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Cana pura

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Cana-de-Açúcar

14/06/2019
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Colhedora trabalhando com o corte de ponteira desligado

Colhedora trabalhando com o corte de ponteira desligado

Por: Marino Guerra


De nada vai valer todo o esforço para conseguir acrescentar a remuneração pelo fator de qualidade no Consecana-SP se o produtor não tiver interesse em mudar sua maneira de trabalhar objetivando a redução de impurezas.

Com certeza o processo de colheita mecanizada precisará de atenção especial nessa questão, já que uma máquina bem regulada, ao trabalhar numa área sistematizada, conseguirá extrair o que realmente interessa da planta - os colmos.

Aqui cabe uma ressalva importante, dirigida principalmente aos agricultores que terceirizam a colheita com a usina e não acompanham o processo. Essa inadimplência poderá custar caro no final da safra porque se a colheita for malfeita, além dos problemas de perdas e danos às soqueiras, já bastante conhecidos, poderá tirar a premiação pelo fator de qualidade.

Então, a primeira coisa que o produtor precisa observar ao pensar na relação qualidade versus colheita são as condições de campo que a máquina terá que enfrentar. Em cima disso, o trabalho começa na reforma do canavial, quando é preciso considerar aspectos da variedade a ser plantada como porte e facilidade de despalha, pois é fato que os canaviais deitados e entrelaçados irão afetar a eficiência do mecanismo de limpeza da colhedora.

Um segundo ponto que precisa ser considerado no momento da reforma é quanto à sistematização da área, onde o desenho de tiros mais longos e com menos obstáculos e manobras, além de entrelinhamento correto, são premissas básicas num ambiente de colheita mecanizada.

Para o momento da colheita, o produtor precisa ficar de olho em questões simples como a velocidade da colhedora, altura do corte (principalmente se o despontador estiver ligado) e rotação do extrator primário, também conhecido como câmara de limpeza.

A questão dos extratores primários é de fundamental importância porque sua função na máquina é justamente a de promover o primeiro estágio da limpeza das impurezas, tanto minerais (terra e pedras) como vegetais (palha e palmito).

Diante disso, não custa nada o produtor ficar de olho nas condições das pás da hélice, verificar se o eixo do ventilador está com folga e a rotina de limpeza, especialmente dos pontos de graxeira.

Vale sempre ressaltar que para os associados a Canaoeste possui um corpo técnico especializado preparado para auxiliar tanto no desenvolvimento de um projeto de sistematização, como na orientação de fiscalização da colheita. Também não custa repetir que essas práticas já eram importantes anteriormente, mas agora valem um dinheiro extra que dá para pagar a associação e ainda sobra para investimentos.

Uma segunda operação que ganha relevância com a introdução da premiação por pureza é quanto à maturação. Definido como o processo fisiológico que envolve a formação de açúcares nas folhas e seu deslocamento e armazenamento nos colmos, ela é reconhecida sob o aspecto botânico após a emissão de flores ou quando seus toletes apresentam gemas em condições de dar origem às novas plantas.

Pensando de maneira agronômica, a maturação da cana se dá quando os colmos completam seu estágio de desenvolvimento e passam a acumular sacarose. Para isso acontecer, é preciso que a planta sofra com condições que não estimulem o seu crescimento (deficiência hídrica, falta de nutrientes e condições adversas de clima).

Sabendo disso, é fácil concluir que uma cana no ponto certo de maturação apresentará menor impureza, pois suas folhas estarão secas e sairão com maior facilidade, além do colmo ser menos fibroso por ter uma porcentagem maior de sacarose.

Nesse cenário, dois manejos ganham importância. O primeiro é novamente a escolha pela variedade e aí, para quem tem a cana colhida pela usina, combinar as regras do jogo antes da reforma e, se possível, estabelecer a data da colheita em contrato, pode fazer muita diferença.

Caso não seja possível colocar esse planejamento na mesa de negociação, a melhor dica é trabalhar com as cultivares que apresentem o PUI (Período de Utilização Industrial) mais longo. Com isso, o produtor terá flexibilidade para colher em decorrência da segunda técnica diretamente envolvida com a operação.

A estratégia de maturadores químicos precisa ser bem conhecida pelo produtor quanto à escolha por produtos estressantes (inibidores de crescimento) e não estressantes (que trabalham no acúmulo de sacarose dos colmos através da liberação do etileno, sem mexer em seu ritmo de crescimento), devendo sempre fazer parte do plano de colheita.

Ainda pensando na estratégia de maturação, vale a pena conversar com o agrônomo sobre a fertilização foliar, prática que vem sendo adotada por alguns produtores e defendida por pesquisadores como forma de manter a fotossíntese da planta, evitando que essa gaste sacarose no estágio de pré-maturação.

Claro que outras formas de manejo, como manter um canavial limpo em relação às plantas daninhas e pragas, dentre outras, também farão a diferença, fazendo com que, no futuro, as práticas que visam à premiação se consolidem. No entanto, o maior bônus não virá dela, mas do ganho de produtividade e da queda nos custos que acompanham o pacote.

