Canavieiros de Ribeirão Preto aprendem a alavancar produtividade e renda com técnica de plantio da Secretaria

13/11/2015 Cana-de-Açúcar POR: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Produtores de cana da região de Ribeirão Preto receberam na quinta-feira, 12, orientações sobre como alavancar sua produtividade utilizando o sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB), desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O secretário Arnaldo Jardim destacou no evento os ganhos trazidos pela nova técnica, lembrando que a inovação resgatará a vocação natural do agricultor de plantar e cultivar. 
No 1º Dia de Campo Mais Cana, na Fazenda Santa Maria, no município de Luiz Antônio, técnicos, estudantes, produtores e representantes de empresas parceiras conheceram cada um dos passos da cadeia de produção das MPBs. Em estações de demonstração prática, os grupos tiveram acesso a informações sobre irrigação, adubação, colheita e plantio da inovação desenvolvida pelo IAC. 
Um dos principais benefícios da nova técnica, destacado por Arnaldo Jardim, é resgatar no homem do campo sua vocação para o plantio e o cultivo, atualmente padronizados pelas usinas que compram a produção. “É um método que veio para ficar porque garante muitos ganhos para o produtor. E aumentar a produtividade no campo é uma das principais recomendações do governador Geraldo Alckmin para nós da agricultura”, lembrou o secretário. 
O titular da agropecuária paulista elencou ainda outros pontos positivos da técnica do Governo Paulista, como o repovoamento que as mudas são capazes de fazer nos canaviais, uniformizando as fileiras de produção e garantindo mais longevidade à plantação, além de melhor qualidade no corte. Com as MPBs, o canavieiro poupa dinheiro em vários elos de sua cadeira produtiva. 
Isso porque a inovação diminui drasticamente o uso de material de propagação: em vez das 18 toneladas por hectare, o produtor necessitará apenas de 1,5 tonelada para cultivar a mesma área. É a garantia de mais lucro líquido em cada hectare cultivado e economia de recursos naturais como água e solo. Para garantir que o sistema de MPB dê resultado, técnicos do IAC ensinaram cada passo do processo, desde o preparo da muda até sua colocação no solo. 
Pesquisador do Instituto, Mauro Xavier lembrava aos interessados que “é preciso que vocês produtores façam o processo de maneira correta. Queremos que vocês resgatem os benefícios da muda, tenham um material de qualidade para fazer a propagação”. O pesquisador elencou a simplicidade como característica facilitadora do sistema, mas lembrou que não se deve confundir simplicidade com fazer de qualquer jeito, há uma grande diferença. O mais importante é que o homem do campo saiba manusear a nova tecnologia, é primordial que ela seja transferida para a terra. 
Um dos interessados nas explicações era Bruno Modesto Homem, que ao lado do pai produz cana em Jaboticabal - e também amendoim, em menor escala – e viu na nova técnica a chance dos lucros aumentarem. “A gente precisa ter quem pense no setor, como a Secretaria está fazendo. Toda iniciativa que diminui custo e aumenta a produtividade é bem-vinda para nós no campo”, explicou. 
Atenta às explicações, a canavieira Eliane Escaroupa, de Jaboticabal, viu no Dia de Campo a oportunidade para se inteirar mais sobre as novidades do setor do qual faz parte. Acompanhada do filho, Eliane estava contente porque, como disse, “a melhoria do nosso trabalho é sempre o melhor caminho a ser seguido”. 
Brotando 
As mudas começarão a ser produzidas em janeiro de 2016, com plantio marcado para março seguinte. Elas serão desenvolvidas em oito pólos diferentes de propriedades de associados das parceiras Cooperativa Agroindustria (Cooplana) e Associação dos Fornecedores de Cana de Guariba (Socicana): Pradópolis, Dumont, Jaboticabal, José Bonifácio, Guariba, Catanduva, Palestina e Taquaritinga. O IAC é responsável desde março pelo treinamento para o desenvolvimento das MPBs, fornecendo também os kits de materiais necessários para o desenvolvimento delas. 
“Aqui se dá um passo fundamental, que é recuperar o desafio da produtividade. E vocês estão participando desse momento desafiador”, lembrou Arnaldo Jardim, otimista com relação ao potencial do etanol produzido pelo setor, que sofria por um artificialismo econômico federal que o desvalorizava. Para o secretário, o etanol recuperou seu verdadeiro valor, mas “ainda está pagando o preço da má condução da política econômica federal”. 
O 1º Dia de Campo Mais Cana foi promovido pelo IAC em parceria com Cooplana, Socicana, Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e empresas parceiras que expuseram produtos já pensados para a nova técnica. Opções como bandejas de cultivo das mudas e maquinários específicos para plantar, adubar e irrigar a lavoura pré-brotada. 
Um momento para a Secretaria corresponder à confiança depositada pelos produtores em suas pesquisas para levar cada vez mais produtividade e renda ao campo. “Não foi um discurso vazio o que fizemos em março no lançamento das MPBs. Tudo o que foi planejado está sendo feito”, comemorou Marcos Landell, diretor do Centro de Cana do IAC, em Ribeirão Preto. 
  
