Copercana presente na Megacana Tech Brasil 2022

26/09/2022 Noticias POR: Eddie Nascimento

Há dois anos a feira não era realizada de forma presencial, na cidade de Campo Florido

Sempre presente nas regiões em que atua, a Copercana participou em agosto da 14ª edição da Megacana Tech Show, encontro promovido pela Cana-Campo e pelo Siamig. Um estande da cooperativa, junto com a Basf, atendeu aos produtores cooperados da região que puderam esclarecer dúvidas e também aproveitar para reverem amigos e trocar experiências, já que há dois anos a feira não era realizada de forma presencial, na cidade de Campo Florido. "Foram dois anos muito desafiadores.

Tivemos que nos reinventar colocando o formato online, depois esse mesmo formato foi se desgastando e conseguimos retornar com esse encontro", destacou o presidente da Siamig, Mário Campos, que completa. “A Megacana é uma conquista do setor sucroenergético de Minas Gerais, sendo que o nosso estado é o maior em média de produtividade agrícola do Brasil”.

Durante seu discurso, Campos exaltou a importância da parceria entre usina, indústria e produtores rurais para vencer os desafios com relação ao campo tributário, a mobilidade sustentável do futuro e a inserção cada vez maior do etanol no mundo. “Isso tudo não é possível se não houver um campo eficiente com produtividade, por isso temos que juntar todas as cadeias para que esses nossos desafios sejam vencidos", orientou.


O presidente da Siamig Mário Campos

 

"Esse é meu último ano à frente da Megacana junto com o Mário, já que minha gestão está terminando na Cana-Campo e foi um desafio fazer essa feira”, destaca Daine Anderlei Frangiosi, que completa “Há quatorze anos era o Canacampo Tech Show e através de uma parceria com o Siamig se tornou o que é hoje. Tenho certeza que o próximo presidente, em parceria com o Siamig fará uma feira totalmente diferente, sempre inovando como de costume e trazendo informações para todo o setor".


Daine Anderlei Frangiosi da CanaCampo

 

Momento de rever amigos


Estande da Copercana e Basf durante a Megacana Tech Show

 

A Megacana Tech Show promoveu um verdadeiro encontro entre amigos que não se viam há muito tempo por conta da pandemia da Covid 19. O estande da Copercana e Basf reuniu diversos cooperados, parceiros e personalidades do setor sucroenergético que puderam trocar informações e experiências.


O presidente do Conselho de Administração da Copercana, Antônio Eduardo Tonielo; o diretor-presidente executivo da Copercana, Francisco César Urenha; e o superintendente comercial agrícola da Copercana, Frederico José Dalmaso

 

Nesse requisito estiveram presentes representando a Copercana, o diretor-presidente executivo, Francisco César Urenha; o presidente do Conselho de Administração, Antônio Eduardo Tonielo, e o superintendente comercial agrícola, Frederico José Dalmaso. Cada um deles fez questão de conversar com cooperados, parceiros comerciais e visitantes, registrando a participação da Copercana durante a 14ª edição da Megacana.

O estande da Copercana recebeu visitas ilustres durante os dias em que aconteceu a Mega Cana Tech. Um desses visitantes foi Silvio Borsari Filho, cooperado de Campo Florido. Com propriedades em Limeira do Oeste, no Pontal do Triângulo Mineiro, Borsari pretende produzir, depois de três anos de safra com quebra, 150 mil toneladas de cana-de-açúcar, fornecendo para o grupo Coruripe. "Para você ver, tinham aqui vários estandes, mas eu vim no estande da Copercana. Então, para nós cooperados, ter a nossa cooperativa presente nesses eventos é muito importante e necessário. Aqui é uma hora que revemos os amigos, trocamos ideias, recebemos muita informação, então é muito bom".

No estande, Borsari Filho fez questão de deixar registrado o carinho que tem pela cooperativa. "Sou suspeito em falar da Copercana, pois quando eu tinha uns dez anos meu pai, o saudoso Silvio Borsari, e um grupo de produtores, fundou a Copercana. Tenho a alegria de dizer que meu pai é o cooperado com a matrícula número um”, relata Borsari Filho, que acrescenta “durante a minha vida toda, e estou com quase 70 anos, a Copercana fez parte, por isso, tenho o maior orgulho de ser um cooperado, produtor de cana, cliente e amigo”.


