http://bit.ly/2Ye0HZd
http://bit.ly/2C9S3Bp
http://www.orplana.com.br/pages/caminhos-da-cana-2017/
http://www.fmcagricola.com.br/index.aspx
http://conferences.datagro.com/eventos/santanderisodatagro/

Tecnologia para vencer a água

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Geral

15/03/2019
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Por: Marino Guerra

As famosas águas de março estão se aproximando, e a expectativa do produtor é de que ela venha com bastante intensidade, principalmente para garantir uma boa formação do canavial.

Época de chuvas significa também piso molhado, e como a correria aperta no momento do plantio, pensar em um veículo que não sofra com as águas é importante tanto para não perder tempo, no caso de um atoleiro, como pela segurança, se considerado o risco de uma aquaplanagem.

Diante desse cenário, a Revista Canavieiros fez um levantamento da tecnologia que as principais picapes do mercado têm embarcadas e, como tudo no mundo automotivo, há muita novidade.

Distribuição do torque
A aquaplanagem acontece quando os pneus perdem contato com o solo e qualquer manobra brusca, em uma velocidade um pouco mais acelerada, pode tirar o veículo de sua trajetória e resultar em acidentes. Esse problema se torna um pouco mais sério no caso das picapes, pois além de estar sempre com uma diferença de peso (com a traseira muito leve ou muito pesada) seu centro de gravidade é elevado, o que, fisicamente falando, diminui a estabilidade.

No caso dos atoleiros o problema é a aderência, pois normalmente quando uma roda gira em falso, toda a força do torque vai para ela, anulando-o do lado oposto do eixo, no caso dos 4x2 e até mesmo nas outras duas rodas, para os 4x4. Por isso que a dica para quem entra nessa enrascada é buscar um toco ou colocar o tapete no pneu enterrado, pois assim ele terá reação com o solo fazendo com que a energia seja distribuída novamente.

Perante a esses dois problemas, a engenharia automobilística desenvolveu o bloqueio do diferencial, mecanismo que trava a roda que está girando em falso, mantendo o torque no restante da composição.

Hoje no mercado das picapes todos os modelos vêm com tecnologias distintas nesse sentido. A Ford Ranger embarca o bloqueio eletrônico de diferencial, o qual por meio de um simples toque no botão de acionamento, permite que as duas rodas do eixo traseiro girem juntas, aumentando a força de saída, tanto quando uma delas perde contato com o solo como também quando derrapa.

No caso do Fiat Toro foi desenvolvido um recurso que gerencia o torque para as rodas, o qual nas versões 4x4 funciona de maneira automática, ou seja, o próprio veículo monitora a distribuição da força entre os eixos dianteiro e traseiro, com isso se as rodas da frente perdem a tração, automaticamente o conjunto de trás passa a receber o impulso.
Já a Nissan Frontier vem com um sistema limitador de diferencial  que percebe se uma roda está patinando e automaticamente a freia e manda mais potência para as que estão com tração. Outra tecnologia disponível é a evolução do sistema “shift on the fly”, que dá a opção de tração integral ou reduzida ao piloto somente ao girar uma manopla que fica no painel, o detalhe que a mudança pode ser feita com o veículo em movimento, até 100 km/h.

A Amarok traz o sistema  4motion, um 4x4 permanente que distribui automaticamente a tração entre os eixos, isso para gerar maior aderência ao solo em qualquer tipo de terreno. O que chama atenção é que o motorista não precisa acionar nada, toda a interpretação é feita pela caminhonete.

Outros sistemas
Porém não é apenas no controle de torque que a evolução no sentido de evitar esses problemas aconteceu, na verdade hoje cada caminhonete conta com um vigoroso portfólio de sistemas que de uma forma ou outra contribui para a questão.

O especialista em picapes da Ford, Matheus Amaral, cita pelo menos três desses sistemas que a Ranger traz em todas as suas versões. “Hoje ela traz os exclusivos controle anticapotamento, controle adaptativo de carga e controle de oscilação de reboques que conseguem ler condições adversas de condução e/ou falta de aderência atuando por meio de módulos inteligentes de forma individual nas rodas para reestabelecer o controle”.

Dentre os três, o que mais chama a atenção observando o perfil do produtor rural, em pista molhada, se trata do controle adaptativo de carga, o qual ajusta automaticamente os parâmetros de força de frenagem em cada uma das rodas, sempre em razão ao peso de carga do veículo.

No Toro, a Fiat também embarcou outras tecnologias que aumentam ainda mais a segurança ao dirigir em piso mais escorregadio. Em todas as versões apresenta o controle eletrônico de estabilidade e o monitoramento de tração que evita a patinagem das rodas motrizes, muito importante em situações de aquaplanagem e quando a caminhonete é ou está no modo 4x2.

