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Especial Fenasucro e Agrocana - STAB homenageia o pesquisador Nadir Almeida da Glória durante Fenasucro e Agrocana

05/10/2015 Cana-de-Açúcar POR: Andréia Vital – Revista Canavieiros – Edição 111
Considerada um método econômico e prático para melhorar o rendimento dos canaviais, a vinhaça cada vez mais é usada para a fertilização das lavouras. O líquido é um resíduo pastoso que sobra após a destilação do caldo da cana-de-açúcar (garapa) fermentado, para a obtenção do etanol (álcool etílico). Para cada litro de álcool produzido, 12,4 litros de vinhaça são deixados como resíduo, sendo que na safra passada, as 409 usinas em operação produziram 355 bilhões de litros de vinhaça. Com a produção em escala de etanol de 2G, este volume deve aumentar, ressaltam especialistas.
O seu uso controlado é reconhecidamente uma boa prática na cultura canavieira, pois permite a total reciclagem dos resíduos industriais (vinhoto, torta de filtro e água de lavagem – de limpeza do chão, de purga do circuito fechado e condensados remanescentes), aumento da fertilidade do solo, redução da captação de água para irrigação, redução do uso de fertilizantes químicos e custos decorrentes. Porém, o uso incorreto pode causar prejuízos à lavoura canavieira. Esse foi o assunto debatido durante o Seminário STAB Regional Sul, realizado durante a Fenasucro & Agrocana 2015, que teve como tema “A Vinhaça na Agroindústria da Cana-de-Açúcar – Nadir Almeida da Glória”, e mostrou o potencial agronômico da vinhaça e as etapas da sua utilização.
No primeiro painel, o consultor Florenal Zarpelon explanou sobre a concentração ideal do resíduo, enquanto Valmir Barbosa, da Usina Catanduva, detalhou a aplicação de vinhaça concentrada no solo.
Já o consultor José Luiz Ioriati Dematte abordou a “Nutrição complementar em áreas de vinhaça” e explicou que a vinhaça aumenta a produtividade agrícola, a longevidade da soqueira, melhora significadamente as características do solo em profundidade, porém reduz a t/ATR /ha. “E os seus constituintes químicos podem atingir lençol freático se inadequadamente manejada e contaminar aquíferos, como tem ocorrido”, explicou.
Neste mesmo contexto, o consultor Silvio Roberto Andrietta apresentou as “Consequências do uso de matéria-prima proveniente de áreas de aplicação de vinhaça”. Segundo ele, a cana de área irrigada com vinhaça tem sua maturação atrasada em relação às demais por ter mais água disponível.
A pesquisadora da Unesp de Jaboticabal, Marcia Mutton, encerrou o seminário com a palestra “Problemas de processamento de matéria-prima provenientes de áreas de aplicação de vinhaça para a fabricação de açúcar”. 
Durante o evento, foi feita uma homenagem ao pesquisador e ex-professor da ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Nadir Almeida da Glória, um dos pioneiros nos estudos sobre o uso de resíduos da produção de açúcar e álcool, principalmente, a vinhaça. Ex-alunos e companheiros de profissão ressaltaram as qualidades e feitos do agrônomo, que na ocasião, estava acompanhado pelos filhos e assistiu emocionado a um vídeo sobre sua trajetória.
Para Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste e Orplana e diretor da Copercana, um dos participantes do seminário da STAB, o reconhecimento ao pesquisador Nadir Almeida da Glória foi merecido, dando os parabéns ao homenageado e ao anfitrião do evento, o presidente da STAB, José Paulo Stupiello.
 
Considerada um método econômico e prático para melhorar o rendimento dos canaviais, a vinhaça cada vez mais é usada para a fertilização das lavouras. O líquido é um resíduo pastoso que sobra após a destilação do caldo da cana-de-açúcar (garapa) fermentado, para a obtenção do etanol (álcool etílico). Para cada litro de álcool produzido, 12,4 litros de vinhaça são deixados como resíduo, sendo que na safra passada, as 409 usinas em operação produziram 355 bilhões de litros de vinhaça. Com a produção em escala de etanol de 2G, este volume deve aumentar, ressaltam especialistas.
O seu uso controlado é reconhecidamente uma boa prática na cultura canavieira, pois permite a total reciclagem dos resíduos industriais (vinhoto, torta de filtro e água de lavagem – de limpeza do chão, de purga do circuito fechado e condensados remanescentes), aumento da fertilidade do solo, redução da captação de água para irrigação, redução do uso de fertilizantes químicos e custos decorrentes. Porém, o uso incorreto pode causar prejuízos à lavoura canavieira. Esse foi o assunto debatido durante o Seminário STAB Regional Sul, realizado durante a Fenasucro & Agrocana 2015, que teve como tema “A Vinhaça na Agroindústria da Cana-de-Açúcar – Nadir Almeida da Glória”, e mostrou o potencial agronômico da vinhaça e as etapas da sua utilização.
No primeiro painel, o consultor Florenal Zarpelon explanou sobre a concentração ideal do resíduo, enquanto Valmir Barbosa, da Usina Catanduva, detalhou a aplicação de vinhaça concentrada no solo.
Já o consultor José Luiz Ioriati Dematte abordou a “Nutrição complementar em áreas de vinhaça” e explicou que a vinhaça aumenta a produtividade agrícola, a longevidade da soqueira, melhora significadamente as características do solo em profundidade, porém reduz a t/ATR /ha. “E os seus constituintes químicos podem atingir lençol freático se inadequadamente manejada e contaminar aquíferos, como tem ocorrido”, explicou.
Neste mesmo contexto, o consultor Silvio Roberto Andrietta apresentou as “Consequências do uso de matéria-prima proveniente de áreas de aplicação de vinhaça”. Segundo ele, a cana de área irrigada com vinhaça tem sua maturação atrasada em relação às demais por ter mais água disponível.
A pesquisadora da Unesp de Jaboticabal, Marcia Mutton, encerrou o seminário com a palestra “Problemas de processamento de matéria-prima provenientes de áreas de aplicação de vinhaça para a fabricação de açúcar”. 
Durante o evento, foi feita uma homenagem ao pesquisador e ex-professor da ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Nadir Almeida da Glória, um dos pioneiros nos estudos sobre o uso de resíduos da produção de açúcar e álcool, principalmente, a vinhaça. Ex-alunos e companheiros de profissão ressaltaram as qualidades e feitos do agrônomo, que na ocasião, estava acompanhado pelos filhos e assistiu emocionado a um vídeo sobre sua trajetória.
Para Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste e Orplana e diretor da Copercana, um dos participantes do seminário da STAB, o reconhecimento ao pesquisador Nadir Almeida da Glória foi merecido, dando os parabéns ao homenageado e ao anfitrião do evento, o presidente da STAB, José Paulo Stupiello.