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Enquanto uns voavam, outros quebravam

20/08/2019 Meio Ambiente POR: Revista Canavieiros
Por: Marino Guerra
 
Num discurso de extrema convicção na cerimônia de abertura da Fenasucro 2019, o ministro do meio-ambiente Ricardo Salles foi incisivo ao contrapor os financiamentos dados pelo BNDES para a compra de jatinhos, divulgados nessa semana e que somam ao todo mais de R$ 1 bilhão em subsídios, e a crise do setor de máquinas e equipamentos voltados ao setor sucroenergético, a qual já dura mais de uma década e liquidou com diversos postos de trabalho e empresas.
 
Outro ponto que Salles tratou foi a questão da guerra de imagem ambiental que o atual governo trava com setores da mídia, organizações não governamentais e alguns países europeus. Sobre esse assunto ele repetiu a mesma frase por mais de uma vez: “Nós não vamos admitir sermos criticados por coisas que não fazemos”.
 
E citou algumas informações tendenciosas divulgadas recentemente, como a que apontava pelo tempo nublado em São Paulo da última segunda-feira, como possível fumaça vinda de incêndios na floresta amazônica ou a morte do líder indígena, a qual o agronegócio recebeu a acusação de ter tido autoria e as investigações mostraram que ele faleceu num acidente.
 
O ministro ainda mostrou que mais de 20 milhões de pessoas vivem na extrema pobreza no amazonas e ninguém fala nada, “não vamos devastar a Amazônia, mas precisamos nos preocupar em dar condições de vida dignas para essa população, vejam o exemplo do estado de São Paulo, que através de seu desenvolvimento econômico conseguiu implementar uma política eficiente de reflorestamento”.
 
Para isso ele falou que está trabalhando em programas que visam o pagamento por serviços ambientais e colocou como exemplo o RenovaBio e cobrou os US$ 100 bilhões assumidos pelos países desenvolvidos em medidas de combate a mudanças climáticas nas nações em desenvolvimento no acordo de Paris.
 
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