Além dos recursos tecnológicos, a Frontier traz outras melhorias pensando na estabilidade, principalmente em situação off-road. Relacionado ao seu design, a fabricante destaca que o veículo possui os melhores ângulos de ataque e fuga, ou seja, a angulação entre o momento que o pneu toca o solo e os para-choques tanto dianteiros como traseiros.

Os engenheiros também pensaram na proteção da parte de baixo, onde colocaram uma placa de ferro em toda a sua extensão, evitando avarias em peças como o cárter, radiador, motor, tanque de combustível, entre outras. Outro ponto que ela está mais forte é no seu chassi, o qual, segundo a empresa, está quatro vezes mais resistente mesmo estando mais leve.

A característica de maior destaque da Amarok, sua força, também traz vantagens pensando na aquaplanagem e atoleiros, isso graças à relação do torque alto e um baixo regime de giro, o que no asfalto traz velocidade, enquanto que na terra, aliado aos sistemas de estabilidade, consegue encarar boa parte dos desafios da roça.

Para se ter ideia, ela consegue atingir o torque de 500 Nm a partir de 1,5 mil rpm, sem comparação dentro da categoria.

Os pneus também contam
Depois de tanta tecnologia, a peça de um veículo que parece a protagonista quando o assunto são pisos molhados, os pneus, até parecem coadjuvantes. Mas não são, a quantidade de novidades para prevenir e encarar esses problemas mantém o mesmo ritmo forte das fabricantes das caminhonetes.

Para se ter ideia, a Bridgestone apresenta diversos novos recursos, que se concentram hoje nas seguintes soluções: manter o desempenho no molhado mesmo com o desgaste progressivo do pneu, canalização da água através da rodagem quando o veículo se move em linha reta e em alta velocidade, melhoria da tração no molhado, resistência à aquaplanagem, descarregar a água para as laterais e atrás do pneu, canalizar a água através dos ombros do pneu (recurso para prevenir a aquaplanagem quando o veículo está em curva).

Segundo a empresa, o grande desafio está no desenho da banda de rodagem (parte do pneu que fica em contato com o solo) pois é necessário que ele tenha a tração em pista molhada e em terreno com lama, mas também ter uma interface sólida e consistente quando a superfície estiver na sua condição normal.  

Fonte: Revista Canavieiros

Tecnologia para vencer a água

15/03/2019

Por: Marino Guerra

As famosas águas de março estão se aproximando, e a expectativa do produtor é de que ela venha com bastante intensidade, principalmente para garantir uma boa formação do canavial.

Época de chuvas significa também piso molhado, e como a correria aperta no momento do plantio, pensar em um veículo que não sofra com as águas é importante tanto para não perder tempo, no caso de um atoleiro, como pela segurança, se considerado o risco de uma aquaplanagem.

Diante desse cenário, a Revista Canavieiros fez um levantamento da tecnologia que as principais picapes do mercado têm embarcadas e, como tudo no mundo automotivo, há muita novidade.

Distribuição do torque
A aquaplanagem acontece quando os pneus perdem contato com o solo e qualquer manobra brusca, em uma velocidade um pouco mais acelerada, pode tirar o veículo de sua trajetória e resultar em acidentes. Esse problema se torna um pouco mais sério no caso das picapes, pois além de estar sempre com uma diferença de peso (com a traseira muito leve ou muito pesada) seu centro de gravidade é elevado, o que, fisicamente falando, diminui a estabilidade.

No caso dos atoleiros o problema é a aderência, pois normalmente quando uma roda gira em falso, toda a força do torque vai para ela, anulando-o do lado oposto do eixo, no caso dos 4x2 e até mesmo nas outras duas rodas, para os 4x4. Por isso que a dica para quem entra nessa enrascada é buscar um toco ou colocar o tapete no pneu enterrado, pois assim ele terá reação com o solo fazendo com que a energia seja distribuída novamente.

Perante a esses dois problemas, a engenharia automobilística desenvolveu o bloqueio do diferencial, mecanismo que trava a roda que está girando em falso, mantendo o torque no restante da composição.

Hoje no mercado das picapes todos os modelos vêm com tecnologias distintas nesse sentido. A Ford Ranger embarca o bloqueio eletrônico de diferencial, o qual por meio de um simples toque no botão de acionamento, permite que as duas rodas do eixo traseiro girem juntas, aumentando a força de saída, tanto quando uma delas perde contato com o solo como também quando derrapa.

