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Controlar pragas é essencial para garantir a produtividade

05/02/2016 Cana-de-Açúcar POR: Andréia Vital – Edição 115 – Revista Canavieiros
“Manejo das principais pragas da cana” foi o tema da palestra técnica ministrada pelo engenheiro agrônomo, dr. Newton Macedo, professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), no dia 2 de dezembro, no auditório da Canaoeste, em Sertãozinho-SP. Produtores e representantes de usinas participaram do evento promovido pela Bayer Cropscience, em parceria com a Copercana e Canaoeste.
Na ocasião, Macedo, que é especialista em fitossanidade na cana-de--açúcar, deu noções sobre o controle e combate da Broca, Cigarrinha e Sphenophorus levis, pragas que têm contribuído para a redução da produtividade dos canaviais do Centro-Sul. Segundo ele, o controle das pragas é mais efetivo quando feito no início das infestações, por isso, é importante o monitoramento das populações para que a aplicação de defensivos ocorra no período correto.
“Nós estamos em um momento muito oportuno porque começa a renovação de canaviais para a próxima safra e é agora que é preciso fazer o reconhecimento dos ataques das pragas”, disse o consultor, contando que as principais pragas, que ocorrem na região de Ribeirão Preto-SP, são em ordem de dificuldades econômicas e abrangência: o Sphenophorus levis, a cigarrinha das raízes e a broca.
De acordo com o especialista, a variedade é um fator determinante de produtividade, mas a praga é um redutor dessa produtividade, então não adianta o produtor plantar uma variedade certa, adubar e tudo mais se ele não controlar as pragas. “O produtor não vai sair do negócio cana por errar no plantio da variedade, mas pode quebrar se não controlar as pragas, porque vai perder muito dinheiro”, constatou, dizendo que existem outros fatores que influenciam no rendimento da cana, tais como solo, clima, adubação, irrigação, maturadores, micronutrientes e viveiros de mudas.
O consultor alegou que, em relação a custo, a redução de adubo ou de outro fator, equivale ao controle de pragas, dando como exemplo que a adubação para 1 ha custa R$ 6,0 t/ha e aumenta 10% a produtividade prevista, que neste caso é considerada 90 ton, já o controle de pragas para esta área sai por 2,0 t/ha e evita a perda de 10% da produtividade. 
 Ao falar sobre broca da cana-de--açúcar, Macedo explicou que para cada 1% de infestação, são contabilizadas perdas de 1,14% na produtividade, 0,42% na produção de açúcar e 0,21% a 0,25% na produção de etanol. “No caso das brocas, os níveis médios de infestação desejável são inferiores a 1,0%, médios até 30% são aceitáveis, mas superiores a 3,0% são intoleráveis”, disse.
“De outubro a abril, deve-se fazer levantamento na lavoura onde houver variedades mais susceptíveis, nos primeiros cortes, áreas fertirrigadas e onde aparecer sintomas de ataque”, afirma, ensinando que a equipe de monitoramento deve seguir aproximadamente o seguinte cronograma: outubro/novembro/(1/2) dezembro: monitorar a cana de início de safra (canas plantas, socas de mudas e socas precoces); (1/2) dez /janeiro/(1/2)fevereiro: cana de meio de safra (média) e (1/2) fev / março / abril, verificar as canas de final de safra (tardias). Já com a cigarrinha da raiz, que como a broca é incidente no período de primavera/verão, as perdas são computadas por redução de 10 a 30 t cana/ha na produtividade; de 1,0 a 1,5 pontos na PCC e baixa qualidade de açúcar. O controle dessas pragas pode ser feito com defensivos, sendo biológico e químico para a broca e químico para a cigarrinha.
No caso do Sphenophorus levis, uma nova e resistente praga que cresceu assustadoramente depois que a cana passou a ser colhida sem a queima prévia, o consultor indica: “O momento da destruição é o período seco (junho a setembro), não fazendo em dias de chuva e ou solo muito úmido” disse, ressaltando que é indicado tratar as soqueiras logo após a colheita em operação cortando a linha de cana.
