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Economista defende novo Proálcool contra crise sucroenergética

18/03/2015 Cana-de-Açúcar POR: Jornal O Progresso
Depois de traçar o perfil da indústria sucroenergética de Mato Grosso do Sul dentro da tese de mestrado, o economista Fábio Roberto Castilho entende que somente um novo Proálcol poderia solucionar a crise que se instalou no setor. O Programa Nacional do Álcool foi criado pelo governo federal em 1975 para incentivar a substituição em larga escala o uso de combustíveis veiculares derivados de petróleo por álcool e que teve seu auge em 1979 quando mais de 99% de toda frota bra-sileira era movida a etanol. “A crise vivida pelas usinas de açúcar, álcool e energia em Mato Grosso do Sul reflete o que acontece no cenário nacional atualmente, mas um programa nos moldes do Proálcool devolveria a saúde financeira ao setor”, enfatiza Fábio Roberto Castilho.
Ele explica que algumas plataformas vivem uma crise mais acentuada que a outra em Mato Grosso do Sul, mas que esta situação está longe de significar um calote generalizado ou uma situação de insolvência em todas as usinas. “A situação atual é fruto do clima, das políticas tributária e fiscal, da gestão empresarial e do elevado custo de produção que não faz frente ao preço dos produtos no mercado nacional e internacional”, avalia. “A decisão do governo federal de elevar de 25% para 27% o percentual de etanol na gasolina chega em bom momento, mas essa medida isoladamente não resolverá a crise no setor”, alerta Castilho.
Na visão do economista, as usinas de açúcar e álcool instaladas em Mato Grosso do Sul têm tudo para superar esse momento difícil, mesmo porque são altamente produtivas e encontram uma área de cana-de-açúcar que atende as necessidades do setor. “Para que você tenha ideia do quanto nossas usinas são de excelência, as 23 indústrias em operação no Estado produzem quase o mesmo volume das 42 usinas em atividade no Estado do Paraná”, enfatiza Castilho. “Dessas 22 usinas sul-mato-grossense, 13 plataformas são novas e operam com tecnologia de ponta”, revela.
Fábio Roberto Castilho faz questão de enfatizar que a agroindústria canavieira no Brasil é uma importante atividade econômica, tanto no cenário nacional quanto internacional. “A região Centro-Oeste desponta com um crescimento significativo da atividade, basicamente, em Goiás e em Mato Grosso do Sul”, comenta. “Além de grande diversificação de outras culturas, tem-se nesses Estados o crescimento da cana-de-açúcar como diferencial”, completa.
Crescimento
Na tese de mestrado, ele apurou a expansão da agroindústria canavieira em Mato Grosso do Sul no período de 2000 a 2013. “O Estado obteve um crescimento significativo da agroindústria canavieira após a década de 2000, com a implantação de 16 novas unidades produtoras na região da Grande Dourados e na região Leste. “A área plantada de cana de açúcar apresentou um crescimento de 536,63%, passando de 98.958 no ano 2000 para 630.000 hectares em 2013, numa elevação de 650,86% no processamento”, explica.
De acordo com Fábio Roberto Castilho, nesse período a moagem de cana saltou de 6.521 toneladas para 37.330 toneladas, enquanto na produção de etanol anidro o crescimento foi de 236,69%, passando de 232 mil metros cúbicos para 468 mil metros cúbicos. No caso do etanol hidratado a produção saltou 723,30%, passando de 176 mil metros cúbicos para 1.449 mil metros cúbicos no período de 2000 a 2012.
O economista ressalta que a agroindústria canavieira em Mato Grosso do Sul possuía cerca de 630 mil hectares plantados de cana de açúcar na safra 2012/2013. “Em relação, a safra 2000/2001, em que possuía 98.958 hectares, obteve uma taxa de crescimento de 536,63%”, explica Fábio Roberto Castilho. “Em 2013, Mato Grosso do Sul contava com 23 unidades produtoras instaladas, das quais, aproximadamente, 80% das plantas industriais estão localizadas na região da Grande Dourados e região Leste do Estado”, enfatiza.
Castilho observa que a partir de 2005 o Mato Grosso do Sul passou a ser uma nova opção de investimento e uma alternativa de diversificação agrícola, fortalecendo o sistema agroindustrial da cana de açúcar. “Devido ao aumento da produção de açúcar e etanol, esse setor iniciou sua inserção dentro de um cenário estadual, nacional e mundial, até mesmo por grandes grupos americanos, franceses, indianos e argentinos”, comenta.
Ainda de acordo com o economista, essa expansão da cultura da cana de açúcar e a instalação de suas usinas em Mato Grosso do Sul, ocasionou um aumento nos indicadores de produção, no emprego formal e na arrecadação de impostos, podendo, consequentemente, refletindo no melhoramento dos indicadores sociais da região. “Portando, existem fatores que condicionam e caracterizam o Estado como uma região agroindustrial, propiciando um crescimento dessa atividade econômica”, completa Fábio Roberto Castilho.
Atualmente, o Mato Grosso do Sul tem usinas em atividade nos municípios de Sidrolândia, Sonora, Nova Andradina, Brasilândia, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Maracaju, Aparecida do Taboado, Navirai, Iguatemi, Angélica, Vicentina, Chapadão do Sul, Dourados, Ponta Porã, Batayporã, Anaurilândia, Caarapó, Costa Rica, Fátima do Sul e Ivinhema.
