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Cana: desembolsos do BNDES para setor patinam com juro alto e atrasos

23/11/2015 Cana-de-Açúcar POR: Estadão Conteudo
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve fechar 2015 com queda no volume de recursos oferecidos ao setor sucroenergético. Fontes do segmento relataram ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que, apesar de haver recurso para a renovação de canaviais (Prorenova) e estocagem de etanol ("warrantagem"), os juros elevados desestimulam o investimento. Segundo essas fontes, o atraso na liberação dessas linhas também contribuiu para a retração. Um representante da cadeia produtiva estima que as captações estão 10% a 15% abaixo do registrado no ano passado. Procurado pela reportagem, o BNDES, responsável pelo financiamento, informou que só terá um número consolidado no mês que vem. Em setembro, o chefe do Departamento de Biocombustíveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Eduardo Cavalcanti, havia admitido que as taxas para 2015 não eram "favoráveis".
No mesmo mês, grupos como Tereos Internacional, controladora da Guarani, e São Martinho confirmaram ao Broadcast Agro que não demandariam volume expressivo de recursos, caso decidissem buscar o financiamento. As linhas para estocagem de etanol e renovação de canaviais foram anunciadas com o Plano Safra 2015/16, em junho. O BNDES, porém, atrasou a liberação dos recursos, que só foram autorizados entre agosto e setembro.
A "warrantagem" disponibiliza os mesmos R$ 2 bilhões de 2014, mas com juros maiores. A taxa é composta de custo financeiro misto de 25% baseado em TJLP e 75% em referenciais de mercado, acrescido de 1,775% ao ano para o BNDES. Os juros também foram elevados para o Prorenova, que neste ano tem R$ 1,5 bilhão em recursos, metade do que foi alocado no ciclo anterior.
Para esta linha, as condições estabelecem um limite de financiamento de até R$ 150 milhões por grupo econômico. Em contratos de até R$ 20 milhões, a taxa de juros é composta por TJLP mais 1,5% ao ano, acrescida de intermediação de 0,1% para pequenas e médias ou de 0,5% para grandes empresas, com remuneração do agente negociador de até 1,7%. Caso o valor contratado seja maior, os juros são corrigidos por Selic mais 1,2% para o BNDES. Neste caso, não há alterações na intermediação, e a remuneração do repassador é livre.
Lançado em 2012, o Prorenova contribuiu para reduzir a idade média dos canaviais brasileiros de 3,9 para 3,2 anos até 2014, segundo cálculos do próprio BNDES. No ano passado, contudo, a renovação para a atual temporada, iniciada em abril, ficou em 14%, abaixo dos 18%, nível considerado ideal para evitar o envelhecimento das plantas.
Embora não tenha os números referentes ao setor sucroenergético, o BNDES informou nesta quinta-feira, 19, que os desembolsos pela instituição retraíram-se como um todo. De janeiro a outubro, foram R$ 105,5 bilhões, queda nominal de 28%. O total de aprovações nos dez primeiros meses do ano ficou em R$ 81 bilhões, enquanto as consultas somaram R$ 108,6 bilhões. Em ambos os casos, as cifras representam retração nominal de 46%.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve fechar 2015 com queda no volume de recursos oferecidos ao setor sucroenergético. Fontes do segmento relataram ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que, apesar de haver recurso para a renovação de canaviais (Prorenova) e estocagem de etanol ("warrantagem"), os juros elevados desestimulam o investimento. Segundo essas fontes, o atraso na liberação dessas linhas também contribuiu para a retração. Um representante da cadeia produtiva estima que as captações estão 10% a 15% abaixo do registrado no ano passado. Procurado pela reportagem, o BNDES, responsável pelo financiamento, informou que só terá um número consolidado no mês que vem. Em setembro, o chefe do Departamento de Biocombustíveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Eduardo Cavalcanti, havia admitido que as taxas para 2015 não eram "favoráveis".
No mesmo mês, grupos como Tereos Internacional, controladora da Guarani, e São Martinho confirmaram ao Broadcast Agro que não demandariam volume expressivo de recursos, caso decidissem buscar o financiamento. As linhas para estocagem de etanol e renovação de canaviais foram anunciadas com o Plano Safra 2015/16, em junho. O BNDES, porém, atrasou a liberação dos recursos, que só foram autorizados entre agosto e setembro.
A "warrantagem" disponibiliza os mesmos R$ 2 bilhões de 2014, mas com juros maiores. A taxa é composta de custo financeiro misto de 25% baseado em TJLP e 75% em referenciais de mercado, acrescido de 1,775% ao ano para o BNDES. Os juros também foram elevados para o Prorenova, que neste ano tem R$ 1,5 bilhão em recursos, metade do que foi alocado no ciclo anterior.
Para esta linha, as condições estabelecem um limite de financiamento de até R$ 150 milhões por grupo econômico. Em contratos de até R$ 20 milhões, a taxa de juros é composta por TJLP mais 1,5% ao ano, acrescida de intermediação de 0,1% para pequenas e médias ou de 0,5% para grandes empresas, com remuneração do agente negociador de até 1,7%. Caso o valor contratado seja maior, os juros são corrigidos por Selic mais 1,2% para o BNDES. Neste caso, não há alterações na intermediação, e a remuneração do repassador é livre.
Lançado em 2012, o Prorenova contribuiu para reduzir a idade média dos canaviais brasileiros de 3,9 para 3,2 anos até 2014, segundo cálculos do próprio BNDES. No ano passado, contudo, a renovação para a atual temporada, iniciada em abril, ficou em 14%, abaixo dos 18%, nível considerado ideal para evitar o envelhecimento das plantas.
Embora não tenha os números referentes ao setor sucroenergético, o BNDES informou nesta quinta-feira, 19, que os desembolsos pela instituição retraíram-se como um todo. De janeiro a outubro, foram R$ 105,5 bilhões, queda nominal de 28%. O total de aprovações nos dez primeiros meses do ano ficou em R$ 81 bilhões, enquanto as consultas somaram R$ 108,6 bilhões. Em ambos os casos, as cifras representam retração nominal de 46%.