Fonte: Revista Canavieiros

Cana pura

14/06/2019

Por: Marino Guerra


De nada vai valer todo o esforço para conseguir acrescentar a remuneração pelo fator de qualidade no Consecana-SP se o produtor não tiver interesse em mudar sua maneira de trabalhar objetivando a redução de impurezas.

Com certeza o processo de colheita mecanizada precisará de atenção especial nessa questão, já que uma máquina bem regulada, ao trabalhar numa área sistematizada, conseguirá extrair o que realmente interessa da planta - os colmos.

Aqui cabe uma ressalva importante, dirigida principalmente aos agricultores que terceirizam a colheita com a usina e não acompanham o processo. Essa inadimplência poderá custar caro no final da safra porque se a colheita for malfeita, além dos problemas de perdas e danos às soqueiras, já bastante conhecidos, poderá tirar a premiação pelo fator de qualidade.

Então, a primeira coisa que o produtor precisa observar ao pensar na relação qualidade versus colheita são as condições de campo que a máquina terá que enfrentar. Em cima disso, o trabalho começa na reforma do canavial, quando é preciso considerar aspectos da variedade a ser plantada como porte e facilidade de despalha, pois é fato que os canaviais deitados e entrelaçados irão afetar a eficiência do mecanismo de limpeza da colhedora.

Um segundo ponto que precisa ser considerado no momento da reforma é quanto à sistematização da área, onde o desenho de tiros mais longos e com menos obstáculos e manobras, além de entrelinhamento correto, são premissas básicas num ambiente de colheita mecanizada.

Para o momento da colheita, o produtor precisa ficar de olho em questões simples como a velocidade da colhedora, altura do corte (principalmente se o despontador estiver ligado) e rotação do extrator primário, também conhecido como câmara de limpeza.

A questão dos extratores primários é de fundamental importância porque sua função na máquina é justamente a de promover o primeiro estágio da limpeza das impurezas, tanto minerais (terra e pedras) como vegetais (palha e palmito).

Diante disso, não custa nada o produtor ficar de olho nas condições das pás da hélice, verificar se o eixo do ventilador está com folga e a rotina de limpeza, especialmente dos pontos de graxeira.

Vale sempre ressaltar que para os associados a Canaoeste possui um corpo técnico especializado preparado para auxiliar tanto no desenvolvimento de um projeto de sistematização, como na orientação de fiscalização da colheita. Também não custa repetir que essas práticas já eram importantes anteriormente, mas agora valem um dinheiro extra que dá para pagar a associação e ainda sobra para investimentos.

Uma segunda operação que ganha relevância com a introdução da premiação por pureza é quanto à maturação. Definido como o processo fisiológico que envolve a formação de açúcares nas folhas e seu deslocamento e armazenamento nos colmos, ela é reconhecida sob o aspecto botânico após a emissão de flores ou quando seus toletes apresentam gemas em condições de dar origem às novas plantas.

Pensando de maneira agronômica, a maturação da cana se dá quando os colmos completam seu estágio de desenvolvimento e passam a acumular sacarose. Para isso acontecer, é preciso que a planta sofra com condições que não estimulem o seu crescimento (deficiência hídrica, falta de nutrientes e condições adversas de clima).

Sabendo disso, é fácil concluir que uma cana no ponto certo de maturação apresentará menor impureza, pois suas folhas estarão secas e sairão com maior facilidade, além do colmo ser menos fibroso por ter uma porcentagem maior de sacarose.

Nesse cenário, dois manejos ganham importância. O primeiro é novamente a escolha pela variedade e aí, para quem tem a cana colhida pela usina, combinar as regras do jogo antes da reforma e, se possível, estabelecer a data da colheita em contrato, pode fazer muita diferença.

Caso não seja possível colocar esse planejamento na mesa de negociação, a melhor dica é trabalhar com as cultivares que apresentem o PUI (Período de Utilização Industrial) mais longo. Com isso, o produtor terá flexibilidade para colher em decorrência da segunda técnica diretamente envolvida com a operação.

A estratégia de maturadores químicos precisa ser bem conhecida pelo produtor quanto à escolha por produtos estressantes (inibidores de crescimento) e não estressantes (que trabalham no acúmulo de sacarose dos colmos através da liberação do etileno, sem mexer em seu ritmo de crescimento), devendo sempre fazer parte do plano de colheita.

Ainda pensando na estratégia de maturação, vale a pena conversar com o agrônomo sobre a fertilização foliar, prática que vem sendo adotada por alguns produtores e defendida por pesquisadores como forma de manter a fotossíntese da planta, evitando que essa gaste sacarose no estágio de pré-maturação.

Claro que outras formas de manejo, como manter um canavial limpo em relação às plantas daninhas e pragas, dentre outras, também farão a diferença, fazendo com que, no futuro, as práticas que visam à premiação se consolidem. No entanto, o maior bônus não virá dela, mas do ganho de produtividade e da queda nos custos que acompanham o pacote.

Colhedora trabalhando com o corte de ponteira desligado