Controlar Sphenophorus levis exige ações ousadas, sendo que em áreas com altas infestações, quando se encontram mais de 35% de tacos atacados, o produtor tem que optar por reforma. Já ações abrangentes, como investimentos na formação de viveiros, de mudas, na capacitação de pessoas e controle em todas as áreas de ocorrência do inseto, assim como ações contínuas e duradouras, como o monitorar sistematicamente com levantamento em soqueiras e usar quando necessário inseticida, com ações de choque e poder residual (60 dias), são necessárias.
Durante a palestra, tecnologia e inovações da Bayer em relação ao controle de pragas foram apresentadas por Ricardo Eleotério e Matheus Dônega, engenheiros agrônomos da multinacional.
Um dos destaques foi para o inseticida Curbix, especialmente recomendado para o controle da cigarrinha-das-raízes. “O evento é muito importante devido ao momento que a cultura passa, com alto ataque de pragas como broca, cigarrinha e Sphenophorus levis e estamos tendo a oportunidade de ouvir o dr. Macedo, que é uma referência no mercado de manejo dessas pragas que vem trazer solução, tecnologia e informação para os produtores, para que eles consigam ter um aumento de produtividade e sucesso na sua produção”, disse Eleotério.
As informações obtidas na ocasião foram muito úteis para Ana Paula Marchesi Borges, associada da Canaoeste, que tem lavoura de cana plantada em 70 hectares, em Pitangueiras-SP, onde produz, em média, 12 mil toneladas por safra.
Enfrentando problemas com pragas em sua área, a produtora, que também é médica ginecologista, achou o evento muito didático e esclarecedor. “Foi interessante saber o quanto é importante tratar as pragas, porque no meu caso, eu priorizava mais a adubação e não ligava muito para as pragas e agora com essa nova visão vou intensificar mais o controle que já é feito”, afirmou
“Manejo das principais pragas da cana” foi o tema da palestra técnica ministrada pelo engenheiro agrônomo, dr. Newton Macedo, professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), no dia 2 de dezembro, no auditório da Canaoeste, em Sertãozinho-SP. Produtores e representantes de usinas participaram do evento promovido pela Bayer Cropscience, em parceria com a Copercana e Canaoeste.
Na ocasião, Macedo, que é especialista em fitossanidade na cana-de--açúcar, deu noções sobre o controle e combate da Broca, Cigarrinha e Sphenophorus levis, pragas que têm contribuído para a redução da produtividade dos canaviais do Centro-Sul. Segundo ele, o controle das pragas é mais efetivo quando feito no início das infestações, por isso, é importante o monitoramento das populações para que a aplicação de defensivos ocorra no período correto.

“Nós estamos em um momento muito oportuno porque começa a renovação de canaviais para a próxima safra e é agora que é preciso fazer o reconhecimento dos ataques das pragas”, disse o consultor, contando que as principais pragas, que ocorrem na região de Ribeirão Preto-SP, são em ordem de dificuldades econômicas e abrangência: o Sphenophorus levis, a cigarrinha das raízes e a broca.
De acordo com o especialista, a variedade é um fator determinante de produtividade, mas a praga é um redutor dessa produtividade, então não adianta o produtor plantar uma variedade certa, adubar e tudo mais se ele não controlar as pragas. “O produtor não vai sair do negócio cana por errar no plantio da variedade, mas pode quebrar se não controlar as pragas, porque vai perder muito dinheiro”, constatou, dizendo que existem outros fatores que influenciam no rendimento da cana, tais como solo, clima, adubação, irrigação, maturadores, micronutrientes e viveiros de mudas.