Antonio Eduardo Tonielo e Silvio Borsari

 

Com todo o conhecimento e vivência que tem sobre o cooperativismo, quando questionado sobre a importância de se fazer parte de um sistema cooperativista, Borsari Filho é enfático. “Para você ver a importância que tem uma cooperativa, experimenta tirar ela. Pense dessa maneira, amanhã você acorda e não tem mais uma cooperativa, o cenário é difícil, porque o cooperativismo para nós produtores é fundamental”, analisa e acrescenta. “Não tem cana sem insumo. Não tem cana sem assistência técnica, sem informação. Então, por maior que seja o produtor, ele é pequeno perto do todo e o que sobra são as cooperativas. É assim que vejo e não consigo entender ou me imaginar ser produtor e não ter uma cooperativa ao meu lado, pois a cooperativa é fundamental e auxilia o produtor dessa maneira”.


Nelson Krastel durante visita ao estande da Copercana

 

Já o cooperado Nelson Krastel fez questão de citar o atendimento e a facilidade oferecidos pela Copercana. "Sou muito bem recebido por eles e tenho facilidade em negociar. Não tem nenhuma burocracia, então, realmente ela faz uma diferença muito grande para nós no campo", destaca e completa que "há muito tempo sou cooperado e nunca me faltou nenhum produto e nem crédito. Sempre que acionei fui atendido. É uma parceira, muito companheira da gente e que faz toda a diferença no campo, sem dúvida".

A frente da GK Mecanização, um grupo familiar com lavouras na região de Campo Florido, Krastel destaca que atualmente sua empresa tem em torno de 12 mil hectares de cana-de-açúcar e três mil hectares de grãos. “Temos área irrigada e um apoio muito grande pela Copercana para conduzir isso", lembra.

Sobre a participação da Copercana em Campo Florido, Krastel fez questão de enaltecer a parceria com a cooperativa, que esteve presente tanto nos momentos bons, quanto nos momentos ruins na vida do agricultor. "Nós cooperados e associados sabemos que temos uma companheira sempre e em todos os momentos, principalmente nos mais difíceis. Ela sempre está disponível para ajudar e estar aqui conosco na MegaCana, mostra que continua sendo parceira mesmo na hora da felicidade que é a feira. Ficamos contentes que a Copercana, mais uma vez está participando”, cita e finaliza.


Os diretores da Copercana durante visita à Megacana 2022

 


Mário Campos da Siamig, Francisco César Urenha, Antonio Eduardo Tonielo e Carlos Eduardo Turchetto Santos, do Grupo CMAA

 


O cooperado Ademir de Melo conversa com Antonio Eduardo Tonielo no estande da Copercana


Frederico José Dalmaso em reunião com a FMC

 


Francisco César Urenha; Lecio Silva (presidente do Conselho de Administração da Uby Agroquímica S/A); Antonio Eduardo Tonielo; Frederico José Dalmaso e Rodrigo Piau, coordenador agrícola da Canacampo

 

 


Estande da Copercana e Basf teve um número grande visitantes

 

Principais conteúdos da Megacana Tech

 

Do campo para a vida

O capitão do tetra Dunga apresentou uma palestra motivacional trazendo um pouco da experiência dele como líder no futebol, para a vida profissional. O painel foi um dos mais aguardados durante o primeiro dia da MegaCana.

O ex-jogador da Seleção brasileira falou sobre liderança e motivação, fazendo um link da sua carreira com o agro. “O foco é dar resultado e o agro dá resultado para o Brasil. É o que puxa o país. Quem faz não tempo para falar do outro, mas quem faz menos, tem. E eu vejo isso no agro, pois vocês não param”, destacou.

Painel da Faemg/Senar com Plínio Nastari, da DATAGRO

O Sistema FAEMG trouxe as participações do presidente Antônio Pitangui de Salvo e do superintendente do SENAR MINAS, Christiano Nascif, além do especialista em economia agrícola e fundador da Datagro, Plínio Nastari. O público pode visitar o estande institucional para receber informações sobre os produtos e serviços oferecidos pelo Sistema FAEMG.

