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O mundo das aflatoxinas

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Agronegócio

02/01/2019
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Por: Diana Nascimento


A Copercana realizou no dia 27 de novembro, nas dependências de sua matriz, o 1º Workshop sobre Aflatoxinas, uma grande vilã para a cultura do amendoim.
Vários especialistas falaram sobre o assunto, como a dra. Maria Antônia Rodrigues; a dra. Marta Taniwaki, do Ital (Instituto de Tecnologia do Alimento de Campinas), adra. Lígia Martins e os representantes da Vicam e Neogen, empresas fornecedoras de coluna (método usado para a imunoafinidade do amendoim),que abordaram as metodologias das análises.

"É bem importante esse tipo de evento porque se trata de um assunto muito sério devido ao objetivo que a Copercana tem em exportar amendoim. Apesar de já estarmos em um bom nível, nunca podemos deixar de ter melhorias neste quesito, pois com isso conseguiremos almejar mercados ainda mais exigentes. A aflatoxina é um fator primordial para o amendoim de exportação", explicou Augusto Strini Paixão, gerente da unidade de Grãos da Copercana.

Ele comentou que este é o primeiro evento de muitos que serão realizados para o aperfeiçoamento da equipe da Copercana, integrando todos às exigências do mercado em relação à qualidade, tanto por parte da cooperativa quanto dos prestadores de serviço.

Para ErcíliaMazza, encarregada de laboratório da Copercana, o encontro era algo almejado. Ela esteve recentemente em Belo Horizonte para um curso sobre micotoxinas. O foco era a aflatoxina e, neste evento, Ercília teve a ideia de juntar as equipes do laboratório da Copercana, da Cap e da Marani. "Quando voltei, conversei com o nosso gerente sobre isso e ele pediu para organizar. Estamos com três empresas neste workshop: a Copercana, a Cap e a Marani, uma empresa de Herculândia que processa o amendoim da cooperativa".

Ainda de acordo com Ercília, o encontro trouxe muito conhecimento e técnica. "Nunca conseguimos juntar as equipes, os eventos sempre eram voltados para os agrônomos ou para os técnicos de laboratório. Mas neste conseguimos juntar todos os responsáveis pela cadeia do amendoim na Copercana, inclusive os agrônomos, que acompanham o plantio", salientou.

Na opinião da especialista Maria Antônia, o encontro implica na conscientização, entendimento e reciclagem de todos os membros da cadeia em relação às aflatoxinas.  "Mostra a importância do que é feito no laboratório e de onde surgem as aflatoxinas. O conhecimento de todos os membros é muito importante. Cada pessoa da cadeia, desde o amostrador até o engenheiro, é importante para o gerenciamento e confiança de que o produto é de boa qualidade", observa.

"Eventos como esse são excelentes para nós que trabalhamos com pesquisa, pois precisamos dessa parceria com a iniciativa privada. Queremos usar a nossa pesquisa de forma aplicada para que possamos ter essa interação. Com esse tipo de workshop podemos discutir os aspectos relacionados à qualidade do amendoim com pessoas da produção, da cooperativa, do laboratório e das universidades, além de trazermos o conhecimento para ser assimilado por toda a cadeia com o objetivo de melhorar a qualidade e tornar o país mais competitivo. Creio que o Brasil, nesse ponto, está se esforçando para atender aos mercados exigentes", frisa Marta.

Segundo Jonas Gabriel Nascimento, coordenador do SSA da Cap,o workshop promove a integração dos colaboradores, o enriquecimento profissional e de informações, além da reciclagem de novos conhecimentos que são implementados nas atividades, buscando sempre a melhoria contínua e, por consequência,a qualidade do amendoim.
"O encontro é também a conscientização da importância de nosso trabalho em todo o processo, desde a produção até a exportação do amendoim. É bom para o pessoal se conhecer e ver que outras pessoas também exercem a mesma atividade, que não estamos sozinhos. É importante ter esse contato com as outras pessoas para estabelecermos o trabalho da melhor forma possível, pois nunca havíamos reunido as equipes da forma como está sendo realizada no workshop", atentou Anne Braga, encarregada de qualidade da Cap.

