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Cosan projeta melhor preço para açúcar e baixa recuperação dos canaviais

06/11/2014 Cana-de-Açúcar POR: Gustavo Bonato
A empresa de infraestrutura e energia Cosan projeta preços mais elevados para o açúcar em 2015, devido a uma menor oferta no mercado mundial, especialmente pelo gargalo na produção do Brasil, principal fornecedor global do produto, disse nesta quinta-feira o principal executivo da companhia.
"Houve uma migração de sacarose de etanol para açúcar nesses últimos anos que fez com que o mercado de açúcar ficasse abastecido mesmo sem investimentos para crescimento do setor no Brasil. Mas a gente vê para o ano que vem melhores preços", disse o diretor-presidente da Cosan, Marcos Lutz, em uma conferência com jornalistas.
O primeiro contrato do açúcar bruto na bolsa de Nova York atingiu em setembro o menor patamar em mais de cinco anos, devido a uma ampla oferta internacional.
De olho em melhores oportunidades de comercialização em 2015, a empresa decidiu carregar estoques de açúcar produzido ao longo de 2014.
Em 30 de setembro, a companhia mantinha 1,58 milhão de toneladas do produto em estoque, volume 45 por cento superior a um ano antes, segundo dados divulgados na véspera.
"Não foi uma estratégia de especular em eventual variação de preço de entressafra. Valia mais a pena pagar o custo de carregar o produto em estoque mais alguns meses", disse Lutz.
Praticamente todo esse volume já está com preços definidos, disse o executivo.
"A gente tem fixações para o ano que vem já com valor melhor", afirmou.
O preço fixado para o açúcar em estoque é de 42,74 reais por saca de 50 kg, após a conversão do preço internacional e do câmbio.
Por volta das 12h, a ação da Cosan era negociada em queda de 2,8 por cento, enquanto o Ibovespa caía 1,6 por cento no mesmo horário. 
FIXAÇÕES MAIS ALTAS
Para o açúcar a ser produzido na safra 2015/16, que começa oficialmente em abril, os valores são maiores, revelou Lutz.
Cerca de 18 por cento da produção da próxima temporada já tem preços fixados, em média de 46,30 reais por saca.
A perspectiva de melhores negócios ocorre depois de a companhia registrar perdas na receita líquida da Raízen Energia, sua divisão de açúcar e etanol, no terceiro trimestre.
POUCA RECUPERAÇÃO NA PRÓXIMA SAFRA DE CANA
Já para a safra de cana do centro-sul do Brasil em 2015/16, que começa a ser colhida por volta de abril do ano que vem, Lutz acredita que a moagem fique praticamente estável ante a temporada que está sendo finalizada após fortes prejuízos causados pela seca.
"Para o ano que vem temos uma safra bastante semelhante à deste ano. Eu não vejo grande recuperação", disse o presidente.
A estimativa oficial da Unica, entidade que representa as usinas da principal região produtora do país, é de uma safra de 545,9 milhões de toneladas em 2014/15, menor que a estimada no início da temporada e abaixo da realizada na temporada anterior.
Lutz estimou que haverá uma recuperação natural dos canaviais, caso eles recebam precipitações dentro da média histórica durante a temporada de chuvas do Sudeste, nos próximos meses.
"Certamente a chuva de janeiro vai ser muito importante para essa definição. Temos um déficit hídrico acumulado bem grande e em teoria não pode faltar chuva nesse verão de jeito nenhum."
Por outro lado, a recuperação nessas áreas deverá ser compensada pela rotação de culturas em algumas áreas.
"A gente também observa, de maneira geral na indústria, produtores que estão fazendo rodízio de lavoura. Ao final do ciclo de 6 a 7 anos de cana, ao invés de plantar imediatamente cana, eles eventualmente fazem uma safra de soja, ou algo assim", disse ele.
Longos períodos de seca em 2014 levaram a Cosan a reduzir suas projeções para o volume de cana que vai processar nesta temporada.
Em seu relatório de resultados do terceiro trimestre, a companhia disse que sua divisão sucroenergética deverá moer de 57 milhões a 58 milhões de toneladas ante 58 milhões a 60 milhões de toneladas na projeção feita no trimestre anterior. Em 2013, a moagem somou 61,4 milhões de toneladas.
"No nosso histórico, nunca houve uma redução de produção tão grande por seca desde que se começou a medir isso, há cerca de 80 anos. É uma quebra por seca nunca antes vista", disse o executivo, ao comentar os resultados da companhia, divulgados na véspera.
O lucro líquido da Cosan recuou 92,6 por cento no terceiro trimestre na comparação anual, com aumento de despesas financeiras e queda no lucro operacional.
A empresa de infraestrutura e energia Cosan projeta preços mais elevados para o açúcar em 2015, devido a uma menor oferta no mercado mundial, especialmente pelo gargalo na produção do Brasil, principal fornecedor global do produto, disse nesta quinta-feira o principal executivo da companhia.
"Houve uma migração de sacarose de etanol para açúcar nesses últimos anos que fez com que o mercado de açúcar ficasse abastecido mesmo sem investimentos para crescimento do setor no Brasil. Mas a gente vê para o ano que vem melhores preços", disse o diretor-presidente da Cosan, Marcos Lutz, em uma conferência com jornalistas.
O primeiro contrato do açúcar bruto na bolsa de Nova York atingiu em setembro o menor patamar em mais de cinco anos, devido a uma ampla oferta internacional.
De olho em melhores oportunidades de comercialização em 2015, a empresa decidiu carregar estoques de açúcar produzido ao longo de 2014.
Em 30 de setembro, a companhia mantinha 1,58 milhão de toneladas do produto em estoque, volume 45 por cento superior a um ano antes, segundo dados divulgados na véspera.
"Não foi uma estratégia de especular em eventual variação de preço de entressafra. Valia mais a pena pagar o custo de carregar o produto em estoque mais alguns meses", disse Lutz.
Praticamente todo esse volume já está com preços definidos, disse o executivo.
"A gente tem fixações para o ano que vem já com valor melhor", afirmou.
O preço fixado para o açúcar em estoque é de 42,74 reais por saca de 50 kg, após a conversão do preço internacional e do câmbio.
Por volta das 12h, a ação da Cosan era negociada em queda de 2,8 por cento, enquanto o Ibovespa caía 1,6 por cento no mesmo horário. 

