http://cbaabagb3.com.br/
http://bit.ly/2RUTQ4P
http://insectshow.ideaonline.com.br/
http://bit.ly/2Ye0HZd
http://www.fmcagricola.com.br/index.aspx
http://www.orplana.com.br/pages/caminhos-da-cana-2017/

Atenção às plantas daninhas

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Agronegócio

05/07/2019
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Por: Diana Nascimento


Nos dias 22 e 23 de maio, o Centro de Eventos do Ribeirão Shopping foi palco do 18º Herbishow (Seminário sobre Controle de Plantas Daninhas na Cana), promovido pelo Grupo Idea e que reuniu especialistas, empresas fabricantes de herbicidas, profissionais do setor sucroenergético e produtores de cana para discutirem sobre as principais plantas daninhas em cana-de-açúcar como tiririca, grama-seda, brachiárias, corda-de-viola, capim marmelada, capim colchão, capim camalote, colonião e outros.
Essas plantas daninhas impactam na produtividade e longevidade dos canaviais, gerando perdas que podem chegar a 85%. Só para ter uma ideia, a gestão do controle dessas plantas nas usinas brasileiras absorve, anualmente, cerca de R$ 500 milhões entre produtos, movimentação e venda de equipamentos, mão de obra e pulverização própria ou de terceiros.

Diante da demanda, as empresas, por sua vez, se voltam para o desenvolvimento de novos herbicidas para uso em épocas seca, semiúmida e úmida. Quem ganha com isso é o canavial e, consequentemente, o produtor ou a usina. No entanto, os ganhos só vêm depois de muito planejamento, análises e testes, o que leva um certo tempo.
 
Essas experiências foram amplamente comentadas e apresentadas durante os dois dias de evento. A palestra de abertura foi proferida pelo professor da Esalq/USP, Pedro Christoffoleti.
 
Ele comentou sobre os vários desafios encontrados para o manejo inteligente das plantas daninhas nas diversas etapas do processo produtivo como a aplicação de herbicida antes ou após o plantio de MPB, o controle de plantas daninhas na área de desdobra com cultura intercalar (alertando para a utilização de herbicidas residuais na soja ao invés do glifosato), a seletividade do herbicida para a crotalária, o uso de herbicida de amplo espectro e seletivo em quebra-lombo (destacando o uso de herbicidas adequados para a cana-planta), o controle de folhas largas e gramíneas após o quebra-lombo, a falta de produtos registrados para aplicações aéreas e o menor uso de mão de obra e redução do número de aplicações de glifosato.
 
"As etapas são muito importantes. Para você ganhar uma batalha contra as plantas daninhas, é preciso se preparar para todas elas e vencer uma a uma para colher o canavial no limpo. O objetivo da produção de cana-de-açúcar é produzir mais por menos e para isso é preciso se fundamentar em três pilares básicos: genética avançada, com variedades adaptadas e produtivas; aproveitamento máximo dos recursos do ambiente de produção e manejo inteligente dos fatores redutores de produtividade.
 Temos que ficar atentos e utilizar as melhores tecnologias possíveis e de forma inteligente dentro de cada uma dessas etapas", observou Christoffoleti.
O manejo integrado de plantas daninhas foi o tema abordado pelo consultor Edison Baldan Júnior, da Baldan Soluções Integradas. Segundo ele, é preciso transformar as boas práticas agrícolas em produtividade e sustentabilidade e como exemplo ele citou o uso e posicionamento de herbicidas como o Front e o Coat.
Baldan também mencionou, em outra palestra realizada no segundo dia do evento, as vantagens e desvantagens para a utilização de Vants, drones e helicópteros na aplicação de defensivos. "O uso de drones ajudará a reverter problemas e o helicóptero é uma ferramenta muito rápida. Podemos ainda fazer uma associação interessante entre imagens de satélite e drone", sugeriu.