Micotoxinas e aflatoxinas
O palestrante Rodrigo Possari, da Vicam, abordou a visão geral sobre a ocorrência de micotoxinas e depois as doutoras Maria Antônia e Marta falaram sobre as partes mais específicas, desde fatores que geram a ocorrência do fungo que contamina o amendoim com a aflatoxina até a parte final de preparo de amostra em laboratório.

Possari ressaltou que o maior desafio é atribuir o valor correto de preparação da amostragem."O resultado final não diz nada se não tiver a garantia da qualidade no preparo da amostragem até chegar ao laboratório".

A doutora Maria Antônia enfatizou a importância da amostragem, desde o preparo da amostra até a análise para gerenciar a contaminação de aflatoxinas no amendoim.
"Relatei vários detalhes do que a gente já faz no dia a dia porque temos uma parceria de trabalho há algum tempo. Tive a oportunidade de mostrar para todos os envolvidos da cadeia a importância de cada etapa, com exemplos da literatura e de pesquisas", reiterou.

A apresentação contribui para um processo que resulta em um produto de qualidade e um programa de controle tanto para as épocas em que não há problemas com as aflatoxinas, quanto em períodos onde há adversidades.

No campo, quando ocorre um estresse hídrico entre30 a 40 dias antes da colheita, a planta fica mais suscetível à infecção do fungo. Nos anos em que a colheita é realizada no período de chuva, o amendoim fica úmido e isso também é uma preocupação. "O amendoim que tomou muita chuva no campo chega úmido, fica um tempo na fila e leva mais tempo para secar. Têm anos que chove bem antes da colheita e depois é uma beleza porque o amendoim chega com a umidade baixa. É isso o que acontece em relação a anos diferentes e que favorecem ou não a produção de aflatoxinas", esclarece Maria Antônia.

A amostragem se dá pela coleta de porções de todos os pontos do lote de amendoim. Feito isso, o amendoim é descascado, passa por tratamento e é triturado para chegar às amostras daquele carregamento. "As amostras são analisadas várias vezes para apontar que o lote está pronto para exportação", completa a especialista ao dizer ainda que cada lote é rastreado, o que permite saber o que aconteceu no campo com o amendoim.
Maria Antônia lembra que a amostragem é importante, mas as condições em que esse lote fica armazenado também são cruciais. O intuito é evitar problemas como o reumedecimento da leguminosa. "É preciso garantir a qualidade através da amostragem, análise e a condição em que o produto ficará até o momento do resultado final para o cliente", diz.

Já a pesquisadora do Ital discorreu sobre o gerenciamento das aflatoxinas na cadeia do amendoim, do campo ao consumidor e com foco em segurança do alimento, ou seja, o limite máximo da toxina permitido para consumo sem oferecer riscos para a saúde humana.

No Brasil, esse limite é de 20 microgramas por quilo, não importando se o amendoim é processado ou não. Outros países estão partindo para o limite de 15 ug/kg antes do processamento e 10 ug/kg depois do processamento. "É difícil falar o que causa, em seres humanos, limites superiores a estes. Não temos dados epidemiológicos no Brasil que possam associar isso, mas temos os dados da África, onde a população consome muito amendoim que, se contaminado com a aflatoxina, pode causar câncer hepático ou outras micotoxicoses que não são visíveis. Vale salientar que a alta incidência de câncer do fígado, segundo associações epidemiológicas na África, é associada ao alto consumo de alimentos contaminados com aflatoxina, não é só o amendoim que causa, mas o milho e outros alimentos que podem apresentar essa toxina", afirma Marta.

Já o nosso amendoim é seguro. Para a pesquisadora, a cadeia produtiva do amendoim melhorou muito. "Antes não tínhamos o amendoim como um alimento seguro, mas hoje podemos garantir que existe um trabalho realizado pelos produtores, cooperativas, Ministério da Agricultura e Anvisa. Eles têm trabalhado bastante para garantir um limite seguro para o amendoim", pontua.

Nesse contexto, a preocupação das empresas em relação à qualidade de seus produtos também ajuda.Marta diz que tem observado isso não só no amendoim, mas em vários outros produtos e hoje há limites máximos de micotoxinas em mais de 20 tipos de alimentos que antes não havia. "Temos um controle muito maior atualmente porque o consumidor, os mercados nacional e internacional estão mais exigentes e querem garantir a qualidade e a sanidade do produto".

