http://www.forumabisolo.com/
http://www.rossam.com.br/index.html
http://https://conferences.datagro.com/
http://www.fmcagricola.com.br/index.aspx
http://site.orplana.com.br/pages/caminhos-da-cana-2017/
http://icminc.com/corporate/contact-us-corporate.html
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http://www.ideaonline.com.br/conteudo/21-seminario-de-mecanizacao-e-producao-de-cana-de-acucar.html

Renovabio: um show de sustentabilidade, por outro, a imagem se perde na lama

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Agronegócio

15/03/2019
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*José Luiz Tejon
 
O desastre tenebroso de Brumadinho tem efeitos na imagem de todas as atividades brasileiras. E lógico, é incomparável a dor dos parentes e amigos que ali faleceram, as marcas que ficaram em cada um de nós brasileiros.
Isso atinge nossa moral e credibilidade no que envolve as responsabilidades ambientais e sociais, além da sustentabilidade e seus 17 objetivos assinados pelos governos com a ONU - Organização das Nações Unidas.
 
O plano brasileiro de uso de biocombustíveis, a energia limpa... imagino o esforço gigantesco que fazemos para elevar a percepção da nossa imagem no planeta. Porém, num desastre com uma barragem, derrubamos lama nisso tudo. E tanto o agronegócio tem sido alvo dos ataques ambientalistas.
 
Está na hora de olharmos com o poder das métricas onde estão os imensos dramas dos impactos na sustentabilidade, desde o berço até o túmulo dos segmentos empresariais nacionais. Com certeza, estão muito antes e além das porteiras das fazendas.
 
Qual a credibilidade que temos ao afirmarmos que somos o país campeão do mundo na preservação da natureza, com dados científicos da Embrapa e confirmados pela Nasa, mas em paralelo assistirmos à morte de seres humanos provocados por uma falta de rigor para a lei das incertezas e dos fatores incontroláveis da vida no planeta Terra?
 
Se descer uma escada com as mãos no corrimão é algo obrigatório a se fazer em muitas empresas do mundo, imagine, então, o que seria o rigor com a segurança humana em barragens e similares?
 
Dessa forma, além da gigantesca tristeza de Brumadinho e sofrimentos humanos inesquecíveis, doravante representa uma mácula considerável para tudo o que envolveria segurança com a sociedade humana e, dentro disso, o agronegócio está fortemente envolvido.
 
Estamos então, por outro lado, envolvidos no programa Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, que é um grupo de estudos que trabalha para uma visão 2030-2050. A ideia consiste em produzir mais e melhor por meio da agropecuária e silvicultura. Os passos incluem o Plano ABC - Agricultura de Baixo Carbono e ações de adaptação às mudanças climáticas.
 
O plano safra vinculará a prática de emissão de baixo carbono ao crédito rural. Hoje a grande e imensa maior parte do desmatamento ocorre na ilegalidade. São terras sem documentos, não regularizadas. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, me disse em entrevista que pretende atacar fortemente a segurança jurídica para que tenhamos regularização das terras. Sem isso, além de inibir o produtor a investir em sustentabilidade e sucessão, pois não tem a posse legal, ali ocorre também a ilegalidade.
 
Planos como a Coalizão Brasil precisarão muito da regularização das terras para serem bem-sucedidos. Ou seja, precisarão de lei. Mas, acima do papel do governo, cobramos a missão e o dever da Sociedade Civil Organizada.
 
As corporações que representam movimentos financeiros superiores aos 15 maiores países do mundo, quando as reunimos, em cerca das 500 maiores do globo, têm neste novo universo deveres e responsabilidades com a sustentabilidade e com a sociedade, com todos os stakeholders, maiores do que os próprios shareholders.
 
O meio ambiente, a sustentabilidade e o desenvolvimento sustentável do planeta não serão mais apenas missões de governos, será da governança e da convocação da Sociedade Civil Organizada.
 
Reimaginando um novo capitalismo consciente e responsável entre cidade e campo, tudo uma coisa só. Brumadinho não joga lama apenas numa empresa, enlameia a todos nós, e no caso do agronegócio, sem uma agrossociedade não teremos negócio.
 
Desejamos boa sorte e jamais dar passos atrás no excelente projeto Renovabio. Um dos raros e ótimos exemplos da orquestração da sociedade civil organizada, ao lado de dirigentes e técnicos do governo brasileiro.
 
*Prof. Dr. José Luiz Tejon é jornalista, publicitário, mestre em arte e cultura com especializações em Harvard, MIT e Insead e Doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai. Colunista da Rede Jovem Pan, autor e coautor de 33 livros. Coordenador acadêmico de Master Science em Food & Agribusiness Management pela AUDENCIA em Nantes/França e professor na FGV In Company. Presidente da TCA International e diretor da agência Biomarketing.

