http://bit.ly/2C9S3Bp
http://www.orplana.com.br/pages/caminhos-da-cana-2017/
http://bit.ly/2Ye0HZd
http://www.fmcagricola.com.br/index.aspx
http://conferences.datagro.com/eventos/santanderisodatagro/

Encontro sobre a cultura do amendoim completa uma década

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Agricultura

15/03/2019
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Por: Fernanda Clariano


São Paulo é o maior estado produtor brasileiro de amendoim. Os principais polos de cultivo no estado são as regiões da Alta Mogiana (Ribeirão Preto, Dumont, Jaboticabal e Sertãozinho) e Alta Paulista (Tupã e Marília). Cerca de 80% da colheita é destinada às exportações (a maior parte aos países europeus) e o restante é consumido internamente pelas indústrias de doces.

De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área de plantio de amendoim primeira safra, na temporada 2018/19, deverá ter incremento de 7,3% quando comparada com a temporada passada. Esse aumento de área se dá, principalmente, em áreas de renovação de lavouras de cana-de-açúcar. O amendoim primeira safra no Estado de São Paulo apresenta crescimento de área de 6% e redução de 5,1% na produtividade.


Para promover a atualização técnica em tópicos relevantes da cultura, um ciclo de palestras e visita a campos experimentais vem sendo realizado há uma década em Pindorama-SP pela Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) por meio do Polo Regional Centro-Norte e pelo IAC (Instituto Agronômico de Campinas) sob a coordenação dos pesquisadores dr. Marcos Doniseti Mechelotto e pelo dr. Ignácio José de Godoy.

No dia 12 de fevereiro, o 10º Encontro de Produtores e Dia de Campo de Amendoim contou com a presença de produtores do Cinturão do Amendoim (Ibitinga, Borborema, Novo Horizonte e Itajobi), região de Ribeirão Preto e da região de Tupã-Marília, além de técnicos de iniciativas privadas/públicas e estudantes, que dentre os vários assuntos puderam se atualizar sobre o controle químico de plantas daninhas em amendoim e os aspectos fitossanitários relacionados à exportação.

 “Essa é a 10ª edição do encontro e desde a primeira procuramos diversificar os assuntos, trazer informações que contribuam com o dia a dia dos produtores e, para nós, é uma satisfação ver que está dando certo. Dificilmente um produtor participa de um evento durante um período longo se não tiver uma informação importante para ele e ficamos felizes porque temos uma adesão grande tanto de produtores quanto de técnicos”, disse o diretor técnico do Polo Centro-Norte/Apta, dr. Antonio Lúcio Mello Martins. 

Abrindo a programação, o presidente da Câmara Setorial do Amendoim, Luiz Antonio Vizeu, fez um resumo do 5º ano de trabalho da Câmara, bem como notícias do comércio exterior. De acordo com ele, o mercado de exportação de amendoim tem crescido e ocupado um espaço importante. “Estamos crescendo porque investimos em qualidade e também porque alguns concorrentes têm enfrentado algumas dificuldades de produção, com isso estamos aproveitando as oportunidades”, disse.
O IAC e o Polo Centro Norte vêm realizando pesquisas com o amendoim há décadas. As principais linhas de estudos envolvem o melhoramento genético para obtenção de cultivares com resistência às principais doenças fúngicas foliares e a pragas, além da produtividade e melhor qualidade do produto. 

 “Boa parte da experimentação do programa de melhoramento genético e desenvolvimento de variedade é feito em Pindorama porque tem boas condições de infraestrutura e, ano a ano apresentamos o nosso trabalho em campo principalmente a parte relativa à resistência a doenças, que é o foco principal. Este ano estamos lançando uma variedade de amendoim orgânico. Essa variedade ainda não tem o padrão comercial do amendoim de larga escala, mas é uma primeira variedade que tem alta resistência a doenças e, inclusive, pode ser plantada sem a utilização de fungicida”, destacou o pesquisador do IAC Ignácio José de Godoy.

O consultor Luís César Pio palestrou sobre Tecnologia de Aplicação de Defensivos, onde destacou alguns pontos críticos na aplicação destes produtos, e chamou a atenção para que os produtores raciocinem sobre o conhecimento do alvo. De acordo com ele, o alvo está ligado à cultura, ao problema e ao produto. “É preciso pensar integrado, muitos pensam os fatores alvo, problema e produto de forma isolada. Além disso, o clima é outro fator que interfere no trabalho e é preciso ser olhado com mais critério”, afirmou o consultor que também apontou os principais desafios, dentre eles: melhorar o controle nas aplicações (eficácia); atender mais áreas por equipamento (aumentar “rendimento” operacional); trabalhar com a mão de obra disponível e equipamento com baixa manutenção.  

 “A cultura do amendoim vem crescendo ano a ano e é muito importante participarmos desse tipo de evento, pois temos a oportunidade de conhecer novas tecnologias e com isso repassar para o produtor o que há de mais moderno e também de auxiliá-lo a baixar custos de produção”, comentou o agrônomo (assistência de técnica) da Uname, Thiago Zarinello.

