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Cana busca as vantagens da biotecnologia

27/02/2013 Cana-de-Açúcar POR: Assessoria Ridesa
Há seis anos, pesquisadores da consultoria Céleres, especializada em agronegócio, percorrem lavouras em todo o país para ouvir dos agricultores o que mudou com a adoção de biotecnologias em suas propriedades. O levantamento destaca que a área plantada de soja, milho e algodão geneticamente modificados cresceu em todo o país, confirmando a preferência pelos novos produtos.
A Céleres revela que o total da área plantada com cultivos geneticamente modificadas neste ano chega a 37,1 milhões de hectares, o que representa um aumento de 14% em relação ao ano anterior (que por sua vez, já tinha registrado um aumento de mais de 21% em relação à safra de 2010/2011) - ou seja, 4,6 milhões de novos hectares dedicados a variedades transgênicas. 
O IBGE prevê, para 2013, uma área recorde dedicada à atividade agrícola no país de 67,7 milhões de hectares. Cruzando o dado do IBGE com o da consultoria Céleres, chega-se à conclusão de que os transgênicos responderão por 54,8% de toda a área cultivada na safra 2012/2013 no país. O que fará do Brasil o segundo maior semeador de transgênicos do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos - onde, em 2011/2012, os transgênicos ocupavam 70 milhões de hectares.
A razão para a adoção da biotecnologia no campo deve-se ao bom desempenho das novas variedades transgênicas, que ao possibilitarem maior produtividade e redução nos custos de produção, geraram um lucro adicional de 14,5 bilhões de dólares aos produtores brasileiros nas últimas safras. Foi o que apontou um estudo realizado pela Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). 
Cana ainda não faz parte do seleto grupo de culturas beneficiadas pela biotecnologia 
Enquanto que os produtores de soja, milho e algodão já desfrutam das vantagens advindas da biotecnologia, entidades de pesquisas reforçam o trabalho para proporcionar as mesmas benesses à cultura canavieira. Segundo Monalisa Sampaio Carneiro, pesquisadora do Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar (PMGCA) da Universidade Federal de São Carlos, UFSCar, são várias as instituições que desenvolvem pesquisas em biotecnologia na área da cana, entre elas está a Rede Interuniversitária de Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa) formado por 10 universidades, a UFSCar é uma delas.
Monalisa explica que os pesquisadores seguem duas vertentes importantes em cana-de-açúcar. "A primeira é a vedete que é a cana transgênica, todos os grupos estão buscando obtê-la em diferentes características: tolerância à seca, resistência a insetos, aumento do teor de açúcar, entre outros ganhos", diz. Hoje, a contribuição para o teor de açúcar nas variedades comerciais de cana-de-açúcar está em um patamar quase estabilizado e os ganhos que existem são normalmente realizados em função das condições edafoclimáticas (maximizar a interação da variedade com o ambiente). Então, observa Monalisa, a biotecnologia pode, por meio da transgenia, introduzir genes que aumentem esse teor de açúcar, por exemplo, e por ganhar em produtividade utilizando a mesma área.
Marcadores Moleculares
Mas a biotecnologia oferece também uma técnica menos polêmica que a transgenia, é o desenvolvimento da seleção assistida marcadores moleculares. "Essa é a segunda vertente e diz respeito ao estudo do genoma da cana. Esses marcadores são importantes porque escaneiam o DNA da cana e com base nessa análise podemos encontrar regiões que propiciem o aumento da produtividade, do teor de açúcar, direcionando assim com maior eficiência os cruzamentos", salienta.
A pesquisadora explica que o desenvolvimento convencional de novas variedades leva de 12 a 15 anos do cruzamento até o lançamento, e mesmo depois de todo esse tempo ainda há o risco do cruzamento ser malsucedido, não resultando em novas variedades. Os marcadores moleculares aumentam muito as chances de sucesso no cruzamento. O mais importante, declara Monalisa, é que grande parte do genoma da cana já foi sequenciado e, a partir disso, será possível extrair grandes informações para marcadores moleculares que detectam a diferença entre dois indivíduos apenas com a diferença de um único nucleotídeo, ou seja, de uma única letrinha que constitui aqueles indivíduos. 
