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Cuidados na hora do plantio

09/05/2012 Noticias do Sistema POR: Revista Canavieiros
Muda sadia é o principal fator para uma lavoura produtiva
 
Carla Rodrigues
 
Preocupadas com o bom rendimento da lavoura de seus produtores, a Copercana e a Canaoeste mantém parcerias com os principais programas de melhoramento genético do país, sendo eles: IAC (Instituto Agronômico), CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) e RIDESA (Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do setor Sucroenergético). Estas parcerias permitem que os técnicos da associação e da cooperativa plantem novas e diferentes variedades para conhecer seu desempenho e assim, indicar a muda mais adequada para as áreas que atuam.
 
Estas novas variedades são plantadas na Fazenda Santa Rita, em Terra Roxa, que funciona como uma fazenda experimental e um viveiro de mudas de cana-de-açúcar para técnicos e produtores. “Quando o fornecedor vem aqui, ele tem a certeza de que está adquirindo um material genético com garantia de qualidade e sanidade conhecida, e dessa forma vai ter um canavial com maior vigor e longevidade”, disse Gustavo Nogueira, gerente do Departamento Técnico da Canaoeste.
 
De acordo com Nogueira, é necessário que os produtores tenham alguns cuidados na hora de realizarem o plantio, uma vez que, se o plantio não for executado da maneira correta, o balanço final desta produção pode ser prejudicado. “O produtor deve ter um cuidado muito grande quando for realizar o plantio, porque é uma das operações mais caras, senão a mais cara. É o maior investimento que tem, além de ser o alicerce de toda a sua cultura. Quando o plantio é bem feito, o produtor vai colher esses frutos por vários anos. O momento que estamos passando, com um déficit hídrico, ou seja, uma umidade mais baixa, e acabamos entrando no outono com temperaturas mais baixas, por isso, deve-se usar o maior número de ferramentas possíveis para que a cana nasça, brote rapidamente e assim não fique sujeito a ataque de fungos de solo que venham comprometer a produção devido a falhas e alguns outros fatores”, explicou Nogueira.
 
Hoje, os produtores sofrem com ataques de várias pragas e doenças que possam vir a comprometer o canavial, e no momento do plantio, um fungo de solo, conhecido como podridão abacaxi, pode ser um dos fatores prejudicais.
Segundo Nogueira, é um fungo que penetra nas áreas de corte do tolete e com a falta de umidade e temperaturas mais amenas, a cana demora mais para brotar, para nascer, permitindo um ataque rápido desse fungo.  “Ele vai entrando no tolete, e com isso causando falhas no stand, ou seja, um menor número de canas por metro linear e falhas, que vão corresponder em menor produtividade e longevidade naquele canavial que está implantando”.
 
Para evitar que isso ocorra, a dica do gerente é que o produtor que ainda for fazer seu plantio nesta época, com temperaturas mais baixas e um menor índice pluviométrico, utilize fungicidas no momento de cobrir essas mudas e proteja realmente seus toletes. Hoje existem no mercado algumas opções de fungicidas para a cultura da cana-de-açúcar devidamente registrados.
 
Gustavo ainda lembrou que se o plantio for mecânico, é muito mais importante a adoção dessas ferramentas, como o uso de fungicidas, para proteger esse tolete. “Quando realizamos o plantio mecânico, o tamanho dos toletes é menor, e com isso ficamos mais sujeitos ao ataque desses fungos de solo, por isso, no plantio mecânico o uso do fungicida é primordial para que se tenha sucesso no plantio”, esclareceu Nogueira.