Apesar de se mostrarem como boas ferramentas para o controle de plantas daninhas, ainda há desafios para o uso destes dispositivos, o que inclui legislação, automação, peças, manutenção e formação de pessoas. "Com essas questões resolvidas, o uso de drones por parte das usinas e dos produtores será tão comum quanto à presença de tratores e implementos no campo", adiantou Baldan Júnior.

O gerente de desenvolvimento agrícola da Usina Alta Mogiana, Luís Gustavo Nunes, contou sobre a evolução do manejo técnico e financeiro de plantas daninhas adotada pela empresa. Através de um novo modelo de trabalho que compreendeu uma reestruturação da gestão, extinção do turno noturno, regionalização operacional, adoção do projeto Regionais Técnicos, uso de extensão residual em 100% de cana planta e em 1/3 da cana soca, além do uso de meiosi, a usina passou a ter um novo posicionamento de herbicida em pré-emergência.

Com isso, passou a ter melhores resultados financeiros, com redução de custo ao trabalhar em produto de pré-emergência com ganho em pós-emergência. Os resultados práticos observados foram colheita limpa, com bom rendimento e sem fito. "Esse manejo tem dado boas produtividades", resumiu o gerente.

Já o engenheiro agrônomo e diretor da Herbicat, Luís César Pio, destacou o ciclo PDCA na segunda aplicação de herbicidas.

"Há a necessidade de segunda aplicação para a não reinfestação de plantas daninhas, mas não necessariamente em todas as áreas. No entanto, precisamos melhorar a primeira aplicação e fazer uma seleção mais adequada de produtos e doses, melhorar os equipamentos. Tudo isso com o intuito de minimizar a necessidade da segunda aplicação", frisou Pio.

"A aplicação de herbicidas é um dos pontos nevrálgicos do setor. Precisamos prestar muita atenção nisso, pois muitas vezes a sua qualidade está relacionada ao próprio processo de aplicação", completou Dib Nunes, diretor do Grupo Idea.

Opções de produtos
As empresas fabricantes de herbicidas também participaram do 18º Herbishow ao levarem novidades e apresentarem os melhores posicionamentos para os seus produtos.
A UPL apresentou as suas soluções integradas para o manejo de plantas daninhas em cana-de-açúcar e aproveitou a oportunidade para realizar uma ação surpresa para o público do evento, levando o ex-lutador de MMA e campeão mundial, Antônio Rodrigo Nogueira, mais conhecido como Minotauro.

Minotauro fez uma analogia entre a luta em um octógono contra um oponente e a luta nos canaviais contra as plantas daninhas para falar sobre a importância da preparação para atingir a alta performance. "O desafio de vocês é reduzir custos, maximizar ações como plantio e outras. Há estratégias para isso. Além de conhecer o adversário é preciso mapear os pontos fortes e fracos, definir as estratégias e planos de ação, mudar hábitos, ter foco, determinação, persistência e resiliência", afirmou.
A FMC destacou a seletividade do Stone em MPB e a sua efetividade contra várias daninhas.

Para o manejo de plantas daninhas de difícil controle em cana, a Nufarm também apresentou as suas tecnologias, mostrando ainda a análise do comportamento do herbicida Tractor aplicado sobre a palha da cana.

O novo herbicida para o manejo seletivo de pós-emergência, o Calaris, é a aposta da Syngenta. O produto atende os três pilares da aplicação em pós-emergência, que são a seletividade na absorção foliar e raízes, eficácia e tolerância às condições edafoclimáticas.

A Ihara, que lançará novos herbicidas em breve, destacou o já existente Flumyzin SC no manejo de cana ao apresentar os resultados práticos obtidos na safra 18/19.
Já a Nortox comentou sobre as soluções econômicas de seu portfólio para o controle da matocompetição na cultura da cana, enquanto a Basf apresentou o novo posicionamento de uso do Plateau.

A Bayer mostrou a evolução no combate às plantas daninhas no período seco da safra e como os seus produtos, em associação ou não, ajudam e atuam nos canaviais.
Finalizando, a Ourofino Agrociência elencou as decisões simples e assertivas que refletem na competitividade de usinas e de fornecedores de cana através de seu Ciclo 100.

