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Deputados lançam 'Frente do Etanol' na Capital

04/10/2013 Cana-de-Açúcar POR: A Cidade de Ribeirão Preto
Abrir diálogo está nas propostas do grupo
 

O setor sucroenergético ganhou mais um reforço na luta contra a crise que vem enfrentando nos últimos quatro anos. 
Foi instituída nesta quinta-feira (3), na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético, que visa chamar a atenção do Governo Federal, e de toda a sociedade, para os problemas que afetam toda a cadeia produtiva do setor.
“É uma reivindicação para que o governo abra as portas para o diálogo. Quem não fala não é ouvido”, diz o deputado estadual Welson Gasparini (PSDB), um dos coordenadores da frente.
Políticas públicas
Com cerca de 40 usinas fechadas nos últimos anos, sendo quatro delas na região de Ribeirão, e mais 12 que deverão encerrar suas atividades por conta de má remuneração, produtores e indústrias lutam para que políticas públicas sejam criadas para o setor.
“O ponto chave é a competição com a gasolina. O etanol tem de custar até 70% do valor da gasolina para se manter competitivo no mercado, o que trava a remuneração de toda a cadeia, pois a venda muitas vezes é feita perto ou até abaixo dos custos de produção”, diz o representante da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica) na região, Sérgio Prado, que participou da reunião.
Produção precisa ser incentivada, diz empresário
Representantes de toda a cadeia produtiva do setor sucroenergético e políticos estiveram nesta quinta, no lançamento da frente, em São Paulo.
“É preciso desenvolver um programa de incentivo a produção”, diz o empresário Maurílio Biagi Filho, presidente do grupo Maubisa.
“O setor passa por uma situação caótica e precisamos de políticas a curto, médio e longo prazo”, diz Manoel Ortolan presidente da Orplana.
Já representando os prefeitos da região, Zezinho Gimenez (PSDB), chefe do Executivo de Sertãozinho falou sobre o reflexo dessa crise para os municípios. “Principalmente em cidades como Sertãozinho, que dependem muito do setor, a arrecadação de impostos e a geração de empregos cai de forma significativa.”
Sertãozinho perde 10% da arrecadação do ICMS com crise do setor sucroenergético
Antes do encerramento da criação da "Frente Parlamentar Em Defesa do Setor Sucroenergético", na Assembleia Legislativa de São Paulo, o prefeito de Sertãozinho, Zezinho Gimenez (PSDB), também discursou – e destacou como a cidade foi prejudicada com a crise do setor sucroenergético.
"São 500 indústrias em Sertãozinho e 70% são ligadas ao setor", explica. Ele também revela que, ano passado, a cidade perdeu 10% da arrecadação do ICMS – e que este cenário deve se repetir este ano.
Manoel Ortolan, presidente Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro Sul (Orplana), explica que, nessa cadeia de produção, que vai do produto ao usineiro, é o primeiro quem sente mais os efeitos da crise e da falta de políticas públicas para tornar o etanol mais competitivo.
"Na região Centro-Sul, são aproximadamente 16 mil produtores independentes [que vendem a produção para as usinas]", calcula.
O próximo encontro da "Frente do Etanol" já está marcado: dia 5 de novembro será criada a "Frente Nacional em Defesa do Setor Sucroenergético."
‘Várias vozes unidas conseguem ser ouvidas’, discursa Gasparini na ‘Frente do Etanol’
Neste momento, segue o evento que lança, nesta quinta-feira, a “Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético” na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Compõem a mesa do evento o deputado estadual Welson Gasparini (PSDB), o prefeito de Sertãozinho, Zezinho Gimenez (PSDB) – representando os municípios da região, Mônika Bergamaschi, secretária estadual de Agricultura, e Manoel Ortolan, presidente Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro Sul (Orplana).
“Queremos chamar a atenção para a importância de novas políticas públicas para o setor, que passa por uma séria crise desde 2009”, discursou Welson Gasparini (PSDB). “Várias vozes, quando unidas, conseguem ser ouvidas”, completou.