atendimento@revistacanavieiros.com.br (16) 3946-3300

BNDES espera redução de juro de linha para renovação de canaviais

07/06/2013 Cana-de-Açúcar POR: Reuters
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acredita que o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduzirá em seu próximo encontro a taxa de juros da linha Prorenova, criada para estimular a renovação dos canaviais no Brasil, disse nesta quinta-feira uma autoridade da instituição.
O Prorenova é uma linha de crédito do BNDES de 4 bilhões de reais destinada a usinas e produtores que queiram expandir ou renovar o cultivo de cana, com vistas a elevar a moagem e aumentar a oferta de etanol, em meio à crescente frota de carros bicombustível (flex fuel) no país.
Atualmente, a taxa total destes empréstimos atinge 8,3 por cento ao ano --considerando a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais os spreads de 1,8 por cento do BNDES e de 1,3 por cento do agente financeiro.
O chefe do Departamento de Biocombustiveis do BNDES, Carlos Eduardo Cavalcanti, disse que a taxa total deve ser reduzida a 5,5 por cento no ano, o que poderia elevar fortemente a demanda pela linha de financiamento.
"Nós temos três milhões de novos carros flex fuel chegando às ruas por ano. Eles podem usar gasolina ou etanol. O governo sabe que precisa fazer algo para, de alguma forma, melhorar as condições para os produtores de etanol", disse Cavalcanti durante um evento em São Paulo, acrescentando que a decisão pode ser tomada na semana que vem.
Normalmente, o CMN se reúne na última quinta-feira do mês. Reuniões extraordinárias podem ocorrer entre um encontro e outro.
Ele lembrou que no ano passado cerca de 1,4 bilhão de reais foram utilizados do volume total de 4 bilhões destinados à linha de crédito.
Contudo, a expectativa para este ano é que os valores desembolsados via Prorenova possam mais que dobrar após mudanças nas regras de liberação dos recursos, incluindo a suspensão de restrições para companhias de capital estrangeiro.
Ele acrescentou que já recebeu consultas para seis projetos que por ora aguardam a decisão do CMN sobre as taxas de juros para o Prorenova.
Cavalcanti disse que espera que a demanda pela linha de crédito alcance o volume total se as taxas forem reduzidas. "Se as taxas caírem para 5,5 por cento, acredito que 4 bilhões de reais serão insuficientes para atender à demanda", acrescentou.
Reese Ewing
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acredita que o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduzirá em seu próximo encontro a taxa de juros da linha Prorenova, criada para estimular a renovação dos canaviais no Brasil, disse nesta quinta-feira uma autoridade da instituição.
O Prorenova é uma linha de crédito do BNDES de 4 bilhões de reais destinada a usinas e produtores que queiram expandir ou renovar o cultivo de cana, com vistas a elevar a moagem e aumentar a oferta de etanol, em meio à crescente frota de carros bicombustível (flex fuel) no país.
Atualmente, a taxa total destes empréstimos atinge 8,3 por cento ao ano --considerando a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais os spreads de 1,8 por cento do BNDES e de 1,3 por cento do agente financeiro.
O chefe do Departamento de Biocombustiveis do BNDES, Carlos Eduardo Cavalcanti, disse que a taxa total deve ser reduzida a 5,5 por cento no ano, o que poderia elevar fortemente a demanda pela linha de financiamento.
"Nós temos três milhões de novos carros flex fuel chegando às ruas por ano. Eles podem usar gasolina ou etanol. O governo sabe que precisa fazer algo para, de alguma forma, melhorar as condições para os produtores de etanol", disse Cavalcanti durante um evento em São Paulo, acrescentando que a decisão pode ser tomada na semana que vem.
Normalmente, o CMN se reúne na última quinta-feira do mês. Reuniões extraordinárias podem ocorrer entre um encontro e outro.
Ele lembrou que no ano passado cerca de 1,4 bilhão de reais foram utilizados do volume total de 4 bilhões destinados à linha de crédito.
Contudo, a expectativa para este ano é que os valores desembolsados via Prorenova possam mais que dobrar após mudanças nas regras de liberação dos recursos, incluindo a suspensão de restrições para companhias de capital estrangeiro.
Ele acrescentou que já recebeu consultas para seis projetos que por ora aguardam a decisão do CMN sobre as taxas de juros para o Prorenova.
Cavalcanti disse que espera que a demanda pela linha de crédito alcance o volume total se as taxas forem reduzidas. "Se as taxas caírem para 5,5 por cento, acredito que 4 bilhões de reais serão insuficientes para atender à demanda", acrescentou.
Reese Ewing