http://www.fmcagricola.com.br/index.aspx
http://inovacana.ideaonline.com.br
http://www.conferences.datagro.com/produto/conferenciadatagro2019/
http://feiraecoenergy.com.br/16/contato-comercial/?utm_source=parceiros-revistaCanavieiros_medium=organic&utm_campaign=VendasEcoenergy2020
http://bit.ly/2Ye0HZd
http://www.orplana.com.br/pages/caminhos-da-cana-2017/

Tecnologia em rotação de cultura

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Agronegócio

08/04/2019
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Por: Marino Guerra
 
Com o avanço da soja como cultura de rotação da cana-de-açúcar uma percepção já está clara para todos: cultivar o grão dentro desse cenário exige um número expressivo de adaptações frente às grandes plantações nacionais, localizadas especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil.

Essas mudanças vão desde a escolha da semente, sendo necessário considerar o ambiente e, principalmente, o tempo de ciclo, passando por toda uma revisão na estratégia, adubação e uso de defensivo até o dimensionamento do tamanho de máquinas e implementos que serão utilizados.

Diante disso, toda a cadeia fornecedora está empenhada em encontrar dentro do portfólio tecnológico as melhores práticas de manejo.E uma das maneiras para encontrar essas soluções está no estabelecimento de parceria entre a indústria e os agricultores para a execução de campos de ensaio.

Dessa forma, a Agroceres Binova e a UPL, em parceria com os produtores André Magro Franco e Célio Roberto Franco, com o apoio da Copercana e da Canaoeste, realizaram um campo de experimentação em uma área de Sertãozinho (próxima à Unidade de Grãos da Copercana) que culminou em uma apresentação ocorrida na manhã do dia 20 de fevereiro.

Em uma faixa da área foi implementado o programa “Maxx Soja”, da Agroceres Binova, com o uso de uma sequência de adjuvantes, dispersantes e produtos voltados à nutrição ao longo de todo o ciclo da cultura, com o objetivo de potencializar o trabalho dos defensivos e dar força e resistência à planta.

Dentro do portfólio de adjuvantes, entrou no programa o Kill, produto para ser usado junto com os herbicidas e que reduz o pH da água da calda para 3 ou 4, valores bem próximos da grande maioria das moléculas disponíveis no mercado.

Na mesma linha também foi inserido o Win, um adjuvante para ser usado com inseticidas e fungicidas, trazendo o pH da água para os valores de 5 ou 6.
Vale lembrar que tanto o Kill como oWin se destacam por terem características anti-deriva, anti-espumante, antievaporante, homogeneizador de calda e surfactante (redutor da tensão superficial de uma solução).

Um terceiro produto da linha de adjuvantes é o Sky, pensado para aplicações aéreas ou regiões com muito vento, podendo ser utilizado em qualquer mistura. Para se adaptar às condições mais brutas, a empresa elevou o poder aderente e penetrante do produto.

Os dispersantes são utilizados para manter a homogeneidade da calda quando essa é formada por muitos produtos. Por esse motivo, as reações químicas podem alterar as características físicas destes, podendo gerar problemas principalmente no momento da aplicação como o entupimento de bicos, por exemplo.

Diante da importância que essa ferramenta vem ganhando, no segundo semestre do ano passado a empresa lançou o “agSolução”de uso preventivo e aplicação na água antes de inserir os produtos na calda (quando é necessária uma dose bem menor). Porém, em teste realizado no evento, o produto mostrou que resolve o problema também em pós-mistura.

Há casos em que a água vem com problemas direto da fonte. Uma situação bastante usual é quando ela vem de um rio, lago ou poço e está embarreada (geralmente com muita argila). Nessa situação, a solução, quando utilizada, deixará a água em condições físicas ideais para uso.

Quanto à área de nutrição, o programa, apresentado pelo Consultor Técnico Comercial (CTC) Leonardo Guerrero, conta com o uso do condicionador hídrico “L1 Master”. Com aplicação recomendada junto com o glifosato devido à alta quantidade de manganês, o condicionador supre a possível deficiência causada pela ação da molécula no metabolismo da planta. Vale frisar que por ser um assunto polêmico, o melhor é fazer a análise de solo para confirmar se realmente há deficiência do micronutriente.
No entanto,o produto também tem outras qualidades. Dentre elas está o trabalho das pentoses (açúcar composto por cinco carbonos), importantes fontes de energia para a planta que, associadas aos aminoácidos, facilitam a absorção de nutrientes.