Qualidade contínua
O coordenador do SSA da Cap reafirmou a qualidade do amendoim da Copercana em sua apresentação. "Atualmente a Copercana fornece amendoim para os maiores e mais exigentes compradores de amendoim do mundo, desta forma, o mercado internacional e nacional vê o amendoim da Copercana como um produto de excelência e referência em qualidade", destacou Nascimento.

Isso é possível graças ao processo de melhoria contínua adotado pela cooperativa, que sempre se preocupou e investiu para que seus produtos sejam sempre de alta qualidade. Ao longo dos anos,vários investimentos para isso foram realizados, como:
desenvolvimento de novas variedades; produção de sementes; novas tecnologias no processo de plantio/colheita/recebimento/secagem e armazenamento; investimentos em pesquisa, parcerias com universidade e consultoria com professores especialistas; altíssimos investimentos em desenvolvimento de metodologias de análise de controle de qualidade, processo de amostragem, ensaios analíticos e ferramentas voltadas para o controle de aflatoxinas; implementação e certificação de sistema de gestão de segurança de alimentos; melhoria e inovação nos processos de recebimento, secagem e armazenamento; melhoria e inovação nos processos de beneficiamento, blancheamento e sistema logístico.

"O trabalho de integração entre as três empresas a fim de padronizar os laboratórios e as análises está dando certo. O amendoim tem uma proporção muito grande nos dias de hoje e a qualidade é exigida tanto em relação aos funcionários, às boas práticas de fabricação e aos controles. Temos implantado vários sistemas de gestão como o Plano APCC, por exemplo, para garantir a segurança do alimento dentro da fábrica, além da qualidade máxima", relatou Juliana Barbosa, encarregada de qualidade e responsável técnica de armazenagem de amendoim da empresa Marani, em Herculândia.

Além de levar informação e conhecimento para as equipes dos laboratórios, o workshop é de grande valia também para os engenheiros agrônomos. "Entendemos a dimensão do problema das aflatoxinas para a cultura do amendoim e como temos contato direto com os produtores podemos orientá-los melhor, de modo a fazer um trabalho de prevenção no campo no momento da colheita e do arranquio do amendoim", finaliza Edgard Matrangolo Junior, engenheiro agrônomo da Copercana no Projeto Amendoim.

Fonte: Revista Canavieiros

O mundo das aflatoxinas

02/01/2019

Por: Diana Nascimento


A Copercana realizou no dia 27 de novembro, nas dependências de sua matriz, o 1º Workshop sobre Aflatoxinas, uma grande vilã para a cultura do amendoim.
Vários especialistas falaram sobre o assunto, como a dra. Maria Antônia Rodrigues; a dra. Marta Taniwaki, do Ital (Instituto de Tecnologia do Alimento de Campinas), adra. Lígia Martins e os representantes da Vicam e Neogen, empresas fornecedoras de coluna (método usado para a imunoafinidade do amendoim),que abordaram as metodologias das análises.

"É bem importante esse tipo de evento porque se trata de um assunto muito sério devido ao objetivo que a Copercana tem em exportar amendoim. Apesar de já estarmos em um bom nível, nunca podemos deixar de ter melhorias neste quesito, pois com isso conseguiremos almejar mercados ainda mais exigentes. A aflatoxina é um fator primordial para o amendoim de exportação", explicou Augusto Strini Paixão, gerente da unidade de Grãos da Copercana.

Ele comentou que este é o primeiro evento de muitos que serão realizados para o aperfeiçoamento da equipe da Copercana, integrando todos às exigências do mercado em relação à qualidade, tanto por parte da cooperativa quanto dos prestadores de serviço.

Para ErcíliaMazza, encarregada de laboratório da Copercana, o encontro era algo almejado. Ela esteve recentemente em Belo Horizonte para um curso sobre micotoxinas. O foco era a aflatoxina e, neste evento, Ercília teve a ideia de juntar as equipes do laboratório da Copercana, da Cap e da Marani. "Quando voltei, conversei com o nosso gerente sobre isso e ele pediu para organizar. Estamos com três empresas neste workshop: a Copercana, a Cap e a Marani, uma empresa de Herculândia que processa o amendoim da cooperativa".

Ainda de acordo com Ercília, o encontro trouxe muito conhecimento e técnica. "Nunca conseguimos juntar as equipes, os eventos sempre eram voltados para os agrônomos ou para os técnicos de laboratório. Mas neste conseguimos juntar todos os responsáveis pela cadeia do amendoim na Copercana, inclusive os agrônomos, que acompanham o plantio", salientou.

