Unidade de Grãos IV da Copercana
No mundo da produção de grãos, desafios externos e internos fazem parte do dia a dia. Em entrevista à Revista Canavieiros, o gerente da unidade de grãos IV da Copercana, José Francisco Corrêa de Oliveira, comentou como a unidade tem se preparado para o recebimento da nova safra de grãos na região de Guaíra. Essa será a quinta safra consecutiva que a unidade recebe soja, o que mostra a força e a liderança da Copercana na região de Guaíra, Barretos, Miguelópolis, Colômbia e Ipuã. Nesta safra a previsão de compra é em torno de 60 mil tons, sendo que a capacidade de armazenamento da unidade é de 40 mil toneladas estáticas de soja. Diferente do ano passado, o clima chuvoso se tornou um fator preponderante. Embora o início do plantio tenha sido problemático em outubro de 2022, nesse período de março a umidade e a chuva ajudaram muito na formação da lavoura. Porém, a água excessiva tem seu lado negativo: a dificuldade na entrega dos grãos. Para se ter uma ideia, em um dia sem chuva a Unidade de Grãos IV consegue receber no pico da safra em torno de 100 caminhões. Com chuva esse número cai para mais ou menos a metade em função das altas umidades do grão. Por conta disso, o recebimento de grãos tem entrado no estágio conta-gotas, atrasando a descarga e afetando a produtividade. A soja muito úmida precisa ser seca antes de ser comercializada, o que pode levar a demora. "Temos que usar um secador de 80t e outro de 60t. A soja acima de 18t tem uma performance em 40 toneladas/hora, então perdemos nesse processo 30%. Isso atrapalha a descarga e tem uma demora", analisa Oliveira. Ainda de acordo com Oliveira, o “ano está chocho" em termos de preço. Ao contrário do que se viu nos últimos dois anos, com altas no preço da oleaginosa durante a colheita, muito devido à demanda de alimentos durante o período da pandemia de Coronavírus, a guerra entre Rússia e a Ucrânia fez diminuir a oferta de grãos demandados da Ucrânia pelo corredor marítimo do Mar Negro, sendo a oferta global prejudicada. No cenário atual, as indicações são de uma safra de soja cheia no Brasil, em torno de 153 milhões de toneladas, o que faz os países importadores, principalmente a China, ficarem em cima do muro esperando melhores oportunidades de preço para comprarem. Por conta disso, ainda não existe uma competitividade externa que possa indicar que o mercado está ascendendo. Apesar desses desafios, a Copercana tem se destacado pela pessoalidade e carisma em suas relações com o produtor. A equipe da unidade de grãos é treinada para atender cada produtor com o máximo de qualidade e profissionalismo, como destacou José Francisco. "Julgo que o melhor material que temos aqui não são os nossos maquinários, mas sim o humano. Esse é nosso diferencial e é o que nos dá a vantagem dentro desse mercado que é muito competitivo. Somos bem organizados, sentamos juntos toda a semana, fazemos reuniões, conversamos, se tiver que discutir, discutimos, mas isso é vital, pois brigamos por um objetivo que é o sucesso da Copercana, além do que temos todo o apoio de nossa diretoria”. Para este ano, a unidade de Grãos passou por algumas adequações. O local recebeu um novo coletor pneumático de amostras, o que torna a operação mais rápida e muito mais confiável, além de uma melhoria na balança, fazendo que tanto as avaliações qualitativas e quantitativas, quanto de peso, sejam precisas. "São coisas bem corriqueiras, mas que auxiliam no nosso trabalho dando ainda mais confiabilidade ao nosso produtor", comenta Oliveira. Outra novidade, essa para o futuro próximo, é que será construído um laboratório para análise dos grãos de soja, próximo ao ponto de coleta, facilitando e agilizando ainda mais o trabalho. A balança e o silo também foram reformados internamente, proporcionando uma infraestrutura mais adequada para todos os processos.
Unidade espera armazenar 60 mil toneladas de soja
Novo coletor de amostras e reforma na balança: avaliações qualitativas e quantitativas mais precisas
Outra atividade em que a Unidade de Grãos IV da Copercana está se expandindo é na venda, aplicação e entrega de corretivos agrícolas. Esta atividade começou em 2021 com vendas de 1,52 mil toneladas de gesso e 1,85 mil toneladas de calcário. Já no ano de 2022 houve um aumento considerável, com uma novidade para a região de Guaíra: o sistema de aplicação por conta da Copercana. Foram vendidos no ano passado 10,13 mil toneladas de calcário, sendo 3,19 mil toneladas de calcário aplicado; entregue 5,98 mil toneladas e retirado 0,95 mil toneladas. Já no gesso o total de vendas foi de 3,02 mil toneladas, sendo gesso aplicado 0,71 mil toneladas e entregue 2,3 mil toneladas (crescimento de um ano para o outro de quase 300%). Outra novidade para esta unidade é que a partir deste ano os produtores de soja parceiros serão atendidos e beneficiados pela tecnologia e por profissionais de primeira linha através da Agricultura de Precisão Copercana o que vai ajudar a diminuir custos e aumentar a produtividade na lavoura.
Calcário e gesso: Unidade de Grãos IV está se expandindo na venda, aplicação e entrega de corretivos agrícolas