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Enferrujando os canaviais

08/07/2014 Cana-de-Açúcar POR: Cana Online
Por Leonardo Ruiz
Não são apenas as pragas que ameaçam a cana-de-açúcar. A Ferrugem Alaranjada (puccinia kuehnii) foi detectada pela primeira vez no Brasil em dezembro de 2009, na região de Araraquara, SP. Hoje, cinco anos depois, a doença vem causando duros danos econômicos em diversas variedades disponíveis atualmente no mercado.
A doença é causada por um fungo que provoca lesões nas folhas, denominadas pústulas, onde são produzidos os esporos que funcionam como semente do fungo para sua propagação. Depois de instaurada, uma quantidade enorme de esporos é lançada no ar, o que contamina outras plantas daquele mesmo talhão ou de outras áreas. O vento é a principal forma de disseminação da doença.
Geralmente, a ferrugem alaranjada se desenvolve no final do ciclo da cultura, favorecida por verões úmidos com temperaturas amenas (21°) após um período de molhamento foliar acima de 12 horas. As regiões central e leste do Estado de São Paulo são as mais favoráveis para o desenvolvimento da doença, seguida pela região oeste que apresenta condições climáticas menos adequadas.
Estudos apontam que a doença causa redução na produção agrícola na ordem de 20% a 40% na TCH (toneladas de colmos/ha) e de 15 a 20% no teor de sacarose dos colmos. Esse cenário é preocupante, mas poderia ser pior se não fossem os investimentos em programas para melhorar e adaptar variedades de cana-de-açúcar, já que o uso de variedades resistentes, ou tolerantes, é o método de controle mais eficiente e economicamente viável para o controle da doença.
Luis Otavio Lombo Rodrigues Alves, coordenador de produção agrícola da Usina Santa Cruz, conta que já registrou problemas com a ferrugem alaranjada em algumas variedades e precisou entrar com aplicação de fungicida. “Atualmente, estamos deixando de plantar as variedades mais suscetíveis a doença. Temos, inclusive, antecipado algumas reformas em áreas onde a incidência da doença está muito grande, para poder eliminar essas variedades de nosso portfólio”.
Estudos apontam que a doença causa redução na produção agrícola na ordem de 20% a 40% na TCH (toneladas de colmos/ha)
Por Leonardo Ruiz
Não são apenas as pragas que ameaçam a cana-de-açúcar. A Ferrugem Alaranjada (puccinia kuehnii) foi detectada pela primeira vez no Brasil em dezembro de 2009, na região de Araraquara, SP. Hoje, cinco anos depois, a doença vem causando duros danos econômicos em diversas variedades disponíveis atualmente no mercado.
A doença é causada por um fungo que provoca lesões nas folhas, denominadas pústulas, onde são produzidos os esporos que funcionam como semente do fungo para sua propagação. Depois de instaurada, uma quantidade enorme de esporos é lançada no ar, o que contamina outras plantas daquele mesmo talhão ou de outras áreas. O vento é a principal forma de disseminação da doença.
Geralmente, a ferrugem alaranjada se desenvolve no final do ciclo da cultura, favorecida por verões úmidos com temperaturas amenas (21°) após um período de molhamento foliar acima de 12 horas. As regiões central e leste do Estado de São Paulo são as mais favoráveis para o desenvolvimento da doença, seguida pela região oeste que apresenta condições climáticas menos adequadas.
Estudos apontam que a doença causa redução na produção agrícola na ordem de 20% a 40% na TCH (toneladas de colmos/ha) e de 15 a 20% no teor de sacarose dos colmos. Esse cenário é preocupante, mas poderia ser pior se não fossem os investimentos em programas para melhorar e adaptar variedades de cana-de-açúcar, já que o uso de variedades resistentes, ou tolerantes, é o método de controle mais eficiente e economicamente viável para o controle da doença.
Luis Otavio Lombo Rodrigues Alves, coordenador de produção agrícola da Usina Santa Cruz, conta que já registrou problemas com a ferrugem alaranjada em algumas variedades e precisou entrar com aplicação de fungicida. “Atualmente, estamos deixando de plantar as variedades mais suscetíveis a doença. Temos, inclusive, antecipado algumas reformas em áreas onde a incidência da doença está muito grande, para poder eliminar essas variedades de nosso portfólio”.
Estudos apontam que a doença causa redução na produção agrícola na ordem de 20% a 40% na TCH (toneladas de colmos/ha).