Na opinião da especialista Maria Antônia, o encontro implica na conscientização, entendimento e reciclagem de todos os membros da cadeia em relação às aflatoxinas.  "Mostra a importância do que é feito no laboratório e de onde surgem as aflatoxinas. O conhecimento de todos os membros é muito importante. Cada pessoa da cadeia, desde o amostrador até o engenheiro, é importante para o gerenciamento e confiança de que o produto é de boa qualidade", observa.

"Eventos como esse são excelentes para nós que trabalhamos com pesquisa, pois precisamos dessa parceria com a iniciativa privada. Queremos usar a nossa pesquisa de forma aplicada para que possamos ter essa interação. Com esse tipo de workshop podemos discutir os aspectos relacionados à qualidade do amendoim com pessoas da produção, da cooperativa, do laboratório e das universidades, além de trazermos o conhecimento para ser assimilado por toda a cadeia com o objetivo de melhorar a qualidade e tornar o país mais competitivo. Creio que o Brasil, nesse ponto, está se esforçando para atender aos mercados exigentes", frisa Marta.

Segundo Jonas Gabriel Nascimento, coordenador do SSA da Cap,o workshop promove a integração dos colaboradores, o enriquecimento profissional e de informações, além da reciclagem de novos conhecimentos que são implementados nas atividades, buscando sempre a melhoria contínua e, por consequência,a qualidade do amendoim.
"O encontro é também a conscientização da importância de nosso trabalho em todo o processo, desde a produção até a exportação do amendoim. É bom para o pessoal se conhecer e ver que outras pessoas também exercem a mesma atividade, que não estamos sozinhos. É importante ter esse contato com as outras pessoas para estabelecermos o trabalho da melhor forma possível, pois nunca havíamos reunido as equipes da forma como está sendo realizada no workshop", atentou Anne Braga, encarregada de qualidade da Cap.

Micotoxinas e aflatoxinas
O palestrante Rodrigo Possari, da Vicam, abordou a visão geral sobre a ocorrência de micotoxinas e depois as doutoras Maria Antônia e Marta falaram sobre as partes mais específicas, desde fatores que geram a ocorrência do fungo que contamina o amendoim com a aflatoxina até a parte final de preparo de amostra em laboratório.

Possari ressaltou que o maior desafio é atribuir o valor correto de preparação da amostragem."O resultado final não diz nada se não tiver a garantia da qualidade no preparo da amostragem até chegar ao laboratório".

A doutora Maria Antônia enfatizou a importância da amostragem, desde o preparo da amostra até a análise para gerenciar a contaminação de aflatoxinas no amendoim.
"Relatei vários detalhes do que a gente já faz no dia a dia porque temos uma parceria de trabalho há algum tempo. Tive a oportunidade de mostrar para todos os envolvidos da cadeia a importância de cada etapa, com exemplos da literatura e de pesquisas", reiterou.

A apresentação contribui para um processo que resulta em um produto de qualidade e um programa de controle tanto para as épocas em que não há problemas com as aflatoxinas, quanto em períodos onde há adversidades.

No campo, quando ocorre um estresse hídrico entre30 a 40 dias antes da colheita, a planta fica mais suscetível à infecção do fungo. Nos anos em que a colheita é realizada no período de chuva, o amendoim fica úmido e isso também é uma preocupação. "O amendoim que tomou muita chuva no campo chega úmido, fica um tempo na fila e leva mais tempo para secar. Têm anos que chove bem antes da colheita e depois é uma beleza porque o amendoim chega com a umidade baixa. É isso o que acontece em relação a anos diferentes e que favorecem ou não a produção de aflatoxinas", esclarece Maria Antônia.

A amostragem se dá pela coleta de porções de todos os pontos do lote de amendoim. Feito isso, o amendoim é descascado, passa por tratamento e é triturado para chegar às amostras daquele carregamento. "As amostras são analisadas várias vezes para apontar que o lote está pronto para exportação", completa a especialista ao dizer ainda que cada lote é rastreado, o que permite saber o que aconteceu no campo com o amendoim.
Maria Antônia lembra que a amostragem é importante, mas as condições em que esse lote fica armazenado também são cruciais. O intuito é evitar problemas como o reumedecimento da leguminosa. "É preciso garantir a qualidade através da amostragem, análise e a condição em que o produto ficará até o momento do resultado final para o cliente", diz.

