (Centro de Solução de Conflitos e Cidadania), no bairro Shangri-lá; no CCI (Centro de Convivência do Idoso), no Jardim Soljumar; e no CRAS V (Centro de Referência de Assistência Social), na Vila Garcia. A oitava, que está sendo preparada, já tem destino certo: A UBS (Unidade Básica de Saúde) do distrito de Cruz das Posses. 
No ano passado, o projeto foi reconhecido pelo Prêmio Vivaleitura, promovido pelos Ministérios da Cultura e da Educação e pela OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura), com apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Fundação Santilana. Entregue em Brasília-DF, o prêmio classificou a Geladeiroteca da Canaoeste entre as 20 melhores iniciativas do Brasil e entre as cinco vencedoras na categoria “Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias”. Ainda em 2014, Beraldo participou, em São Paulo, do 7º Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias (Biblioteca Viva).
Escolhas
A estudante Maria Luiza Bocalon, de nove anos, foi uma das participantes da oficina promovida por Beraldo. Ela, que está no quarto ano do Ensino Fundamental e pratica violino no Projeto Guri, escolheu, entre os livros doados pela Canaoeste, “Bruxa Madrinha”, da escritora Maria Elisa Penteado. “Gostei de tudo, principalmente da hora que ele mostrou que são muitas as formas de ler, não só pelos livros”. A menina se referia ao momento em que o bibliotecário apresentou uma vitrola e colocou um disco de vinil da banda britânica Pink Floyd, formada em 1965 e que teve o fim anunciado oficialmente agora em 2015, para ser ouvido. 
Já Carolina Barcelos Sanchez, de oito anos, que está no terceiro ano do Ensino Fundamental e estuda violoncelo, levou para casa o livro “Rua Descalça”, de José Mário de Vasconcelos. Ela afirma gostar muito de ler e que a oficina foi mais um incentivo. Outro estudante, Eric Gabriel de Souza, de 13 anos, que frequenta o 6º ano do Ensino Fundamental e é adepto da bateria, ficou com a obra “Mariana”, de Pedro Bandeira. Ele contou que pretende ler rápido para trocar com amigos. 
Segundo Andreia Georgete França, coordenadora do Guri em Sertãozinho, o objetivo do projeto é promover o desenvolvimento humano por meio da arte. Por isso, não só a música é incentivada. A leitura tem espaço garantido. Além de oficinas, como a ministrada por Beraldo, existe um trabalho para aumentar o acervo oferecido aos alunos, que oferece cerca de 180 itens, entre livros, CDs e DVDs. 
O Guri funciona às terças e quintas à tarde. Segundo Camila Fressati Furlanetto, supervisora de desenvolvimento social do projeto, são 381 polos no Estado, sendo 20 na região de Ribeirão Preto, área pela qual é responsável. Caso haja vagas, como acontece em Sertãozinho, basta que os pais ou responsáveis preencham um cadastro para que os interessados comecem a frequentar as aulas. O único requisito é que o candidato esteja matriculado numa escola regular (municipal ou estadual). 
Informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3942-1598.