O consultor alegou que, em relação a custo, a redução de adubo ou de outro fator, equivale ao controle de pragas, dando como exemplo que a adubação para 1 ha custa R$ 6,0 t/ha e aumenta 10% a produtividade prevista, que neste caso é considerada 90 ton, já o controle de pragas para esta área sai por 2,0 t/ha e evita a perda de 10% da produtividade. 
 Ao falar sobre broca da cana-de--açúcar, Macedo explicou que para cada 1% de infestação, são contabilizadas perdas de 1,14% na produtividade, 0,42% na produção de açúcar e 0,21% a 0,25% na produção de etanol. “No caso das brocas, os níveis médios de infestação desejável são inferiores a 1,0%, médios até 30% são aceitáveis, mas superiores a 3,0% são intoleráveis”, disse.
“De outubro a abril, deve-se fazer levantamento na lavoura onde houver variedades mais susceptíveis, nos primeiros cortes, áreas fertirrigadas e onde aparecer sintomas de ataque”, afirma, ensinando que a equipe de monitoramento deve seguir aproximadamente o seguinte cronograma: outubro/novembro/(1/2) dezembro: monitorar a cana de início de safra (canas plantas, socas de mudas e socas precoces); (1/2) dez /janeiro/(1/2)fevereiro: cana de meio de safra (média) e (1/2) fev / março / abril, verificar as canas de final de safra (tardias). Já com a cigarrinha da raiz, que como a broca é incidente no período de primavera/verão, as perdas são computadas por redução de 10 a 30 t cana/ha na produtividade; de 1,0 a 1,5 pontos na PCC e baixa qualidade de açúcar. O controle dessas pragas pode ser feito com defensivos, sendo biológico e químico para a broca e químico para a cigarrinha.
No caso do Sphenophorus levis, uma nova e resistente praga que cresceu assustadoramente depois que a cana passou a ser colhida sem a queima prévia, o consultor indica: “O momento da destruição é o período seco (junho a setembro), não fazendo em dias de chuva e ou solo muito úmido” disse, ressaltando que é indicado tratar as soqueiras logo após a colheita em operação cortando a linha de cana.
Controlar Sphenophorus levis exige ações ousadas, sendo que em áreas com altas infestações, quando se encontram mais de 35% de tacos atacados, o produtor tem que optar por reforma. Já ações abrangentes, como investimentos na formação de viveiros, de mudas, na capacitação de pessoas e controle em todas as áreas de ocorrência do inseto, assim como ações contínuas e duradouras, como o monitorar sistematicamente com levantamento em soqueiras e usar quando necessário inseticida, com ações de choque e poder residual (60 dias), são necessárias.
Durante a palestra, tecnologia e inovações da Bayer em relação ao controle de pragas foram apresentadas por Ricardo Eleotério e Matheus Dônega, engenheiros agrônomos da multinacional.
Um dos destaques foi para o inseticida Curbix, especialmente recomendado para o controle da cigarrinha-das-raízes. “O evento é muito importante devido ao momento que a cultura passa, com alto ataque de pragas como broca, cigarrinha e Sphenophorus levis e estamos tendo a oportunidade de ouvir o dr. Macedo, que é uma referência no mercado de manejo dessas pragas que vem trazer solução, tecnologia e informação para os produtores, para que eles consigam ter um aumento de produtividade e sucesso na sua produção”, disse Eleotério.
As informações obtidas na ocasião foram muito úteis para Ana Paula Marchesi Borges, associada da Canaoeste, que tem lavoura de cana plantada em 70 hectares, em Pitangueiras-SP, onde produz, em média, 12 mil toneladas por safra.
Enfrentando problemas com pragas em sua área, a produtora, que também é médica ginecologista, achou o evento muito didático e esclarecedor. “Foi interessante saber o quanto é importante tratar as pragas, porque no meu caso, eu priorizava mais a adubação e não ligava muito para as pragas e agora com essa nova visão vou intensificar mais o controle que já é feito”, afirmou.