atendimento@revistacanavieiros.com.br (16) 3946-3300

Empresa inaugura cogeração em mais duas usinas

29/11/2012 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
A Raízen inaugura hoje a última etapa de um projeto de cogeração de energia a partir do bagaço de cana que envolveu mais duas de suas usinas. A companhia investiu R$ 660 milhões para instalar estruturas para a produção de energia elétrica nas usinas paulistas Univalem, em Valparaíso, e Ipaussu, em município de mesmo nome. Os aportes também abrangeram a ampliação da capacidade de moagem de cana-de-açúcar das duas unidades.
Com a conclusão do projeto, a Raízen passa a contar com cogeração de energia com bagaço em 13 de suas 24 usinas processadoras de cana. No total, a capacidade instalada chega a 934 megawatts (MW), o suficiente para atender uma cidade com o porte do Rio de Janeiro, com 7 milhões de habitantes, exemplifica o vice-presidente de açúcar e etanol da Raízen, Pedro Mizutani. Juntas, as 13 usinas vão demandar 12 milhões de toneladas de bagaço de cana por ano.
A Ipaussu agora tem capacidade instalada de 76 MW, potência capaz de atender uma cidade de 750 mil habitantes. Sua capacidade de moagem de cana também foi ampliada de 2 milhões para 3,1 milhões de toneladas por safra. Na unidade de Valparaíso, foi instalada uma capacidade de cogeração de 45 MW e o processamento de cana foi ampliado de 2,3 milhões para 3,1 milhões de toneladas.
A receita com a venda de energia já é responsável por cerca de 5% do faturamento anual da Raízen Energia, que é da ordem de R$ 6 bilhões. "Quando falamos em lucro operacional, a cogeração responde por 12%", diz Mizutani.
O executivo explica que, por enquanto, não há previsão de novos aportes em cogeração nas usinas da empresa que não contam com essa estrutura. Isso porque, segundo ele, o preço da energia ofertado nos leilões públicos não remunera o investimento para a implantação em usinas já existentes, os chamados "retrofit". E, para a construção de usinas novas (com cogeração), é necessário, além de viabilidade econômica da eletricidade, que haja atratividade no mercado de etanol, o que não está ocorrendo.