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Estiagem ´apressa´ demissão de 4 mil trabalhadores nos canaviais da região

12/08/2014 Cana-de-Açúcar POR: Portal G1
A falta de chuvas prejudicou o desenvolvimento das lavouras de cana-de-açúcar na região de Piracicaba (SP) e vai acelerar o fim da safra, gerando a demissão antecipada de cerca de 4 mil trabalhadores rurais, segundo estimativa da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana). O trabalho nos canaviais se estenderia até novembro, mas em razão da estiagem terminará em setembro, com produção até 40% menor que a da safra anterior.
As plantações, que deveriam ter atingido 2,5 metros de altura, não passaram de 80 centímetros em algumas áreas. E neste tipo de cultura a irrigação artificial é economicamente inviável por exigir alto investimento e grande quantidade de água, de acordo com Francisco de Lima, engenheiro agrônomo da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati).
José Francisco da Silva Filho, gerente de um consórcio de produtores rurais, contratou 600 cortadores de cana, mas mudou os planos. "A gente deve fazer a demissão de 50% em setembro e dos outros antes de novembro, o que deve aumentar o custo porque vamos demitir, pagar os encargos e a viagem antes do previsto", disse.
Sem condições para se desenvolver, a cana produz menos açúcar. Normalmente, o índice é de 139 quilos por tonelada. Com a estiagem, a taxa de Açúcar Total Recuperável (ATR) cairá para 120 quilos.
Os fornecedores reclamam ainda do preço pago pelas usinas, que segundo eles não cobre o custo de produção. "O custo de produção [por tonelada] hoje é de em torno de R$ 72 e a gente recebe R$ 65 da usina. Não fecha a conta e o produtor não tem caixa para aguentar. Então, não tem como segurar o trabalhador", afirmou José Rodolfo Penatti, gerente do departamento técnico da Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba (Afocapi).
Os cortadores de cana-de-açúcar ganham um salário fixo e um extra por produção. "A cana do ano passado estava mais grossa, mas neste ano está leve. Como pesa menos e a gente ganha por peso, fica uma situação ruim", disse o trabalhador Jocimar de Jesus Santos.
A falta de chuvas prejudicou o desenvolvimento das lavouras de cana-de-açúcar na região de Piracicaba (SP) e vai acelerar o fim da safra, gerando a demissão antecipada de cerca de 4 mil trabalhadores rurais, segundo estimativa da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana). O trabalho nos canaviais se estenderia até novembro, mas em razão da estiagem terminará em setembro, com produção até 40% menor que a da safra anterior.
As plantações, que deveriam ter atingido 2,5 metros de altura, não passaram de 80 centímetros em algumas áreas. E neste tipo de cultura a irrigação artificial é economicamente inviável por exigir alto investimento e grande quantidade de água, de acordo com Francisco de Lima, engenheiro agrônomo da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati).
José Francisco da Silva Filho, gerente de um consórcio de produtores rurais, contratou 600 cortadores de cana, mas mudou os planos. "A gente deve fazer a demissão de 50% em setembro e dos outros antes de novembro, o que deve aumentar o custo porque vamos demitir, pagar os encargos e a viagem antes do previsto", disse.
Sem condições para se desenvolver, a cana produz menos açúcar. Normalmente, o índice é de 139 quilos por tonelada. Com a estiagem, a taxa de Açúcar Total Recuperável (ATR) cairá para 120 quilos.
Os fornecedores reclamam ainda do preço pago pelas usinas, que segundo eles não cobre o custo de produção. "O custo de produção [por tonelada] hoje é de em torno de R$ 72 e a gente recebe R$ 65 da usina. Não fecha a conta e o produtor não tem caixa para aguentar. Então, não tem como segurar o trabalhador", afirmou José Rodolfo Penatti, gerente do departamento técnico da Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba (Afocapi).
Os cortadores de cana-de-açúcar ganham um salário fixo e um extra por produção. "A cana do ano passado estava mais grossa, mas neste ano está leve. Como pesa menos e a gente ganha por peso, fica uma situação ruim", disse o trabalhador Jocimar de Jesus Santos.