No caso do Fiat Toro foi desenvolvido um recurso que gerencia o torque para as rodas, o qual nas versões 4x4 funciona de maneira automática, ou seja, o próprio veículo monitora a distribuição da força entre os eixos dianteiro e traseiro, com isso se as rodas da frente perdem a tração, automaticamente o conjunto de trás passa a receber o impulso.
Já a Nissan Frontier vem com um sistema limitador de diferencial  que percebe se uma roda está patinando e automaticamente a freia e manda mais potência para as que estão com tração. Outra tecnologia disponível é a evolução do sistema “shift on the fly”, que dá a opção de tração integral ou reduzida ao piloto somente ao girar uma manopla que fica no painel, o detalhe que a mudança pode ser feita com o veículo em movimento, até 100 km/h.

A Amarok traz o sistema  4motion, um 4x4 permanente que distribui automaticamente a tração entre os eixos, isso para gerar maior aderência ao solo em qualquer tipo de terreno. O que chama atenção é que o motorista não precisa acionar nada, toda a interpretação é feita pela caminhonete.

Outros sistemas
Porém não é apenas no controle de torque que a evolução no sentido de evitar esses problemas aconteceu, na verdade hoje cada caminhonete conta com um vigoroso portfólio de sistemas que de uma forma ou outra contribui para a questão.

O especialista em picapes da Ford, Matheus Amaral, cita pelo menos três desses sistemas que a Ranger traz em todas as suas versões. “Hoje ela traz os exclusivos controle anticapotamento, controle adaptativo de carga e controle de oscilação de reboques que conseguem ler condições adversas de condução e/ou falta de aderência atuando por meio de módulos inteligentes de forma individual nas rodas para reestabelecer o controle”.

Dentre os três, o que mais chama a atenção observando o perfil do produtor rural, em pista molhada, se trata do controle adaptativo de carga, o qual ajusta automaticamente os parâmetros de força de frenagem em cada uma das rodas, sempre em razão ao peso de carga do veículo.

No Toro, a Fiat também embarcou outras tecnologias que aumentam ainda mais a segurança ao dirigir em piso mais escorregadio. Em todas as versões apresenta o controle eletrônico de estabilidade e o monitoramento de tração que evita a patinagem das rodas motrizes, muito importante em situações de aquaplanagem e quando a caminhonete é ou está no modo 4x2.

Além dos recursos tecnológicos, a Frontier traz outras melhorias pensando na estabilidade, principalmente em situação off-road. Relacionado ao seu design, a fabricante destaca que o veículo possui os melhores ângulos de ataque e fuga, ou seja, a angulação entre o momento que o pneu toca o solo e os para-choques tanto dianteiros como traseiros.

Os engenheiros também pensaram na proteção da parte de baixo, onde colocaram uma placa de ferro em toda a sua extensão, evitando avarias em peças como o cárter, radiador, motor, tanque de combustível, entre outras. Outro ponto que ela está mais forte é no seu chassi, o qual, segundo a empresa, está quatro vezes mais resistente mesmo estando mais leve.

A característica de maior destaque da Amarok, sua força, também traz vantagens pensando na aquaplanagem e atoleiros, isso graças à relação do torque alto e um baixo regime de giro, o que no asfalto traz velocidade, enquanto que na terra, aliado aos sistemas de estabilidade, consegue encarar boa parte dos desafios da roça.

Para se ter ideia, ela consegue atingir o torque de 500 Nm a partir de 1,5 mil rpm, sem comparação dentro da categoria.

Os pneus também contam
Depois de tanta tecnologia, a peça de um veículo que parece a protagonista quando o assunto são pisos molhados, os pneus, até parecem coadjuvantes. Mas não são, a quantidade de novidades para prevenir e encarar esses problemas mantém o mesmo ritmo forte das fabricantes das caminhonetes.

Para se ter ideia, a Bridgestone apresenta diversos novos recursos, que se concentram hoje nas seguintes soluções: manter o desempenho no molhado mesmo com o desgaste progressivo do pneu, canalização da água através da rodagem quando o veículo se move em linha reta e em alta velocidade, melhoria da tração no molhado, resistência à aquaplanagem, descarregar a água para as laterais e atrás do pneu, canalizar a água através dos ombros do pneu (recurso para prevenir a aquaplanagem quando o veículo está em curva).

Segundo a empresa, o grande desafio está no desenho da banda de rodagem (parte do pneu que fica em contato com o solo) pois é necessário que ele tenha a tração em pista molhada e em terreno com lama, mas também ter uma interface sólida e consistente quando a superfície estiver na sua condição normal.