Fonte: Revista Canavieiros

Atenção às plantas daninhas

05/07/2019

Por: Diana Nascimento


Nos dias 22 e 23 de maio, o Centro de Eventos do Ribeirão Shopping foi palco do 18º Herbishow (Seminário sobre Controle de Plantas Daninhas na Cana), promovido pelo Grupo Idea e que reuniu especialistas, empresas fabricantes de herbicidas, profissionais do setor sucroenergético e produtores de cana para discutirem sobre as principais plantas daninhas em cana-de-açúcar como tiririca, grama-seda, brachiárias, corda-de-viola, capim marmelada, capim colchão, capim camalote, colonião e outros.
Essas plantas daninhas impactam na produtividade e longevidade dos canaviais, gerando perdas que podem chegar a 85%. Só para ter uma ideia, a gestão do controle dessas plantas nas usinas brasileiras absorve, anualmente, cerca de R$ 500 milhões entre produtos, movimentação e venda de equipamentos, mão de obra e pulverização própria ou de terceiros.

Diante da demanda, as empresas, por sua vez, se voltam para o desenvolvimento de novos herbicidas para uso em épocas seca, semiúmida e úmida. Quem ganha com isso é o canavial e, consequentemente, o produtor ou a usina. No entanto, os ganhos só vêm depois de muito planejamento, análises e testes, o que leva um certo tempo.
 
Essas experiências foram amplamente comentadas e apresentadas durante os dois dias de evento. A palestra de abertura foi proferida pelo professor da Esalq/USP, Pedro Christoffoleti.
 
Ele comentou sobre os vários desafios encontrados para o manejo inteligente das plantas daninhas nas diversas etapas do processo produtivo como a aplicação de herbicida antes ou após o plantio de MPB, o controle de plantas daninhas na área de desdobra com cultura intercalar (alertando para a utilização de herbicidas residuais na soja ao invés do glifosato), a seletividade do herbicida para a crotalária, o uso de herbicida de amplo espectro e seletivo em quebra-lombo (destacando o uso de herbicidas adequados para a cana-planta), o controle de folhas largas e gramíneas após o quebra-lombo, a falta de produtos registrados para aplicações aéreas e o menor uso de mão de obra e redução do número de aplicações de glifosato.
 
"As etapas são muito importantes. Para você ganhar uma batalha contra as plantas daninhas, é preciso se preparar para todas elas e vencer uma a uma para colher o canavial no limpo. O objetivo da produção de cana-de-açúcar é produzir mais por menos e para isso é preciso se fundamentar em três pilares básicos: genética avançada, com variedades adaptadas e produtivas; aproveitamento máximo dos recursos do ambiente de produção e manejo inteligente dos fatores redutores de produtividade.
 Temos que ficar atentos e utilizar as melhores tecnologias possíveis e de forma inteligente dentro de cada uma dessas etapas", observou Christoffoleti.
O manejo integrado de plantas daninhas foi o tema abordado pelo consultor Edison Baldan Júnior, da Baldan Soluções Integradas. Segundo ele, é preciso transformar as boas práticas agrícolas em produtividade e sustentabilidade e como exemplo ele citou o uso e posicionamento de herbicidas como o Front e o Coat.
Baldan também mencionou, em outra palestra realizada no segundo dia do evento, as vantagens e desvantagens para a utilização de Vants, drones e helicópteros na aplicação de defensivos. "O uso de drones ajudará a reverter problemas e o helicóptero é uma ferramenta muito rápida. Podemos ainda fazer uma associação interessante entre imagens de satélite e drone", sugeriu.

Apesar de se mostrarem como boas ferramentas para o controle de plantas daninhas, ainda há desafios para o uso destes dispositivos, o que inclui legislação, automação, peças, manutenção e formação de pessoas. "Com essas questões resolvidas, o uso de drones por parte das usinas e dos produtores será tão comum quanto à presença de tratores e implementos no campo", adiantou Baldan Júnior.