Há seis anos, pesquisadores da consultoria Céleres, especializada em agronegócio, percorrem lavouras em todo o país para ouvir dos agricultores o que mudou com a adoção de biotecnologias em suas propriedades. O levantamento destaca que a área plantada de soja, milho e algodão geneticamente modificados cresceu em todo o país, confirmando a preferência pelos novos produtos.
A Céleres revela que o total da área plantada com cultivos geneticamente modificadas neste ano chega a 37,1 milhões de hectares, o que representa um aumento de 14% em relação ao ano anterior (que por sua vez, já tinha registrado um aumento de mais de 21% em relação à safra de 2010/2011) - ou seja, 4,6 milhões de novos hectares dedicados a variedades transgênicas. 
O IBGE prevê, para 2013, uma área recorde dedicada à atividade agrícola no país de 67,7 milhões de hectares. Cruzando o dado do IBGE com o da consultoria Céleres, chega-se à conclusão de que os transgênicos responderão por 54,8% de toda a área cultivada na safra 2012/2013 no país. O que fará do Brasil o segundo maior semeador de transgênicos do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos - onde, em 2011/2012, os transgênicos ocupavam 70 milhões de hectares.
A razão para a adoção da biotecnologia no campo deve-se ao bom desempenho das novas variedades transgênicas, que ao possibilitarem maior produtividade e redução nos custos de produção, geraram um lucro adicional de 14,5 bilhões de dólares aos produtores brasileiros nas últimas safras. Foi o que apontou um estudo realizado pela Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). 
Cana ainda não faz parte do seleto grupo de culturas beneficiadas pela biotecnologia 
Enquanto que os produtores de soja, milho e algodão já desfrutam das vantagens advindas da biotecnologia, entidades de pesquisas reforçam o trabalho para proporcionar as mesmas benesses à cultura canavieira. Segundo Monalisa Sampaio Carneiro, pesquisadora do Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar (PMGCA) da Universidade Federal de São Carlos, UFSCar, são várias as instituições que desenvolvem pesquisas em biotecnologia na área da cana, entre elas está a Rede Interuniversitária de Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa) formado por 10 universidades, a UFSCar é uma delas.
Monalisa explica que os pesquisadores seguem duas vertentes importantes em cana-de-açúcar. "A primeira é a vedete que é a cana transgênica, todos os grupos estão buscando obtê-la em diferentes características: tolerância à seca, resistência a insetos, aumento do teor de açúcar, entre outros ganhos", diz. Hoje, a contribuição para o teor de açúcar nas variedades comerciais de cana-de-açúcar está em um patamar quase estabilizado e os ganhos que existem são normalmente realizados em função das condições edafoclimáticas (maximizar a interação da variedade com o ambiente). Então, observa Monalisa, a biotecnologia pode, por meio da transgenia, introduzir genes que aumentem esse teor de açúcar, por exemplo, e por ganhar em produtividade utilizando a mesma área.
Marcadores Moleculares
Mas a biotecnologia oferece também uma técnica menos polêmica que a transgenia, é o desenvolvimento da seleção assistida marcadores moleculares. "Essa é a segunda vertente e diz respeito ao estudo do genoma da cana. Esses marcadores são importantes porque escaneiam o DNA da cana e com base nessa análise podemos encontrar regiões que propiciem o aumento da produtividade, do teor de açúcar, direcionando assim com maior eficiência os cruzamentos", salienta.
A pesquisadora explica que o desenvolvimento convencional de novas variedades leva de 12 a 15 anos do cruzamento até o lançamento, e mesmo depois de todo esse tempo ainda há o risco do cruzamento ser malsucedido, não resultando em novas variedades. Os marcadores moleculares aumentam muito as chances de sucesso no cruzamento. O mais importante, declara Monalisa, é que grande parte do genoma da cana já foi sequenciado e, a partir disso, será possível extrair grandes informações para marcadores moleculares que detectam a diferença entre dois indivíduos apenas com a diferença de um único nucleotídeo, ou seja, de uma única letrinha que constitui aqueles indivíduos.