Fonte: Revista Canavieiros

Encontro sobre a cultura do amendoim completa uma década

15/03/2019

Por: Fernanda Clariano


São Paulo é o maior estado produtor brasileiro de amendoim. Os principais polos de cultivo no estado são as regiões da Alta Mogiana (Ribeirão Preto, Dumont, Jaboticabal e Sertãozinho) e Alta Paulista (Tupã e Marília). Cerca de 80% da colheita é destinada às exportações (a maior parte aos países europeus) e o restante é consumido internamente pelas indústrias de doces.

De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área de plantio de amendoim primeira safra, na temporada 2018/19, deverá ter incremento de 7,3% quando comparada com a temporada passada. Esse aumento de área se dá, principalmente, em áreas de renovação de lavouras de cana-de-açúcar. O amendoim primeira safra no Estado de São Paulo apresenta crescimento de área de 6% e redução de 5,1% na produtividade.


Para promover a atualização técnica em tópicos relevantes da cultura, um ciclo de palestras e visita a campos experimentais vem sendo realizado há uma década em Pindorama-SP pela Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) por meio do Polo Regional Centro-Norte e pelo IAC (Instituto Agronômico de Campinas) sob a coordenação dos pesquisadores dr. Marcos Doniseti Mechelotto e pelo dr. Ignácio José de Godoy.

No dia 12 de fevereiro, o 10º Encontro de Produtores e Dia de Campo de Amendoim contou com a presença de produtores do Cinturão do Amendoim (Ibitinga, Borborema, Novo Horizonte e Itajobi), região de Ribeirão Preto e da região de Tupã-Marília, além de técnicos de iniciativas privadas/públicas e estudantes, que dentre os vários assuntos puderam se atualizar sobre o controle químico de plantas daninhas em amendoim e os aspectos fitossanitários relacionados à exportação.

 “Essa é a 10ª edição do encontro e desde a primeira procuramos diversificar os assuntos, trazer informações que contribuam com o dia a dia dos produtores e, para nós, é uma satisfação ver que está dando certo. Dificilmente um produtor participa de um evento durante um período longo se não tiver uma informação importante para ele e ficamos felizes porque temos uma adesão grande tanto de produtores quanto de técnicos”, disse o diretor técnico do Polo Centro-Norte/Apta, dr. Antonio Lúcio Mello Martins. 

Abrindo a programação, o presidente da Câmara Setorial do Amendoim, Luiz Antonio Vizeu, fez um resumo do 5º ano de trabalho da Câmara, bem como notícias do comércio exterior. De acordo com ele, o mercado de exportação de amendoim tem crescido e ocupado um espaço importante. “Estamos crescendo porque investimos em qualidade e também porque alguns concorrentes têm enfrentado algumas dificuldades de produção, com isso estamos aproveitando as oportunidades”, disse.
O IAC e o Polo Centro Norte vêm realizando pesquisas com o amendoim há décadas. As principais linhas de estudos envolvem o melhoramento genético para obtenção de cultivares com resistência às principais doenças fúngicas foliares e a pragas, além da produtividade e melhor qualidade do produto. 

 “Boa parte da experimentação do programa de melhoramento genético e desenvolvimento de variedade é feito em Pindorama porque tem boas condições de infraestrutura e, ano a ano apresentamos o nosso trabalho em campo principalmente a parte relativa à resistência a doenças, que é o foco principal. Este ano estamos lançando uma variedade de amendoim orgânico. Essa variedade ainda não tem o padrão comercial do amendoim de larga escala, mas é uma primeira variedade que tem alta resistência a doenças e, inclusive, pode ser plantada sem a utilização de fungicida”, destacou o pesquisador do IAC Ignácio José de Godoy.

O consultor Luís César Pio palestrou sobre Tecnologia de Aplicação de Defensivos, onde destacou alguns pontos críticos na aplicação destes produtos, e chamou a atenção para que os produtores raciocinem sobre o conhecimento do alvo. De acordo com ele, o alvo está ligado à cultura, ao problema e ao produto. “É preciso pensar integrado, muitos pensam os fatores alvo, problema e produto de forma isolada. Além disso, o clima é outro fator que interfere no trabalho e é preciso ser olhado com mais critério”, afirmou o consultor que também apontou os principais desafios, dentre eles: melhorar o controle nas aplicações (eficácia); atender mais áreas por equipamento (aumentar “rendimento” operacional); trabalhar com a mão de obra disponível e equipamento com baixa manutenção.  

 “A cultura do amendoim vem crescendo ano a ano e é muito importante participarmos desse tipo de evento, pois temos a oportunidade de conhecer novas tecnologias e com isso repassar para o produtor o que há de mais moderno e também de auxiliá-lo a baixar custos de produção”, comentou o agrônomo (assistência de técnica) da Uname, Thiago Zarinello.