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Chuvas de julho de 2020 & previsões até outubro

Oswaldo Alonso POR: Oswaldo Alonso, consultor

Quadro 1: Chuvas anotadas durante o mês de julho de 2020

A média das chuvas de julho de 2020 [1 mm (0,8)] representou apenas 4% das médias das normais climáticas do mês [19 mm (19,3)] e 4,4% das chuvas de julho de 2019 (17 mm), como ilustrados nos mapas logo abaixo. Houve ausência de chuvas em quase todos os locais observados, com exceção da E. E. Citricultura de Bebedouro (1 mm) e Usina São Francisco (14 mm). Lembrando que as chuvas da Usina São Francisco (14 mm) representam a média de todos os pontos de coletas da usina, que neste mês apontou bons volumes nas áreas de Dobrada.

Mapa 1: Comparando-se com as de julho de 2019 (mapa 1B), praticamente as chuvas de 2020 (mapa 1A) desapareceram em quase toda a região sucroenergética de São Paulo

As chuvas diárias anotadas pelos escritórios regionais são condensadas em Pitangueiras e disponibilizadas no site da Canaoeste. As médias mensais e respectivas normais climáticas são aqui, também, mostradas no Quadro 2.

Quadro 2: Anotações pelos escritórios regionais das chuvas que ocorreram em julho, os acumulados de janeiro a julho de 2017 a 2020, e as respectivas médias mensais e normais climáticas

Obs.: As médias mensais, destacadas em vermelho (penúltima linha do quadro), referem-se às médias das chuvas registradas no(s) respectivo(s) mês(es). As normais climáticas ou históricas (negritadas na última linha) referem-se às médias de muitos anos dos locais numerados de 1 a 12

Destacadas no canto inferior direito do Quadro 2, nota-se que as somas das normais climáticas, entre os meses de janeiro a julho de 2017 a 2020, foram praticamente iguais. Entretanto, diferenças bem marcantes foram observadas entre somas das médias mensais destes mesmos meses e anos. O destaque é que a soma destas médias mensais de janeiro a julho de 2018 (605 mm) ficou muito aquém da soma da respectiva normal climática (827 mm); enquanto que a soma das normais climáticas de janeiro a julho de 2020 (827 mm) foi superior às médias mensais destes mesmos meses (691 mm), ou seja, quase 140 mm. Tal volume de água poderia resultar em 7,8 t cana/ha a mais.

Mapa 2: Em quase toda área do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, excetuando-se os Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e faixa Centro-Norte do Paraná, os volumes de chuvas em julho de 2019 (mapa 2B) foram semelhantes aos de julho de 2020 (mapa 2A)

Mapa 3: Prognóstico do portal Inpe para agosto e setembro de 2020. Trata-se de novo formato dos mapas fornecidos pelo Inpe, a escala, em mm, do lado direito, indica volumes acumulados trimestrais de chuvas, desde vermelho intenso (zero) a verde intenso, de 1.200 mm

Total de chuvas previstas para setembro. Em destaque, faixa entre Sertãozinho, Batatais, Barretos a Catanduva, que poderá receber entre 100 a 130 mm. Fonte: Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia)

Pelo Centro de Cana - IAC, as médias históricas de chuvas em Ribeirão Preto e proximidades são de 55 mm em setembro.

Análise da Somar Meteorologia sobre os fenômenos El Niño e La Niña

A Noaa (Agência Americana de Meteorologia e Oceanografia), em sua última atualização, indica que as simulações variam entre La Niña e a neutralidade. Entretanto, a Noaa trabalha com maior hipótese de que a La Niña tenha até 60% de chance para a primavera de 2020 (terço final de setembro até um pouco antes do Natal), implicando na demora, mais que habitual, para a regularização da precipitação para as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte/Nordeste e, ainda, com tendência de um segundo semestre não tão quente como o observado no ano passado.

Prognósticos de chuvas para setembro a novembro: A primavera não será completamente seca. Acontecerão chuvas fortes alternadas com períodos secos.

Com estas tendências e simulações de chuvas, a Canaoeste recomenda aos associados se atentarem à qualidade das colheitas e que, neste período bem seco até meados/final de setembro, evitem cultivos mecânicos, uma vez que secos, os solos são resistentes às ações de subsoladores ou escarificações enérgicas, havendo formação de torrões, além de extrema vigilância com incêndios em cana e em palhadas pós-colheita.

Estes prognósticos serão revisados nas edições seguintes da Revista Canavieiros. Fatos relevantes e urgentes serão noticiados em www.canaoeste.com.br e revistacanavieiros.com.br

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