atendimento@revistacanavieiros.com.br (16) 3946-3300

Chuvas mais abrangentes melhoram condição para cana no centro-sul

07/03/2014 Cana-de-Açúcar POR: Fabíola Gomes | Reuters
As condições climáticas atuais, com chuvas mais abrangentes, melhoram a condição para os canaviais do centro-sul após um verão excepcionalmente seco e com temperaturas mais elevadas, mas não recuperam o que já foi perdido, apontaram especialistas.
 
"As chuvas desta semana, mais generalizadas e pegando as regiões produtoras de cana, melhoram a condição hídrica do solo. Não é ideal, mas já é uma melhora significativa", disse o meteorologista da Somar, Marco Antonio dos Santos.
 
Mas ele ponderou que estas precipitações não podem recuperar o que já foi perdido. "As perdas já contabilizadas não se revertem mais", acrescentou.
 
O tempo seco e quente no centro-sul do Brasil deverá evitar um crescimento na safra 2014/15 de cana, estimada em um volume semelhante ao registrado na atual temporada 2013/14, disse a Unica, associação que representa as principais empresas do setor, em meados do mês.
 
A partir de agora, disse Santos, as chuvas se mantêm dentro dos níveis normais para o período, mas os volumes até maio tradicionalmente são mais baixos, antes do início do período mais seco.
 
Segundo ele, o importante agora será acompanhar a distribuição das chuvas, que precisam se estender nas diversas áreas produtoras.
 
O meteorologista Alexandre Nascimento, da Climatempo, disse que a previsão indica um retorno à normalidade em São Paulo e grande parte de Minas Gerais, tornando o cenário mais favorável para os canaviais.
 
São Paulo e Minas Gerais são o primeiro e o terceiro produtores de cana do país, respectivamente.
 
"Vai ter muita umidade, teve um avanço de áreas de instabilidade desde o carnaval... A perspectiva é de boas chuvas na próxima semana", disse o meteorologista Alexandre Nascimento, da Climatempo.
 
Para março, tanto em São Paulo como em Minas Gerais, o volume estimado de chuvas é de 150 a 200 milímetros, dentro da média, apontou a Climatempo. No oeste paulista, a estimativa é de volumes entre 100 milímetros a 150 milímetros.
 
Ele acrescentou que a partir de agora, as precipitações tendem a diminuir gradativamente, com menores volumes de precipitação em abril e pouca umidade em maio, como tradicionalmente acontece.
 
Uma redução da umidade a partir de abril, quando começa oficialmente a moagem de cana no centro-sul, favorece os trabalhos de colheita e a concentração de açúcares na matéria-prima.