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Cana/Unica: mix continua alcooleiro, mas açúcar ganha espaço

11/07/2014 Cana-de-Açúcar POR: Agencia Estado
A safra 2014/15 de cana no Centro-Sul do Brasil continua bem alcooleira, mas o açúcar vem lentamente ganhando espaço. Conforme a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), da quantidade total de cana processada na segunda quinzena de junho, 45,63% destinaram-se à produção de açúcar e 54,37%, à de etanol. Há um ano, esses porcentuais eram de 41,80% e de 58,20%, respectivamente.
Com isso, a produção de açúcar nos últimos 15 dias de junho totalizou 2,58 milhões de toneladas, contra apenas 1,51 milhão de toneladas observadas na mesma quinzena do ano anterior (+70,84%). No acumulado desde o início da safra 2014/15, a produção de açúcar alcançou 10,34 milhões de toneladas (+15,53%).
Quanto ao etanol, a produção acumulada atingiu 8,45 bilhões de litros até o final de junho, alta de 10,08% em relação ao volume observado em 2013 (7,68 bilhões de litros). Desse total, 4,86 bilhões de litros referem-se ao etanol hidratado (+3,52%) e 3,59 bilhões de litros, ao etanol anidro (+20,43%).
Levando-se em conta apenas a segunda metade de junho, a produção de etanol totalizou 1,89 bilhão de litros (+46,34%), sendo 843,50 milhões de litros de etanol anidro (+45,21%) e 1,05 bilhão de litros, de etanol hidratado (+47,27%).
Moagem
O clima seco voltou a favorecer a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil durante a segunda quinzena de junho. De acordo com a Unica, foram processadas 44,05 milhões de toneladas no período, 49,82% superior na comparação com as 29,40 milhões de toneladas de igual intervalo do ano passado. No acumulado da safra 2014/2015, iniciada em abril, foram moídas 202,94 milhões de toneladas, expansão de 11,05% sobre as 182,74 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.
Conforme o diretor técnico da entidade, Antonio de Padua Rodrigues, ´a comparação dos dados apurados em junho deste ano com aqueles verificados em 2013 deve ser feita com cautela, pois a condição climática nesses dois períodos foi muito distinta´.
´Em junho do último ano, as chuvas intensas e o aumento no número de dias parados pelas usinas impactaram severamente a colheita. Neste ano, entretanto, o cenário foi o oposto: o clima seco praticamente não gerou qualquer interrupção das atividades de colheita da cana´, explicou.
Rodrigues pondera, contudo, que o clima excessivamente seco tem preocupado os produtores devido à expressiva queda no rendimento dos canaviais que vem sendo colhidos. ´Ainda não concluímos as estatísticas referentes à produtividade agrícola de junho, mas já podemos afirmar que ao final desta safra ela deverá ficar aquém daquela inicialmente prevista, com prejuízo à oferta de cana e possível antecipação do término da moagem em várias regiões produtoras.´
ATR
A concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de matéria-prima processada atingiu 134,70 kg na segunda metade de junho, elevação de 4,46% ante os 128,95 kg verificados na mesma quinzena de 2013. No acumulado desde o início da safra até 1º de julho, o teor de ATR alcançou 124,47 kg/t, frente a 123,01 kg/t há um ano.
A safra 2014/15 de cana no Centro-Sul do Brasil continua bem alcooleira, mas o açúcar vem lentamente ganhando espaço. Conforme a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), da quantidade total de cana processada na segunda quinzena de junho, 45,63% destinaram-se à produção de açúcar e 54,37%, à de etanol. Há um ano, esses porcentuais eram de 41,80% e de 58,20%, respectivamente.
Com isso, a produção de açúcar nos últimos 15 dias de junho totalizou 2,58 milhões de toneladas, contra apenas 1,51 milhão de toneladas observadas na mesma quinzena do ano anterior (+70,84%). No acumulado desde o início da safra 2014/15, a produção de açúcar alcançou 10,34 milhões de toneladas (+15,53%).
Quanto ao etanol, a produção acumulada atingiu 8,45 bilhões de litros até o final de junho, alta de 10,08% em relação ao volume observado em 2013 (7,68 bilhões de litros). Desse total, 4,86 bilhões de litros referem-se ao etanol hidratado (+3,52%) e 3,59 bilhões de litros, ao etanol anidro (+20,43%).
Levando-se em conta apenas a segunda metade de junho, a produção de etanol totalizou 1,89 bilhão de litros (+46,34%), sendo 843,50 milhões de litros de etanol anidro (+45,21%) e 1,05 bilhão de litros, de etanol hidratado (+47,27%).
Moagem
O clima seco voltou a favorecer a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil durante a segunda quinzena de junho. De acordo com a Unica, foram processadas 44,05 milhões de toneladas no período, 49,82% superior na comparação com as 29,40 milhões de toneladas de igual intervalo do ano passado. No acumulado da safra 2014/2015, iniciada em abril, foram moídas 202,94 milhões de toneladas, expansão de 11,05% sobre as 182,74 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.
Conforme o diretor técnico da entidade, Antonio de Padua Rodrigues, ´a comparação dos dados apurados em junho deste ano com aqueles verificados em 2013 deve ser feita com cautela, pois a condição climática nesses dois períodos foi muito distinta´.
´Em junho do último ano, as chuvas intensas e o aumento no número de dias parados pelas usinas impactaram severamente a colheita. Neste ano, entretanto, o cenário foi o oposto: o clima seco praticamente não gerou qualquer interrupção das atividades de colheita da cana´, explicou.
Rodrigues pondera, contudo, que o clima excessivamente seco tem preocupado os produtores devido à expressiva queda no rendimento dos canaviais que vem sendo colhidos. ´Ainda não concluímos as estatísticas referentes à produtividade agrícola de junho, mas já podemos afirmar que ao final desta safra ela deverá ficar aquém daquela inicialmente prevista, com prejuízo à oferta de cana e possível antecipação do término da moagem em várias regiões produtoras.´
ATR
A concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de matéria-prima processada atingiu 134,70 kg na segunda metade de junho, elevação de 4,46% ante os 128,95 kg verificados na mesma quinzena de 2013. No acumulado desde o início da safra até 1º de julho, o teor de ATR alcançou 124,47 kg/t, frente a 123,01 kg/t há um ano.