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Com seca, moagem de cana da Cosan pode cair até 7,9% em 2014/15

14/08/2014 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
Devido à queda da produtividade dos seus canaviais causada pela forte estiagem que afetou o Centro-Sul, em especial o Estado de São Paulo, a Cosan, que controla juntamente com a Shell a Raízen Energia, revisou para baixo sua estimativa para a moagem de cana-de-açúcar do ciclo 2014/15. Agora, a empresa prevê que as 24 usinas do grupo vão processar entre 58 milhões e 60 milhões de toneladas da matéria-prima, ante a previsão inicial de 61 milhões e 63 milhões, queda de até 7,9%.
A produção de açúcar, que estava prevista em 4,4 milhões e 4,7 milhões de toneladas, foi revisada para um volume entre 4,2 milhões a 4,5 milhões de toneladas. A produção de etanol também foi revisada para baixo. Em vez de um volume de 2,3 bilhões a 2,6 bilhões de litros, a Raízen Energia deve produzir agora entre 2 bilhões e 2,2 bilhões de litros.
No primeiro trimestre da safra 2014/15, ou seja, entre 1º de abril e 30 de junho, as usinas da Raízen processaram cana com um teor de açúcar de 124,3 quilos por tonelada, 2,5% acima do registrado em igual período do ciclo passado. No entanto, em produtividade agrícola, o desempenho caiu 8,1%, para 79,5 toneladas de cana por hectare.
Ao todo, a empresa processou no primeiro trimestre do ciclo 20,9 milhões de toneladas, 13% acima do realizado em igual intervalo da safra passada. Do total de cana moída, aproximadamente 44% foram de cana de fornecedores enquanto 56% de cana própria.
A receita líquida da Raízen Energia subiu 14,1% no trimestre, a R$ 1,7 bilhão, efeito de maiores volumes vendidos de etanol e energia elétrica. O preço médio desses dois produtos também cresceu no período. No caso do etanol, o avanço foi de 12%. Na energia elétrica, de 50,6%. Por outro lado, a receita líquida com açúcar recuou 23,2%, reflexo de menores volumes vendidos (postergação de embarques para o fim da safra) e de preços médios 0,75% mais baixos.
Até 30 de junho de 2014, a companhia havia fixado o preço de 2,275 milhões de toneladas do açúcar que pretende exportar nesta temporada 2014/15. O volume representa cerca de 65% da exposição líquida da companhia (volume exportado menos o volume equivalente de cana comprado de fornecedores).
O presidente da Cosan também disse que a companhia não vai mudar sua estratégia de comercialização de etanol diante de uma possibilidade de reajuste dos preços da gasolina. “Isso é uma variável não controlável. Seria uma aposta pouco baseada em planos concretos”, afirmou.
Questionado se elevaria o volume de etanol para vender na entressafra, o executivo afirmou que, independentemente do que acontecer com o preço da gasolina, a companhia faz projeções de oferta e demanda de etanol e avalia que preços o biocombustível pode chegar para aquele cenário. “Não vou revelar o que decidimos fazer, pois seria informar a nossa estratégia a nossos concorrentes”, afirmou Lutz.
De qualquer forma, diz ele, o que acontecer com os preços dos derivados de petróleo pode trazer uma transformação no mercado, inclusive no de açúcar. “Se isso acontecer, você desloca sacarose do açúcar para fazer etanol, o que deixa o mercado da commodity mais enxuto”, afirmou.
Lutz disse não haver ainda uma projeção dos impactos do clima neste ano para a safra do ano que vem, a 2015/16, mas avaliou que ela pode “ser melhor em alguns aspectos”. Em primeiro lugar, ele considera improvável que o próximo verão seja tão seco como o deste ano. Além disso, como as usinas estão colhendo cana mais cedo em 2014, haverá mais tempo para a planta rebrotar e crescer até ser colhida novamente no ano que vem.
Sobre esta safra 2014/15, ele afirmou não acreditar numa outra revisão da moagem. “A esta altura do campeonato, os principais fatores de mudança já são conhecidos. O que pode mudar é o ritmo da moagem. Se o clima for mais chuvoso daqui em diante, o fim da safra pode ocorrer mais à frente”, afirma Lutz.