Fonte: Revista Canavieiros

Renovabio: um show de sustentabilidade, por outro, a imagem se perde na lama

15/03/2019

*José Luiz Tejon
 
O desastre tenebroso de Brumadinho tem efeitos na imagem de todas as atividades brasileiras. E lógico, é incomparável a dor dos parentes e amigos que ali faleceram, as marcas que ficaram em cada um de nós brasileiros.
Isso atinge nossa moral e credibilidade no que envolve as responsabilidades ambientais e sociais, além da sustentabilidade e seus 17 objetivos assinados pelos governos com a ONU - Organização das Nações Unidas.
 
O plano brasileiro de uso de biocombustíveis, a energia limpa... imagino o esforço gigantesco que fazemos para elevar a percepção da nossa imagem no planeta. Porém, num desastre com uma barragem, derrubamos lama nisso tudo. E tanto o agronegócio tem sido alvo dos ataques ambientalistas.
 
Está na hora de olharmos com o poder das métricas onde estão os imensos dramas dos impactos na sustentabilidade, desde o berço até o túmulo dos segmentos empresariais nacionais. Com certeza, estão muito antes e além das porteiras das fazendas.
 
Qual a credibilidade que temos ao afirmarmos que somos o país campeão do mundo na preservação da natureza, com dados científicos da Embrapa e confirmados pela Nasa, mas em paralelo assistirmos à morte de seres humanos provocados por uma falta de rigor para a lei das incertezas e dos fatores incontroláveis da vida no planeta Terra?
 
Se descer uma escada com as mãos no corrimão é algo obrigatório a se fazer em muitas empresas do mundo, imagine, então, o que seria o rigor com a segurança humana em barragens e similares?
 
Dessa forma, além da gigantesca tristeza de Brumadinho e sofrimentos humanos inesquecíveis, doravante representa uma mácula considerável para tudo o que envolveria segurança com a sociedade humana e, dentro disso, o agronegócio está fortemente envolvido.
 
Estamos então, por outro lado, envolvidos no programa Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, que é um grupo de estudos que trabalha para uma visão 2030-2050. A ideia consiste em produzir mais e melhor por meio da agropecuária e silvicultura. Os passos incluem o Plano ABC - Agricultura de Baixo Carbono e ações de adaptação às mudanças climáticas.
 
O plano safra vinculará a prática de emissão de baixo carbono ao crédito rural. Hoje a grande e imensa maior parte do desmatamento ocorre na ilegalidade. São terras sem documentos, não regularizadas. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, me disse em entrevista que pretende atacar fortemente a segurança jurídica para que tenhamos regularização das terras. Sem isso, além de inibir o produtor a investir em sustentabilidade e sucessão, pois não tem a posse legal, ali ocorre também a ilegalidade.
 
Planos como a Coalizão Brasil precisarão muito da regularização das terras para serem bem-sucedidos. Ou seja, precisarão de lei. Mas, acima do papel do governo, cobramos a missão e o dever da Sociedade Civil Organizada.
 
As corporações que representam movimentos financeiros superiores aos 15 maiores países do mundo, quando as reunimos, em cerca das 500 maiores do globo, têm neste novo universo deveres e responsabilidades com a sustentabilidade e com a sociedade, com todos os stakeholders, maiores do que os próprios shareholders.
 
O meio ambiente, a sustentabilidade e o desenvolvimento sustentável do planeta não serão mais apenas missões de governos, será da governança e da convocação da Sociedade Civil Organizada.
 
Reimaginando um novo capitalismo consciente e responsável entre cidade e campo, tudo uma coisa só. Brumadinho não joga lama apenas numa empresa, enlameia a todos nós, e no caso do agronegócio, sem uma agrossociedade não teremos negócio.
 
Desejamos boa sorte e jamais dar passos atrás no excelente projeto Renovabio. Um dos raros e ótimos exemplos da orquestração da sociedade civil organizada, ao lado de dirigentes e técnicos do governo brasileiro.
 
*Prof. Dr. José Luiz Tejon é jornalista, publicitário, mestre em arte e cultura com especializações em Harvard, MIT e Insead e Doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai. Colunista da Rede Jovem Pan, autor e coautor de 33 livros. Coordenador acadêmico de Master Science em Food & Agribusiness Management pela AUDENCIA em Nantes/França e professor na FGV In Company. Presidente da TCA International e diretor da agência Biomarketing.