Depois de traçar o perfil da indústria sucroenergética de Mato Grosso do Sul dentro da tese de mestrado, o economista Fábio Roberto Castilho entende que somente um novo Proálcol poderia solucionar a crise que se instalou no setor. O Programa Nacional do Álcool foi criado pelo governo federal em 1975 para incentivar a substituição em larga escala o uso de combustíveis veiculares derivados de petróleo por álcool e que teve seu auge em 1979 quando mais de 99% de toda frota brasileira era movida a etanol. “A crise vivida pelas usinas de açúcar, álcool e energia em Mato Grosso do Sul reflete o que acontece no cenário nacional atualmente, mas um programa nos moldes do Proálcool devolveria a saúde financeira ao setor”, enfatiza Fábio Roberto Castilho.
Ele explica que algumas plataformas vivem uma crise mais acentuada que a outra em Mato Grosso do Sul, mas que esta situação está longe de significar um calote generalizado ou uma situação de insolvência em todas as usinas. “A situação atual é fruto do clima, das políticas tributária e fiscal, da gestão empresarial e do elevado custo de produção que não faz frente ao preço dos produtos no mercado nacional e internacional”, avalia. “A decisão do governo federal de elevar de 25% para 27% o percentual de etanol na gasolina chega em bom momento, mas essa medida isoladamente não resolverá a crise no setor”, alerta Castilho.
Na visão do economista, as usinas de açúcar e álcool instaladas em Mato Grosso do Sul têm tudo para superar esse momento difícil, mesmo porque são altamente produtivas e encontram uma área de cana-de-açúcar que atende as necessidades do setor. “Para que você tenha ideia do quanto nossas usinas são de excelência, as 23 indústrias em operação no Estado produzem quase o mesmo volume das 42 usinas em atividade no Estado do Paraná”, enfatiza Castilho. “Dessas 22 usinas sul-mato-grossense, 13 plataformas são novas e operam com tecnologia de ponta”, revela.
Fábio Roberto Castilho faz questão de enfatizar que a agroindústria canavieira no Brasil é uma importante atividade econômica, tanto no cenário nacional quanto internacional. “A região Centro-Oeste desponta com um crescimento significativo da atividade, basicamente, em Goiás e em Mato Grosso do Sul”, comenta. “Além de grande diversificação de outras culturas, tem-se nesses Estados o crescimento da cana-de-açúcar como diferencial”, completa.
Crescimento
Na tese de mestrado, ele apurou a expansão da agroindústria canavieira em Mato Grosso do Sul no período de 2000 a 2013. “O Estado obteve um crescimento significativo da agroindústria canavieira após a década de 2000, com a implantação de 16 novas unidades produtoras na região da Grande Dourados e na região Leste. “A área plantada de cana de açúcar apresentou um crescimento de 536,63%, passando de 98.958 no ano 2000 para 630.000 hectares em 2013, numa elevação de 650,86% no processamento”, explica.
De acordo com Fábio Roberto Castilho, nesse período a moagem de cana saltou de 6.521 toneladas para 37.330 toneladas, enquanto na produção de etanol anidro o crescimento foi de 236,69%, passando de 232 mil metros cúbicos para 468 mil metros cúbicos. No caso do etanol hidratado a produção saltou 723,30%, passando de 176 mil metros cúbicos para 1.449 mil metros cúbicos no período de 2000 a 2012.
O economista ressalta que a agroindústria canavieira em Mato Grosso do Sul possuía cerca de 630 mil hectares plantados de cana de açúcar na safra 2012/2013. “Em relação, a safra 2000/2001, em que possuía 98.958 hectares, obteve uma taxa de crescimento de 536,63%”, explica Fábio Roberto Castilho. “Em 2013, Mato Grosso do Sul contava com 23 unidades produtoras instaladas, das quais, aproximadamente, 80% das plantas industriais estão localizadas na região da Grande Dourados e região Leste do Estado”, enfatiza.
Castilho observa que a partir de 2005 o Mato Grosso do Sul passou a ser uma nova opção de investimento e uma alternativa de diversificação agrícola, fortalecendo o sistema agroindustrial da cana de açúcar. “Devido ao aumento da produção de açúcar e etanol, esse setor iniciou sua inserção dentro de um cenário estadual, nacional e mundial, até mesmo por grandes grupos americanos, franceses, indianos e argentinos”, comenta.
Ainda de acordo com o economista, essa expansão da cultura da cana de açúcar e a instalação de suas usinas em Mato Grosso do Sul, ocasionou um aumento nos indicadores de produção, no emprego formal e na arrecadação de impostos, podendo, consequentemente, refletindo no melhoramento dos indicadores sociais da região. “Portando, existem fatores que condicionam e caracterizam o Estado como uma região agroindustrial, propiciando um crescimento dessa atividade econômica”, completa Fábio Roberto Castilho.
Atualmente, o Mato Grosso do Sul tem usinas em atividade nos municípios de Sidrolândia, Sonora, Nova Andradina, Brasilândia, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Maracaju, Aparecida do Taboado, Navirai, Iguatemi, Angélica, Vicentina, Chapadão do Sul, Dourados, Ponta Porã, Batayporã, Anaurilândia, Caarapó, Costa Rica, Fátima do Sul e Ivinhema.