http://inovacana.ideaonline.com.br
http://www.fmcagricola.com.br/index.aspx
http://www.conferences.datagro.com/produto/conferenciadatagro2019/
http://bit.ly/2Ye0HZd
http://www.orplana.com.br/pages/caminhos-da-cana-2017/
http://feiraecoenergy.com.br/16/contato-comercial/?utm_source=parceiros-revistaCanavieiros_medium=organic&utm_campaign=VendasEcoenergy2020

O TRIGO E O MILAGRE DA PRODUTIVIDADE - A COLHEITA

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Agricultura

02/10/2019
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Por: Marino Guerra
 
Anteriormente mostramos a produção de trigo no cerrado dos agricultores João Ângelo Guidi e Júnior Guidi (pai e filho). No texto, foi retratada toda a aventura que o pioneirismo proporciona a quem se candidata em ser bem-sucedido, a experiência adquirida, os benefícios da cultura num ambiente de rotação com a soja em pivô e algumas técnicas de manejo.
 
Dessa vez, a reportagem conferiu como é o processo de colheita do trigo, a qual também é muito importante para se entender qual é a dinâmica de funcionamento e comercialização da cultura.
 
A colheita é feita através de uma colhedora de grãos com alguns ajustes para trabalhar com o trigo. Sua velocidade é teoricamente rápida, sendo que com apenas uma máquina é possível dar conta do serviço numa grande área.
 
Após a passagem da colhedora, o que salta aos olhos é a quantidade de palha deixada no campo, formando uma camada de mais de um palmo, o que, segundo João Ângelo, é ouro para quem entra com o plantio direto da soja. Isso porque além de seu processo de degradação nutrir o solo, a palha também é uma defensora contra a perda de umidade através da proteção contra os raios solares e consequente evaporação.
 
Outro ponto importante pós-colheita são os canudos (caule da planta) que ficam no campo, os quais ao se encherem de água nas primeiras chuvas funcionam como uma espécie de sistema de gotejamento natural, deixando o solo úmido por muito mais tempo.
 
Na reportagem passada também foi abordado o tema do armazenamento da colheita, o qual, segundo os produtores, como a quantidade de compradores (moinhos) é muito pequena e a concorrência externa muito feroz, o preço do produto oscila demais, gerando uma vantagem muito grande para quem tem condições de armazenar o produto na fazenda.
 
Foi o que os Guidis começaram a fazer a partir dessa safra. Através de uma estrutura de secadores e silos bolsas, eles eliminarão o custo do frete até o armazém e terão a liberdade de negociar diretamente com os compradores a venda de sua produção.
 
O processo de armazenagem do grão consiste em deixá-lo com a umidade ideal. Depois, os grãos entram num implemento que os atira para dentro da bolsa, enchendo-a de forma ordenada.
 
Ao finalizar esse processo, Guidi afirma que está preparado para iniciar o cultivo da soja em 1º de outubro (sem esperar a primeira chuva nas áreas de pivô e depender das águas em sequeiro), que será feito 100% através da técnica de plantio direto.

Fonte: Revista Canavieiros

O TRIGO E O MILAGRE DA PRODUTIVIDADE - A COLHEITA

02/10/2019

Por: Marino Guerra
 
Anteriormente mostramos a produção de trigo no cerrado dos agricultores João Ângelo Guidi e Júnior Guidi (pai e filho). No texto, foi retratada toda a aventura que o pioneirismo proporciona a quem se candidata em ser bem-sucedido, a experiência adquirida, os benefícios da cultura num ambiente de rotação com a soja em pivô e algumas técnicas de manejo.
 
Dessa vez, a reportagem conferiu como é o processo de colheita do trigo, a qual também é muito importante para se entender qual é a dinâmica de funcionamento e comercialização da cultura.
 
A colheita é feita através de uma colhedora de grãos com alguns ajustes para trabalhar com o trigo. Sua velocidade é teoricamente rápida, sendo que com apenas uma máquina é possível dar conta do serviço numa grande área.
 
Após a passagem da colhedora, o que salta aos olhos é a quantidade de palha deixada no campo, formando uma camada de mais de um palmo, o que, segundo João Ângelo, é ouro para quem entra com o plantio direto da soja. Isso porque além de seu processo de degradação nutrir o solo, a palha também é uma defensora contra a perda de umidade através da proteção contra os raios solares e consequente evaporação.
 
Outro ponto importante pós-colheita são os canudos (caule da planta) que ficam no campo, os quais ao se encherem de água nas primeiras chuvas funcionam como uma espécie de sistema de gotejamento natural, deixando o solo úmido por muito mais tempo.
 
Na reportagem passada também foi abordado o tema do armazenamento da colheita, o qual, segundo os produtores, como a quantidade de compradores (moinhos) é muito pequena e a concorrência externa muito feroz, o preço do produto oscila demais, gerando uma vantagem muito grande para quem tem condições de armazenar o produto na fazenda.
 
Foi o que os Guidis começaram a fazer a partir dessa safra. Através de uma estrutura de secadores e silos bolsas, eles eliminarão o custo do frete até o armazém e terão a liberdade de negociar diretamente com os compradores a venda de sua produção.
 
O processo de armazenagem do grão consiste em deixá-lo com a umidade ideal. Depois, os grãos entram num implemento que os atira para dentro da bolsa, enchendo-a de forma ordenada.
 
Ao finalizar esse processo, Guidi afirma que está preparado para iniciar o cultivo da soja em 1º de outubro (sem esperar a primeira chuva nas áreas de pivô e depender das águas em sequeiro), que será feito 100% através da técnica de plantio direto.