FIXAÇÕES MAIS ALTAS
Para o açúcar a ser produzido na safra 2015/16, que começa oficialmente em abril, os valores são maiores, revelou Lutz.
Cerca de 18 por cento da produção da próxima temporada já tem preços fixados, em média de 46,30 reais por saca.
A perspectiva de melhores negócios ocorre depois de a companhia registrar perdas na receita líquida da Raízen Energia, sua divisão de açúcar e etanol, no terceiro trimestre.

POUCA RECUPERAÇÃO NA PRÓXIMA SAFRA DE CANA
Já para a safra de cana do centro-sul do Brasil em 2015/16, que começa a ser colhida por volta de abril do ano que vem, Lutz acredita que a moagem fique praticamente estável ante a temporada que está sendo finalizada após fortes prejuízos causados pela seca.
"Para o ano que vem temos uma safra bastante semelhante à deste ano. Eu não vejo grande recuperação", disse o presidente.
A estimativa oficial da Unica, entidade que representa as usinas da principal região produtora do país, é de uma safra de 545,9 milhões de toneladas em 2014/15, menor que a estimada no início da temporada e abaixo da realizada na temporada anterior.
Lutz estimou que haverá uma recuperação natural dos canaviais, caso eles recebam precipitações dentro da média histórica durante a temporada de chuvas do Sudeste, nos próximos meses.
"Certamente a chuva de janeiro vai ser muito importante para essa definição. Temos um déficit hídrico acumulado bem grande e em teoria não pode faltar chuva nesse verão de jeito nenhum."
Por outro lado, a recuperação nessas áreas deverá ser compensada pela rotação de culturas em algumas áreas.
"A gente também observa, de maneira geral na indústria, produtores que estão fazendo rodízio de lavoura. Ao final do ciclo de 6 a 7 anos de cana, ao invés de plantar imediatamente cana, eles eventualmente fazem uma safra de soja, ou algo assim", disse ele.
Longos períodos de seca em 2014 levaram a Cosan a reduzir suas projeções para o volume de cana que vai processar nesta temporada.
Em seu relatório de resultados do terceiro trimestre, a companhia disse que sua divisão sucroenergética deverá moer de 57 milhões a 58 milhões de toneladas ante 58 milhões a 60 milhões de toneladas na projeção feita no trimestre anterior. Em 2013, a moagem somou 61,4 milhões de toneladas.
"No nosso histórico, nunca houve uma redução de produção tão grande por seca desde que se começou a medir isso, há cerca de 80 anos. É uma quebra por seca nunca antes vista", disse o executivo, ao comentar os resultados da companhia, divulgados na véspera.
O lucro líquido da Cosan recuou 92,6 por cento no terceiro trimestre na comparação anual, com aumento de despesas financeiras e queda no lucro operacional.