Devido à queda da produtividade dos seus canaviais causada pela forte estiagem que afetou o Centro-Sul, em especial o Estado de São Paulo, a Cosan, que controla juntamente com a Shell a Raízen Energia, revisou para baixo sua estimativa para a moagem de cana-de-açúcar do ciclo 2014/15. Agora, a empresa prevê que as 24 usinas do grupo vão processar entre 58 milhões e 60 milhões de toneladas da matéria-prima, ante a previsão inicial de 61 milhões e 63 milhões, queda de até 7,9%.
A produção de açúcar, que estava prevista em 4,4 milhões e 4,7 milhões de toneladas, foi revisada para um volume entre 4,2 milhões a 4,5 milhões de toneladas. A produção de etanol também foi revisada para baixo. Em vez de um volume de 2,3 bilhões a 2,6 bilhões de litros, a Raízen Energia deve produzir agora entre 2 bilhões e 2,2 bilhões de litros.
No primeiro trimestre da safra 2014/15, ou seja, entre 1º de abril e 30 de junho, as usinas da Raízen processaram cana com um teor de açúcar de 124,3 quilos por tonelada, 2,5% acima do registrado em igual período do ciclo passado. No entanto, em produtividade agrícola, o desempenho caiu 8,1%, para 79,5 toneladas de cana por hectare.
Ao todo, a empresa processou no primeiro trimestre do ciclo 20,9 milhões de toneladas, 13% acima do realizado em igual intervalo da safra passada. Do total de cana moída, aproximadamente 44% foram de cana de fornecedores enquanto 56% de cana própria.
A receita líquida da Raízen Energia subiu 14,1% no trimestre, a R$ 1,7 bilhão, efeito de maiores volumes vendidos de etanol e energia elétrica. O preço médio desses dois produtos também cresceu no período. No caso do etanol, o avanço foi de 12%. Na energia elétrica, de 50,6%. Por outro lado, a receita líquida com açúcar recuou 23,2%, reflexo de menores volumes vendidos (postergação de embarques para o fim da safra) e de preços médios 0,75% mais baixos.
Até 30 de junho de 2014, a companhia havia fixado o preço de 2,275 milhões de toneladas do açúcar que pretende exportar nesta temporada 2014/15. O volume representa cerca de 65% da exposição líquida da companhia (volume exportado menos o volume equivalente de cana comprado de fornecedores).
O presidente da Cosan também disse que a companhia não vai mudar sua estratégia de comercialização de etanol diante de uma possibilidade de reajuste dos preços da gasolina. “Isso é uma variável não controlável. Seria uma aposta pouco baseada em planos concretos”, afirmou.
Questionado se elevaria o volume de etanol para vender na entressafra, o executivo afirmou que, independentemente do que acontecer com o preço da gasolina, a companhia faz projeções de oferta e demanda de etanol e avalia que preços o biocombustível pode chegar para aquele cenário. “Não vou revelar o que decidimos fazer, pois seria informar a nossa estratégia a nossos concorrentes”, afirmou Lutz.
De qualquer forma, diz ele, o que acontecer com os preços dos derivados de petróleo pode trazer uma transformação no mercado, inclusive no de açúcar. “Se isso acontecer, você desloca sacarose do açúcar para fazer etanol, o que deixa o mercado da commodity mais enxuto”, afirmou.
Lutz disse não haver ainda uma projeção dos impactos do clima neste ano para a safra do ano que vem, a 2015/16, mas avaliou que ela pode “ser melhor em alguns aspectos”. Em primeiro lugar, ele considera improvável que o próximo verão seja tão seco como o deste ano. Além disso, como as usinas estão colhendo cana mais cedo em 2014, haverá mais tempo para a planta rebrotar e crescer até ser colhida novamente no ano que vem.
Sobre esta safra 2014/15, ele afirmou não acreditar numa outra revisão da moagem. “A esta altura do campeonato, os principais fatores de mudança já são conhecidos. O que pode mudar é o ritmo da moagem. Se o clima for mais chuvoso daqui em diante, o fim da safra pode ocorrer mais à frente”, afirma Lutz.