O gerente de desenvolvimento agrícola da Usina Alta Mogiana, Luís Gustavo Nunes, contou sobre a evolução do manejo técnico e financeiro de plantas daninhas adotada pela empresa. Através de um novo modelo de trabalho que compreendeu uma reestruturação da gestão, extinção do turno noturno, regionalização operacional, adoção do projeto Regionais Técnicos, uso de extensão residual em 100% de cana planta e em 1/3 da cana soca, além do uso de meiosi, a usina passou a ter um novo posicionamento de herbicida em pré-emergência.

Com isso, passou a ter melhores resultados financeiros, com redução de custo ao trabalhar em produto de pré-emergência com ganho em pós-emergência. Os resultados práticos observados foram colheita limpa, com bom rendimento e sem fito. "Esse manejo tem dado boas produtividades", resumiu o gerente.

Já o engenheiro agrônomo e diretor da Herbicat, Luís César Pio, destacou o ciclo PDCA na segunda aplicação de herbicidas.

"Há a necessidade de segunda aplicação para a não reinfestação de plantas daninhas, mas não necessariamente em todas as áreas. No entanto, precisamos melhorar a primeira aplicação e fazer uma seleção mais adequada de produtos e doses, melhorar os equipamentos. Tudo isso com o intuito de minimizar a necessidade da segunda aplicação", frisou Pio.

"A aplicação de herbicidas é um dos pontos nevrálgicos do setor. Precisamos prestar muita atenção nisso, pois muitas vezes a sua qualidade está relacionada ao próprio processo de aplicação", completou Dib Nunes, diretor do Grupo Idea.

Opções de produtos
As empresas fabricantes de herbicidas também participaram do 18º Herbishow ao levarem novidades e apresentarem os melhores posicionamentos para os seus produtos.
A UPL apresentou as suas soluções integradas para o manejo de plantas daninhas em cana-de-açúcar e aproveitou a oportunidade para realizar uma ação surpresa para o público do evento, levando o ex-lutador de MMA e campeão mundial, Antônio Rodrigo Nogueira, mais conhecido como Minotauro.

Minotauro fez uma analogia entre a luta em um octógono contra um oponente e a luta nos canaviais contra as plantas daninhas para falar sobre a importância da preparação para atingir a alta performance. "O desafio de vocês é reduzir custos, maximizar ações como plantio e outras. Há estratégias para isso. Além de conhecer o adversário é preciso mapear os pontos fortes e fracos, definir as estratégias e planos de ação, mudar hábitos, ter foco, determinação, persistência e resiliência", afirmou.
A FMC destacou a seletividade do Stone em MPB e a sua efetividade contra várias daninhas.

Para o manejo de plantas daninhas de difícil controle em cana, a Nufarm também apresentou as suas tecnologias, mostrando ainda a análise do comportamento do herbicida Tractor aplicado sobre a palha da cana.

O novo herbicida para o manejo seletivo de pós-emergência, o Calaris, é a aposta da Syngenta. O produto atende os três pilares da aplicação em pós-emergência, que são a seletividade na absorção foliar e raízes, eficácia e tolerância às condições edafoclimáticas.

A Ihara, que lançará novos herbicidas em breve, destacou o já existente Flumyzin SC no manejo de cana ao apresentar os resultados práticos obtidos na safra 18/19.
Já a Nortox comentou sobre as soluções econômicas de seu portfólio para o controle da matocompetição na cultura da cana, enquanto a Basf apresentou o novo posicionamento de uso do Plateau.

A Bayer mostrou a evolução no combate às plantas daninhas no período seco da safra e como os seus produtos, em associação ou não, ajudam e atuam nos canaviais.
Finalizando, a Ourofino Agrociência elencou as decisões simples e assertivas que refletem na competitividade de usinas e de fornecedores de cana através de seu Ciclo 100.