Por Hélio Filho 
Produtores de cana da região de Ribeirão Preto receberam na quinta-feira, 12, orientações sobre como alavancar sua produtividade utilizando o sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB), desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O secretário Arnaldo Jardim destacou no evento os ganhos trazidos pela nova técnica, lembrando que a inovação resgatará a vocação natural do agricultor de plantar e cultivar. 
No 1º Dia de Campo Mais Cana, na Fazenda Santa Maria, no município de Luiz Antônio, técnicos, estudantes, produtores e representantes de empresas parceiras conheceram cada um dos passos da cadeia de produção das MPBs. Em estações de demonstração prática, os grupos tiveram acesso a informações sobre irrigação, adubação, colheita e plantio da inovação desenvolvida pelo IAC. 
Um dos principais benefícios da nova técnica, destacado por Arnaldo Jardim, é resgatar no homem do campo sua vocação para o plantio e o cultivo, atualmente padronizados pelas usinas que compram a produção. “É um método que veio para ficar porque garante muitos ganhos para o produtor. E aumentar a produtividade no campo é uma das principais recomendações do governador Geraldo Alckmin para nós da agricultura”, lembrou o secretário. 
O titular da agropecuária paulista elencou ainda outros pontos positivos da técnica do Governo Paulista, como o repovoamento que as mudas são capazes de fazer nos canaviais, uniformizando as fileiras de produção e garantindo mais longevidade à plantação, além de melhor qualidade no corte. Com as MPBs, o canavieiro poupa dinheiro em vários elos de sua cadeira produtiva. 
Isso porque a inovação diminui drasticamente o uso de material de propagação: em vez das 18 toneladas por hectare, o produtor necessitará apenas de 1,5 tonelada para cultivar a mesma área. É a garantia de mais lucro líquido em cada hectare cultivado e economia de recursos naturais como água e solo. Para garantir que o sistema de MPB dê resultado, técnicos do IAC ensinaram cada passo do processo, desde o preparo da muda até sua colocação no solo. 
Pesquisador do Instituto, Mauro Xavier lembrava aos interessados que “é preciso que vocês produtores façam o processo de maneira correta. Queremos que vocês resgatem os benefícios da muda, tenham um material de qualidade para fazer a propagação”. O pesquisador elencou a simplicidade como característica facilitadora do sistema, mas lembrou que não se deve confundir simplicidade com fazer de qualquer jeito, há uma grande diferença. O mais importante é que o homem do campo saiba manusear a nova tecnologia, é primordial que ela seja transferida para a terra. 
Um dos interessados nas explicações era Bruno Modesto Homem, que ao lado do pai produz cana em Jaboticabal - e também amendoim, em menor escala – e viu na nova técnica a chance dos lucros aumentarem. “A gente precisa ter quem pense no setor, como a Secretaria está fazendo. Toda iniciativa que diminui custo e aumenta a produtividade é bem-vinda para nós no campo”, explicou. 
Atenta às explicações, a canavieira Eliane Escaroupa, de Jaboticabal, viu no Dia de Campo a oportunidade para se inteirar mais sobre as novidades do setor do qual faz parte. Acompanhada do filho, Eliane estava contente porque, como disse, “a melhoria do nosso trabalho é sempre o melhor caminho a ser seguido”. 
Brotando 
As mudas começarão a ser produzidas em janeiro de 2016, com plantio marcado para março seguinte. Elas serão desenvolvidas em oito pólos diferentes de propriedades de associados das parceiras Cooperativa Agroindustria (Cooplana) e Associação dos Fornecedores de Cana de Guariba (Socicana): Pradópolis, Dumont, Jaboticabal, José Bonifácio, Guariba, Catanduva, Palestina e Taquaritinga. O IAC é responsável desde março pelo treinamento para o desenvolvimento das MPBs, fornecendo também os kits de materiais necessários para o desenvolvimento delas. 
“Aqui se dá um passo fundamental, que é recuperar o desafio da produtividade. E vocês estão participando desse momento desafiador”, lembrou Arnaldo Jardim, otimista com relação ao potencial do etanol produzido pelo setor, que sofria por um artificialismo econômico federal que o desvalorizava. Para o secretário, o etanol recuperou seu verdadeiro valor, mas “ainda está pagando o preço da má condução da política econômica federal”. 
O 1º Dia de Campo Mais Cana foi promovido pelo IAC em parceria com Cooplana, Socicana, Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e empresas parceiras que expuseram produtos já pensados para a nova técnica. Opções como bandejas de cultivo das mudas e maquinários específicos para plantar, adubar e irrigar a lavoura pré-brotada. 
Um momento para a Secretaria corresponder à confiança depositada pelos produtores em suas pesquisas para levar cada vez mais produtividade e renda ao campo. “Não foi um discurso vazio o que fizemos em março no lançamento das MPBs. Tudo o que foi planejado está sendo feito”, comemorou Marcos Landell, diretor do Centro de Cana do IAC, em Ribeirão Preto. 
  
Por Hélio Filho