Ainda no experimento, quando a plantação atingiu o estágio de pré-florada, foi realizada uma aplicação do Amino NPK, um fertilizante a base de nitrogênio, fósforo e potássio0020que também tem em sua composição pentoses e aminoácidos.
Para finalizar o teste foi usado o “agFiller” no momento de enchimento dos grãos, produto que também carrega grande carga de nitrogênio, potássio e fósforo, além de conter molibdênio, contribuindo para o grão ganhar peso, uniformidade e coloração interna.

No fim da apresentação, o agricultor Magro Franco ressaltou um detalhe importante da parceria que fechou com a Agroceres Binova, que foi o eficiente trabalho de acompanhamento e consultoria de pulverização prestado pela empresa.

Denominado SIP (Sistema Integrado de Pulverização), o programa foi criado com o intuito de transferir aos produtores rurais as mais avançadas técnicas e tecnologias para a aplicação de defensivos. Nele, um consultor especialista visita as propriedades de clientes com um laboratório móvel e tenta entender as dificuldades do processo no local, orientando qual adjuvante deve ser usado em cada situação, o melhor bico de pulverização, volume de calda e tamanho de gotas, além de checar o desgaste dos equipamentos e seus componentes.

“Entendemos a prestação do serviço que envolve o SIP como a extensão do que nossos produtos oferecem, que é o de aproveitar todo o potencial de uma aplicação de fertilizante e/ou defensivos”, disse Guerrero.

Defensivos
Após a apresentação da Agroceres Binova foi a vez da UPL, através de seu assistente técnico de vendas (ATV) Leonardo Lázaro Fernandes Bighetti, mostrar o que pode oferecer.

O primeiro trabalho foi em relação aos fungicidas da linha Unizeb, com uma aplicação do “Glory" no último estágio vegetativo da planta, momento importante que fará a proteção do baixeiro até a colheita.

Em seguida, a partir da florada, foi feito o uso do “Gold”. Dependendo do cenário em área de rotação de cultura, onde a pressão de doenças como a ferrugem asiática, por exemplo, é menor em razão da extensão da lavoura, pode-se realizar somente uma aplicação.

Contudo, antes de entrar com a receita da empresa de inseticidas, é preciso entender o ciclo de vida dos percevejos, principal praga da cultura, já que um indivíduo gera outros 170 na segunda geração.Em uma proporção matemática, nascerão, na terceira geração, 28,9 mil insetos. Vale lembrar que eles precisam de 25 dias para se reproduzir.
Diante desse fato, a estratégia mais recomendada é matar de maneira rápida os primeiros indivíduos. Com isso, a UPL indica fazer uma aplicação do “Perito”, acefato de maior concentração do mercado e um produto com grande impacto no primeiro contato.

Depois de dez dias que a soja começou a encher os grãos, época de uso do "Perito", é indicado o uso do “Sperto”, produto que carrega dois princípios ativos (acetamiprida e bifentrina) e é responsável por dar ao primeiro um efeito residual diferenciado.

Caso seja encontrada na batida de pano uma quantidade maior que meio percevejo por metro quadrado, será necessário entrar com uma segunda dose do "Sperto".
Além do efeito residual, o produto tem outras três características de destaque. A primeira é quanto ao seu valor (custa quase metade do preço em relação ao "Perito"), a segunda é em relação a áreas que têm abelhas ou culturas vizinhas que dependem de polinização (único do seu grupo químico que não as mata) e, por fim, o fato dele ser um bom agente de controle da mosca branca, praga que ainda não é conhecida nas regiões com cana, mas muito comum quando a soja está próxima de talhões com feijão como, por exemplo, na região de Guaíra-SP.

No comparativo de quantidade de folhas, o relatado pelo agrônomo da UPL faz sentido, pois mesmo com a cultura se aproximando da época de colheita, era visível o vigor foliar onde foram aplicados os fungicidas e inseticidas da marca indiana, principalmente quando observados os baixeiros.E enquanto tiver folha, significa que a planta ainda está enchendo grão, podendo garantir um resultado um pouco melhor na hora de contar a colheita.
 
