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Como será o baile de debutante do Biodiesel?

23/01/2020 Combustível POR: Marino Guerra
Como será o baile de debutante do Biodiesel?

Biocombustível completa 15 anos com um futuro bem encaminhado

Quando nasceu foi uma festa só, se imaginava que seria uma criança genial, daquelas que precisam de um curto período de tempo para maturar e tocar o futuro promissor que a espera.

Contudo, ao longo da infância vieram crises craves, problemas de tamanha magnitude que, mesmo um negócio talentoso como esse, foi atingido com tamanha seriedade gerando sérios riscos de sobrevivência.

Porém a resiliência de muitos de seus atores foi fundamental para mantê-los de pé, e há um ano de completar os 15 anos, com a contribuição do movimento constante das marés macroeconômicas, aquilo que se desenhava numa festa de debutantes simples e discreta, ganha grandes chances de se transformar num pomposo baile.

E essa percepção é corroborada num artigo assinado por André Nassar (presidente executivo) e Daniel Amaral (economista-chefe), ambos membros da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), publicado no Estadão.

Nele, as lideranças destacaram quatro fatores principais que contribuíram diretamente para essa virada no jogo. O primeiro está relacionado a firmeza com que a oferta de matéria-prima acompanhou o crescimento da demanda, o que dá segurança de que não deve ocorrer problemas para se produzir os 6,9 bilhões de litros previstos para esse ano.

Ainda nesse ponto, o destaque das lideranças foi para o crescimento dos arranjos produtivos com a agricultura familiar, o que é fundamental para manter o ritmo de moagem, em especial nos meses de entressafra da soja.

O segundo fator é a conclusão dos testes nos motores com a mistura B15 (15% de biodiesel), abrindo caminho para sua aprovação técnica. No texto eles preveem para 2023 sua adoção comercial, o que deve gerar uma demanda de 9,5 bilhões de litros.

Outro avanço de 2019 foi a consolidação das vendas através de leilões, o que incentivou a competição entre as usinas gerando uma busca intensa por ganhos constantes de qualidade e eficiência no que diz a respeito de preço.

Por fim, foi apontada a seriedade e pioneirismo que o setor trabalhou o processo de certificação do RenovaBio, principalmente ao observar as empresas que utilizam gordura animal e óleos de gordura renovável como matéria-prima.

Finalizando o artigo foi definido como principal desafio a manutenção no foco para ampliar a oferta de matéria prima, para se ter ideia, a previsão é que mais da metade do óleo processado no Brasil seja destinado para a produção do biocombustível, assim para conseguir a evolução que condiz com a meta de 2028 (consumo de 15 bilhões de litros numa mistura B20), será necessária ampliar o parque industrial de processamento de soja no país.