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Crise no setor sucroalcooleiro desestabiliza municípios de MG

18/08/2014 Cana-de-Açúcar POR: Diário do Comércio
Cerca de 4 mil empregos diretos e indiretos perdidos, dívidas que somam mais de R$ 1,5 bilhão e as economias de duas cidades totalmente desestabilizadas. Esse é o resultado catastrófico do fechamento de duas usinas sucroalcooleiras nos municípios de Canápolis e Capinópolis, no Triângulo Mineiro.
O motivo principal das duas baixas, segundo a Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), é a política federal para o setor, que desestimula o consumo de etanol, gerando prejuízos. Ao todo, nas últimas cinco safras, oito usinas deixaram de esmagar cana-de-açúcar em Minas Gerais. Gestores das duas cidades do Triângulo tentam reverter o quadro de prejuízos sociais, econômicos e ambientais que surgiu com o fim das atividades nas unidades pertencentes ao grupo do empresário João Lira.
Na última sexta-feira, representantes dos municípios e das duas usinas se reuniram com um grupo de Uberaba, que estaria interessado em comprar a massa falida. Juntas, segundo dados das prefeituras locais, as duas usinas deixaram de esmagar 1,5 milhão de toneladas de cana por ano.
Em Capinópolis, cidade de cerca de 16 mil habitantes e onde funcionava a Usina Vale do Paranaíba, foram demitidos em torno de mil trabalhadores em um prazo de sete meses. "Há um grande impacto no município, pois os trabalhadores da usina ajudavam a movimentar o comércio e a economia local, assim como os produtores que arrendavam ou forneciam para a usina. Desses, 90% estão sem receber", relata o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Capinópolis, Volnei Ferreira de Paiva.
A Vale do Paranaíba estava instalada em Capinópolis há dez anos e, nesse período, a área destinada ao cultivo de cana-de-açúcar atingiu cerca de 7 mil hectares. "Na safra 2012/2013, a usina moeu metade da quantidade de cana prevista. Atualmente, a área destinada à soja no município é de 27 mil hectares; ao milho safrinha, em torno de 11 mil; e ao sorgo, 9 mil hectares. "Temos de proteger essas lavouras, porque é o que vem sustentando a economia da cidade", completa.
Em Canápolis, cidade de 12 mil habitantes, o número de desempregados é ainda maior. Há 30 anos funcionava no município a usina Triálcool, que iniciou o processo de fechamento em novembro. Segundo o prefeito, Diógenes Borges, foram 3 mil empregos diretos e indiretos perdidos e queda de 60% na arrecadação municipal. Somente a dívida de ISSQN da empresa com o município soma R$ 1,2 milhão.
O débito com produtores/fornecedores está em torno de R$ 100 milhões; com terceiros, de R$ 30 milhões. A dívida trabalhista atinge R$ 15 milhões. "Foi uma perda enorme para a cidade, já que a usina praticamente movia o comércio e os serviços locais", conta Borges. Segundo ele, com economia essencialmente rural, Canápolis é o maior produtor proporcional de abacaxi do país, mas as quatro agroindústrias de doces da fruta, conseguem empregar até 700 trabalhadores.
Cerca de 4 mil empregos diretos e indiretos perdidos, dívidas que somam mais de R$ 1,5 bilhão e as economias de duas cidades totalmente desestabilizadas. Esse é o resultado catastrófico do fechamento de duas usinas sucroalcooleiras nos municípios de Canápolis e Capinópolis, no Triângulo Mineiro.
O motivo principal das duas baixas, segundo a Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), é a política federal para o setor, que desestimula o consumo de etanol, gerando prejuízos. Ao todo, nas últimas cinco safras, oito usinas deixaram de esmagar cana-de-açúcar em Minas Gerais. Gestores das duas cidades do Triângulo tentam reverter o quadro de prejuízos sociais, econômicos e ambientais que surgiu com o fim das atividades nas unidades pertencentes ao grupo do empresário João Lira.
Na última sexta-feira, representantes dos municípios e das duas usinas se reuniram com um grupo de Uberaba, que estaria interessado em comprar a massa falida. Juntas, segundo dados das prefeituras locais, as duas usinas deixaram de esmagar 1,5 milhão de toneladas de cana por ano.
Em Capinópolis, cidade de cerca de 16 mil habitantes e onde funcionava a Usina Vale do Paranaíba, foram demitidos em torno de mil trabalhadores em um prazo de sete meses. "Há um grande impacto no município, pois os trabalhadores da usina ajudavam a movimentar o comércio e a economia local, assim como os produtores que arrendavam ou forneciam para a usina. Desses, 90% estão sem receber", relata o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Capinópolis, Volnei Ferreira de Paiva.
A Vale do Paranaíba estava instalada em Capinópolis há dez anos e, nesse período, a área destinada ao cultivo de cana-de-açúcar atingiu cerca de 7 mil hectares. "Na safra 2012/2013, a usina moeu metade da quantidade de cana prevista. Atualmente, a área destinada à soja no município é de 27 mil hectares; ao milho safrinha, em torno de 11 mil; e ao sorgo, 9 mil hectares. "Temos de proteger essas lavouras, porque é o que vem sustentando a economia da cidade", completa.
Em Canápolis, cidade de 12 mil habitantes, o número de desempregados é ainda maior. Há 30 anos funcionava no município a usina Triálcool, que iniciou o processo de fechamento em novembro. Segundo o prefeito, Diógenes Borges, foram 3 mil empregos diretos e indiretos perdidos e queda de 60% na arrecadação municipal. Somente a dívida de ISSQN da empresa com o município soma R$ 1,2 milhão.
O débito com produtores/fornecedores está em torno de R$ 100 milhões; com terceiros, de R$ 30 milhões. A dívida trabalhista atinge R$ 15 milhões. "Foi uma perda enorme para a cidade, já que a usina praticamente movia o comércio e os serviços locais", conta Borges. Segundo ele, com economia essencialmente rural, Canápolis é o maior produtor proporcional de abacaxi do país, mas as quatro agroindústrias de doces da fruta, conseguem empregar até 700 trabalhadores.