Tudo isso mostra como é correta a visão de Magro Franco, que é a de permitir a realização de testes de insumos novos no mercado para ver se realmente funcionam, principalmente na área de atuação do produtor. “É importante a realização de parcerias como essa, pois você passa a ter contato direto com várias tecnologias”, argumentou o agricultor.

Fonte: Revista Canavieiros

Tecnologia em rotação de cultura

08/04/2019

Por: Marino Guerra
 
Com o avanço da soja como cultura de rotação da cana-de-açúcar uma percepção já está clara para todos: cultivar o grão dentro desse cenário exige um número expressivo de adaptações frente às grandes plantações nacionais, localizadas especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil.

Essas mudanças vão desde a escolha da semente, sendo necessário considerar o ambiente e, principalmente, o tempo de ciclo, passando por toda uma revisão na estratégia, adubação e uso de defensivo até o dimensionamento do tamanho de máquinas e implementos que serão utilizados.

Diante disso, toda a cadeia fornecedora está empenhada em encontrar dentro do portfólio tecnológico as melhores práticas de manejo.E uma das maneiras para encontrar essas soluções está no estabelecimento de parceria entre a indústria e os agricultores para a execução de campos de ensaio.

Dessa forma, a Agroceres Binova e a UPL, em parceria com os produtores André Magro Franco e Célio Roberto Franco, com o apoio da Copercana e da Canaoeste, realizaram um campo de experimentação em uma área de Sertãozinho (próxima à Unidade de Grãos da Copercana) que culminou em uma apresentação ocorrida na manhã do dia 20 de fevereiro.

Em uma faixa da área foi implementado o programa “Maxx Soja”, da Agroceres Binova, com o uso de uma sequência de adjuvantes, dispersantes e produtos voltados à nutrição ao longo de todo o ciclo da cultura, com o objetivo de potencializar o trabalho dos defensivos e dar força e resistência à planta.

Dentro do portfólio de adjuvantes, entrou no programa o Kill, produto para ser usado junto com os herbicidas e que reduz o pH da água da calda para 3 ou 4, valores bem próximos da grande maioria das moléculas disponíveis no mercado.

Na mesma linha também foi inserido o Win, um adjuvante para ser usado com inseticidas e fungicidas, trazendo o pH da água para os valores de 5 ou 6.
Vale lembrar que tanto o Kill como oWin se destacam por terem características anti-deriva, anti-espumante, antievaporante, homogeneizador de calda e surfactante (redutor da tensão superficial de uma solução).

Um terceiro produto da linha de adjuvantes é o Sky, pensado para aplicações aéreas ou regiões com muito vento, podendo ser utilizado em qualquer mistura. Para se adaptar às condições mais brutas, a empresa elevou o poder aderente e penetrante do produto.

Os dispersantes são utilizados para manter a homogeneidade da calda quando essa é formada por muitos produtos. Por esse motivo, as reações químicas podem alterar as características físicas destes, podendo gerar problemas principalmente no momento da aplicação como o entupimento de bicos, por exemplo.

Diante da importância que essa ferramenta vem ganhando, no segundo semestre do ano passado a empresa lançou o “agSolução”de uso preventivo e aplicação na água antes de inserir os produtos na calda (quando é necessária uma dose bem menor). Porém, em teste realizado no evento, o produto mostrou que resolve o problema também em pós-mistura.

Há casos em que a água vem com problemas direto da fonte. Uma situação bastante usual é quando ela vem de um rio, lago ou poço e está embarreada (geralmente com muita argila). Nessa situação, a solução, quando utilizada, deixará a água em condições físicas ideais para uso.

Quanto à área de nutrição, o programa, apresentado pelo Consultor Técnico Comercial (CTC) Leonardo Guerrero, conta com o uso do condicionador hídrico “L1 Master”. Com aplicação recomendada junto com o glifosato devido à alta quantidade de manganês, o condicionador supre a possível deficiência causada pela ação da molécula no metabolismo da planta. Vale frisar que por ser um assunto polêmico, o melhor é fazer a análise de solo para confirmar se realmente há deficiência do micronutriente.
No entanto,o produto também tem outras qualidades. Dentre elas está o trabalho das pentoses (açúcar composto por cinco carbonos), importantes fontes de energia para a planta que, associadas aos aminoácidos, facilitam a absorção de nutrientes.