No evento, o Sistema FAEMG lançou um programa que vai abordar aspectos de saúde, segurança do trabalho e avaliação ambiental junto aos produtores rurais. Dentro da cadeia da cana-de-açúcar, o programa tem a parceria da Siamig. O piloto já foi desenvolvido em algumas propriedades no Triângulo Mineiro, apresentando melhorias nas práticas de produção. Posteriormente, a expectativa é expandir para outras cadeias.

Painel Agro Social, com Letícia Zamperlini Jacintho

Nesse painel, a produtora rural e uma das fundadoras do projeto “De Olho no Material Escolar”, Letícia Zamperlini Jacintho trouxe as últimas novidades sobre o projeto. De acordo com Letícia Jacintho, quatro ações estão em andamento. A primeira delas é junto do ao Governo Federal. “Contratamos a FIA (Fundação, Instituto Administração) para fazer uma análise de 80% do material comprado pelo governo no último PNLD (Programa Nacional do Livro Didático). Isso vai ficar pronto agora, já no segundo semestre, e então vamos ter um panorama de como está a educação brasileira em relação ao agro”, destaca Letícia que acrescenta que todo esse material “não será analisado por mães ou por qualquer associação de classe que tenha qualquer interesse, mas sim pela própria USP, com grandes nomes de dados do setor, com uma contraposição”.

A segunda ação é o relacionamento com as editoras. Letícia destacou que atualmente o projeto tem conversado com as grandes editoras, ao mesmo tempo, a equipe tem rodado o Brasil realizando a gravação de 40 vídeos sobre assuntos ligados ao agro com a “SOMOS Educação”, o principal grupo de Educação Básica do Brasil com sistemas de ensino, editoras de livros didáticos e soluções educacionais para ensino. “Temos outras editoras na fila para darmos continuidade ao processo e um trabalho com o Sesi, também via Fiesp, no Ensino Fundamental, que foi renovado a partir do fundamental dois com relação ao Agro”.

A terceira ação do projeto é com relação à biblioteca virtual. Após concretização de assinatura de convênio com a Esalq, o “De Olho no Material Escolar” agora está selecionando todo o material já produzido pelo mercado que será encaminhado para avaliação da curadoria da escola superior de agricultura. “Se você tem um trabalho bom falando sobre as estatísticas de desmatamento e que seja de uma linguagem amigável para a escola, para estudantes, para alunos, professores, passe para gente, enviamos para a curadoria da Esalq para ver se esses dados estão atualizados, fidedignos, e quais são as fontes para que possamos publicar nesse site. Acredito que até o final do ano estaremos com bastante material disponível de forma gratuita para o setor educacional”.

A quarta ação se chama "Vivenciando a prática". O projeto prevê visitas guiadas a fazendas e unidades industriais, além de excursões a feiras do agro, onde será possível aos participantes aprender sobre técnicas agrícolas, máquinas e equipamentos. “Conversamos com o gerente e vemos o que a criança vai aprender lá, sempre trazendo algo muito leve, mas com uma boa acurácia técnica para os alunos, finaliza Letícia Zamperlini.

Desafios do Brasil, 'Realidades, narrativas e perspectivas' com Caio Coppolla

Fechando a 14ª edição da Megacana Tech Show, foi a vez do comentarista Caio Coppolla. Durante sua palestra, Coppolla falou sobre sua imersão no agro brasileiro destacando a força econômica que o setor gera para o Brasil. "O agro produz, preserva e prospera, apesar do Estado", destaca Coppolla, que explica a temática de sua palestra. "Existem as coisas como elas são, as coisas como elas são contadas e também as expectativas que nós temos em relação a tudo isso", frisa. "O agro é emblemático nisso, porque vocês que vivem a realidade do campo, da agricultura, da pecuária, sabem que a realidade é muito diferente das narrativas".

Ainda na palestra, Caio Coppolla falou sobre o momento político brasileiro, a polaridade de ideias, as instituições, interferências entre os poderes e as ações do Congresso Nacional com relação ao agro. Também destacou a narrativa de alguns líderes mundiais que visam condenar o agro brasileiro. "São narrativas falaciosas. Isso é protecionismo travestido de pseudoambientalismo, porque eles não têm capacidade de competir com o agronegócio brasileiro, então, para inibir esse processo eles impõem barreiras sanitárias e ecológicas".