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Chuvas de março de 2020 & previsões para maio a julho

11/05/2020 Colunista POR: Oswaldo Alonso

** IAC-Descalvado, as chuvas são dados interpolados; IAC Ciagro - São Simão sem dados

A média das chuvas de março 2020 (115 mm) ficou uma vez e meia abaixo das médias das normais climáticas do mês (173 mm) e quase a metade das de março de 2019 (213 mm), como mostram também os mapas. Foram observadas significativas variações entre os locais acima. Houve extremos entre 278 mm na Usina da Pedra, 181 mm na Usina Batatais, 178 mm em Ituverava e 150 mm na C.E. Moreno; contra 52 mm na Faz. Monte Verde, 62 mm E.E.C. Bebedouro e 69 mm na Faz. Santa Rita. 

Mapa 1: Em toda região sucroenergética do Estado de São Paulo, as chuvas de março 2020 (mapa 1A) foram praticamente a metade das de março de 2019 (mapa 1B).

As chuvas diárias anotadas pelos escritórios regionais são condensadas em Pitangueiras e disponibilizadas no site da Canaoeste. As suas médias mensais e respectivas normais climáticas são aqui, também, mostradas no Quadro 2.

Quadro 2: Anotações pelos escritórios regionais das chuvas que ocorreram em março de 2017 a 2020, com as respectivas médias mensais e normais climáticas

Obs.: As médias mensais, destacadas em vermelho (penúltima linha do quadro), referem-se às médias das chuvas registradas no(s) mês(es) em questão. As normais climáticas ou históricas (negritadas na última linha) referem-se às médias de muitos anos dos locais numerados de 1 a 12.

Destacadas no canto inferior direito do Quadro 2, nota-se que as somas das normais climáticas, entre os meses de janeiro a março de 2017 a 2020, foram praticamente iguais. Entretanto, diferenças bem marcantes foram observadas entre as somas das médias mensais destes mesmos meses e anos. Vale ainda destacar que a soma das médias mensais de janeiro a março de 2017 (458 mm) ficou muito aquém da soma da respectiva normal climática (660 mm), enquanto que a soma das normais climáticas de janeiro a março de 2020 (663 mm) foi ligeiramente superior às correspondentes médias mensais (624 mm).

Mapa 2: Comparativamente a março de 2019, as regiões sucroenergéticas dos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo; Centro-Norte do Espírito Santo e de Minas Gerais; bem como as áreas Centro-Sul de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais (Triângulo Mineiro) foram muito afetadas pelos menores volumes de chuvas em março de 2020.

Mapa 3: O mapa retrata o Prognóstico de Consenso entre o Inmet-CPTEC-Inpe-Funceme para abril a junho de 2020, mostrando que as probabilidades de chuvas são decrescentes nas quadrículas em amarelo a vermelho e crescentes nas áreas em azul claro a escuro. As áreas em branco significam probabilidades iguais para as categorias de chuvas abaixo, próximas e acima das normais climáticas

Pelo Centro de Cana - IAC, as médias históricas de chuvas em Ribeirão Preto e proximidades são de 70 mm em abril, 55 mm em maio (lembrar das chuvas-capim gordura em meados do mês) e 25-30 mm em junho.

Análise dos Fenômenos El Niño e La Niña: O Noaa (Centro Americano de Meteorologia e Oceanografia), em boletim de 09 de abril, continua mantendo a previsão de neutralidade climática, ou seja, sem El Niño ou La Niña para os próximos meses de outono e inverno (abril a setembro). A Universidade de Columbia, por sua vez, também elaborou previsão para o outono (abril a junho), que haverá maior chance de precipitação próxima da média histórica no Sudeste e no Centro-Oeste, com exceção do sul de Mato Grosso do Sul, que receberá chuva mais intensa que o normal. As ondas de frio intensificam durante o outono, mas não estão previstas temperaturas mais baixas que o normal.

Prognósticos para maio a julho de 2020: Em função das previsões do Noaa e da Universidade de Columbia, a Somar Meteorologia assinala que as condições climáticas, na faixa Centro-Norte do Estado de São Paulo e áreas adjacentes, poderão ser:

Maio: chuvas mais intensas acontecerão na segunda quinzena, período em que também haverá declínio da temperatura;

Junho: poderão ocorrer chuvas entre próximas e acima da média,

Julho: pouca a nenhuma chuva no decorrer do mês.

Com esta tendência climática, a Canaoeste recomenda aos associados que se atentem e aproveitem estes períodos de maio e junho para os cultivos mecânicos pós-colheitas e quebra-lombos. Os plantios de cana de inverno nestes dois meses podem ser beneficiados pela melhor umidade do solo. Entretanto, temperaturas mais baixas vão requerer proteções para a aceleração de brotações e uso de fungicidas contra doenças.

Estes prognósticos serão revisados nas edições seguintes da Revista Canavieiros. Fatos climáticos relevantes serão noticiados em www.canaoeste.com.br e        www.revistacanavieiros.com.br.

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