Ainda no experimento, quando a plantação atingiu o estágio de pré-florada, foi realizada uma aplicação do Amino NPK, um fertilizante a base de nitrogênio, fósforo e potássio0020que também tem em sua composição pentoses e aminoácidos.
Para finalizar o teste foi usado o “agFiller” no momento de enchimento dos grãos, produto que também carrega grande carga de nitrogênio, potássio e fósforo, além de conter molibdênio, contribuindo para o grão ganhar peso, uniformidade e coloração interna.

No fim da apresentação, o agricultor Magro Franco ressaltou um detalhe importante da parceria que fechou com a Agroceres Binova, que foi o eficiente trabalho de acompanhamento e consultoria de pulverização prestado pela empresa.

Denominado SIP (Sistema Integrado de Pulverização), o programa foi criado com o intuito de transferir aos produtores rurais as mais avançadas técnicas e tecnologias para a aplicação de defensivos. Nele, um consultor especialista visita as propriedades de clientes com um laboratório móvel e tenta entender as dificuldades do processo no local, orientando qual adjuvante deve ser usado em cada situação, o melhor bico de pulverização, volume de calda e tamanho de gotas, além de checar o desgaste dos equipamentos e seus componentes.

“Entendemos a prestação do serviço que envolve o SIP como a extensão do que nossos produtos oferecem, que é o de aproveitar todo o potencial de uma aplicação de fertilizante e/ou defensivos”, disse Guerrero.

Defensivos
Após a apresentação da Agroceres Binova foi a vez da UPL, através de seu assistente técnico de vendas (ATV) Leonardo Lázaro Fernandes Bighetti, mostrar o que pode oferecer.

O primeiro trabalho foi em relação aos fungicidas da linha Unizeb, com uma aplicação do “Glory" no último estágio vegetativo da planta, momento importante que fará a proteção do baixeiro até a colheita.

Em seguida, a partir da florada, foi feito o uso do “Gold”. Dependendo do cenário em área de rotação de cultura, onde a pressão de doenças como a ferrugem asiática, por exemplo, é menor em razão da extensão da lavoura, pode-se realizar somente uma aplicação.

Contudo, antes de entrar com a receita da empresa de inseticidas, é preciso entender o ciclo de vida dos percevejos, principal praga da cultura, já que um indivíduo gera outros 170 na segunda geração.Em uma proporção matemática, nascerão, na terceira geração, 28,9 mil insetos. Vale lembrar que eles precisam de 25 dias para se reproduzir.
Diante desse fato, a estratégia mais recomendada é matar de maneira rápida os primeiros indivíduos. Com isso, a UPL indica fazer uma aplicação do “Perito”, acefato de maior concentração do mercado e um produto com grande impacto no primeiro contato.

Depois de dez dias que a soja começou a encher os grãos, época de uso do "Perito", é indicado o uso do “Sperto”, produto que carrega dois princípios ativos (acetamiprida e bifentrina) e é responsável por dar ao primeiro um efeito residual diferenciado.

Caso seja encontrada na batida de pano uma quantidade maior que meio percevejo por metro quadrado, será necessário entrar com uma segunda dose do "Sperto".
Além do efeito residual, o produto tem outras três características de destaque. A primeira é quanto ao seu valor (custa quase metade do preço em relação ao "Perito"), a segunda é em relação a áreas que têm abelhas ou culturas vizinhas que dependem de polinização (único do seu grupo químico que não as mata) e, por fim, o fato dele ser um bom agente de controle da mosca branca, praga que ainda não é conhecida nas regiões com cana, mas muito comum quando a soja está próxima de talhões com feijão como, por exemplo, na região de Guaíra-SP.

No comparativo de quantidade de folhas, o relatado pelo agrônomo da UPL faz sentido, pois mesmo com a cultura se aproximando da época de colheita, era visível o vigor foliar onde foram aplicados os fungicidas e inseticidas da marca indiana, principalmente quando observados os baixeiros.E enquanto tiver folha, significa que a planta ainda está enchendo grão, podendo garantir um resultado um pouco melhor na hora de contar a colheita.
 
Tudo isso mostra como é correta a visão de Magro Franco, que é a de permitir a realização de testes de insumos novos no mercado para ver se realmente funcionam, principalmente na área de atuação do produtor. “É importante a realização de parcerias como essa, pois você passa a ter contato direto com várias tecnologias”, argumentou o agricultor.