Já a pesquisadora do Ital discorreu sobre o gerenciamento das aflatoxinas na cadeia do amendoim, do campo ao consumidor e com foco em segurança do alimento, ou seja, o limite máximo da toxina permitido para consumo sem oferecer riscos para a saúde humana.

No Brasil, esse limite é de 20 microgramas por quilo, não importando se o amendoim é processado ou não. Outros países estão partindo para o limite de 15 ug/kg antes do processamento e 10 ug/kg depois do processamento. "É difícil falar o que causa, em seres humanos, limites superiores a estes. Não temos dados epidemiológicos no Brasil que possam associar isso, mas temos os dados da África, onde a população consome muito amendoim que, se contaminado com a aflatoxina, pode causar câncer hepático ou outras micotoxicoses que não são visíveis. Vale salientar que a alta incidência de câncer do fígado, segundo associações epidemiológicas na África, é associada ao alto consumo de alimentos contaminados com aflatoxina, não é só o amendoim que causa, mas o milho e outros alimentos que podem apresentar essa toxina", afirma Marta.

Já o nosso amendoim é seguro. Para a pesquisadora, a cadeia produtiva do amendoim melhorou muito. "Antes não tínhamos o amendoim como um alimento seguro, mas hoje podemos garantir que existe um trabalho realizado pelos produtores, cooperativas, Ministério da Agricultura e Anvisa. Eles têm trabalhado bastante para garantir um limite seguro para o amendoim", pontua.

Nesse contexto, a preocupação das empresas em relação à qualidade de seus produtos também ajuda.Marta diz que tem observado isso não só no amendoim, mas em vários outros produtos e hoje há limites máximos de micotoxinas em mais de 20 tipos de alimentos que antes não havia. "Temos um controle muito maior atualmente porque o consumidor, os mercados nacional e internacional estão mais exigentes e querem garantir a qualidade e a sanidade do produto".

Qualidade contínua
O coordenador do SSA da Cap reafirmou a qualidade do amendoim da Copercana em sua apresentação. "Atualmente a Copercana fornece amendoim para os maiores e mais exigentes compradores de amendoim do mundo, desta forma, o mercado internacional e nacional vê o amendoim da Copercana como um produto de excelência e referência em qualidade", destacou Nascimento.

Isso é possível graças ao processo de melhoria contínua adotado pela cooperativa, que sempre se preocupou e investiu para que seus produtos sejam sempre de alta qualidade. Ao longo dos anos,vários investimentos para isso foram realizados, como:
desenvolvimento de novas variedades; produção de sementes; novas tecnologias no processo de plantio/colheita/recebimento/secagem e armazenamento; investimentos em pesquisa, parcerias com universidade e consultoria com professores especialistas; altíssimos investimentos em desenvolvimento de metodologias de análise de controle de qualidade, processo de amostragem, ensaios analíticos e ferramentas voltadas para o controle de aflatoxinas; implementação e certificação de sistema de gestão de segurança de alimentos; melhoria e inovação nos processos de recebimento, secagem e armazenamento; melhoria e inovação nos processos de beneficiamento, blancheamento e sistema logístico.

"O trabalho de integração entre as três empresas a fim de padronizar os laboratórios e as análises está dando certo. O amendoim tem uma proporção muito grande nos dias de hoje e a qualidade é exigida tanto em relação aos funcionários, às boas práticas de fabricação e aos controles. Temos implantado vários sistemas de gestão como o Plano APCC, por exemplo, para garantir a segurança do alimento dentro da fábrica, além da qualidade máxima", relatou Juliana Barbosa, encarregada de qualidade e responsável técnica de armazenagem de amendoim da empresa Marani, em Herculândia.

Além de levar informação e conhecimento para as equipes dos laboratórios, o workshop é de grande valia também para os engenheiros agrônomos. "Entendemos a dimensão do problema das aflatoxinas para a cultura do amendoim e como temos contato direto com os produtores podemos orientá-los melhor, de modo a fazer um trabalho de prevenção no campo no momento da colheita e do arranquio do amendoim", finaliza Edgard Matrangolo Junior, engenheiro agrônomo da Copercana no Projeto Amendoim.