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Credores rejeitam plano de recuperação e abrem caminho para falência da Infinity

18/03/2016 Cana-de-Açúcar POR: Agência Estado
Surgida no auge da euforia do setor sucroenergético, em 2006, a Infinity Bio-Energy teve ontem (16) rejeitado o segundo plano de recuperação judicial, o que abriu caminho para a Justiça decretar a falência da companhia com seis usinas controladas pelo grupo Bertin. 
O plano, que previa, basicamente, a cisão das usinas em três blocos de duas unidades cada e a divisão de dois deles entre os credores, foi rejeitado por um dos grupos que representava maioria dos presentes na assembleia encerrada esta noite, em São Paulo (SP).
Segundo representantes da Infinity, medidas judiciais serão tomadas contra esse grupo de credores com o intuito de reverter a decisão e, posteriormente, uma possível decretação de falência. Pelo plano rejeitado, um dos blocos, com as usinas Alcana, em Nanuque (MG), e Disa, em Conceição da Barra (ES), esta a única das seis ainda em operação, seria destinado a um grupo de credores, incluindo os trabalhistas, que aprovaram o plano, mas também os que rejeitaram a proposta.
Com esse grupo a Infinity tem dívidas estimadas em R$ 350 milhões. A previsão é que houvesse um leilão desses ativos e os recursos arrecadados divididos entre os credores caso estes aprovassem o plano. As unidades Ibirálcol, em Ibirapuã (BA), e Usinavi, em Naviraí (MS), já estão alienadas e permaneceriam com um grupo de credores financeiros, principalmente fundos de investimentos. Detentores de um crédito de R$ 1,6 bilhão, esses credores eram maioria no quesito financeiro, mas minoria entre os presentes na assembleia.
Já a Infinity permaneceria com as usinas Cridasa, em Pedro Canário (ES) e Cepar, em São Sebastião do Paraíso (MG). Caso o plano fosse aprovado, a companhia poderia retomar a operação das usinas ou utilizá-las, em uma futura venda, para pagar credores não sujeitos à recuperação judicial.
A Infinity Bio-Energy foi criada pelo ex-diplomata Sergio Thompson-Flores, com suporte de fundos internacionais e ainda da captação de recursos da AIM, bolsa para novas companhias em Londres. Com usinas de baixa capacidade operacional, em regiões pouco tradicionais para a cultura e ainda sob uma crise do setor sucroenergético, iniciada em 2008, a companhia recorreu, como outras, à recuperação judicial. Pouco tempo após a aprovação do primeiro plano, a empresa vendeu, em 2010, 71% das ações ao Grupo Bertin. 
Mas a operação não mudou o cenário da Infinity, que seguiu em crise desde então até recorrer novamente à Justiça. 
Surgida no auge da euforia do setor sucroenergético, em 2006, a Infinity Bio-Energy teve na quarta-feira (16) rejeitado o segundo plano de recuperação judicial, o que abriu caminho para a Justiça decretar a falência da companhia com seis usinas controladas pelo grupo Bertin. 
O plano, que previa, basicamente, a cisão das usinas em três blocos de duas unidades cada e a divisão de dois deles entre os credores, foi rejeitado por um dos grupos que representava maioria dos presentes na assembleia encerrada esta noite, em São Paulo (SP).
Segundo representantes da Infinity, medidas judiciais serão tomadas contra esse grupo de credores com o intuito de reverter a decisão e, posteriormente, uma possível decretação de falência. Pelo plano rejeitado, um dos blocos, com as usinas Alcana, em Nanuque (MG), e Disa, em Conceição da Barra (ES), esta a única das seis ainda em operação, seria destinado a um grupo de credores, incluindo os trabalhistas, que aprovaram o plano, mas também os que rejeitaram a proposta.
Com esse grupo a Infinity tem dívidas estimadas em R$ 350 milhões. A previsão é que houvesse um leilão desses ativos e os recursos arrecadados divididos entre os credores caso estes aprovassem o plano. As unidades Ibirálcol, em Ibirapuã (BA), e Usinavi, em Naviraí (MS), já estão alienadas e permaneceriam com um grupo de credores financeiros, principalmente fundos de investimentos. Detentores de um crédito de R$ 1,6 bilhão, esses credores eram maioria no quesito financeiro, mas minoria entre os presentes na assembleia.
Já a Infinity permaneceria com as usinas Cridasa, em Pedro Canário (ES) e Cepar, em São Sebastião do Paraíso (MG). Caso o plano fosse aprovado, a companhia poderia retomar a operação das usinas ou utilizá-las, em uma futura venda, para pagar credores não sujeitos à recuperação judicial.
A Infinity Bio-Energy foi criada pelo ex-diplomata Sergio Thompson-Flores, com suporte de fundos internacionais e ainda da captação de recursos da AIM, bolsa para novas companhias em Londres. Com usinas de baixa capacidade operacional, em regiões pouco tradicionais para a cultura e ainda sob uma crise do setor sucroenergético, iniciada em 2008, a companhia recorreu, como outras, à recuperação judicial. Pouco tempo após a aprovação do primeiro plano, a empresa vendeu, em 2010, 71% das ações ao Grupo Bertin. 

 
Mas a operação não mudou o cenário da Infinity, que seguiu em crise desde então até recorrer novamente à Justiça.