EUA consideram seguro açúcar proveniente da cana transgênica

09/08/2018 Cana-de-Açúcar POR: Datagro
A Food and Drug Administration (FDA), agência do Departamento de Saúde dos Estados Unidos, concluiu o processo de avaliação de segurança alimentar para o açúcar produzido a partir de cana geneticamente modificada, desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), empresa 100% brasileira com foco em pesquisa, desenvolvimento e comercialização de variedades de cana-de-açúcar.
 
Com base nas informações e documentos apresentados, a FDA concluiu que, tanto o açúcar bruto quanto o refinado, produzidos a partir da primeira variedade de cana geneticamente modificada do Brasil, são tão seguros para o consumo quanto os provenientes das variedades convencionais.
 
A variedade desenvolvida pelo CTC é resistente à broca da cana (Diatraea saccharalis), que causa perdas estimadas em 5 bilhões de reais por ano nos canaviais brasileiros. O gene Bt usado na variedade tem pelo menos 20 anos de uso seguro na agricultura global, principalmente em culturas como soja, milho e algodão. A aprovação do FDA reforça a conclusão da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que avaliou todos aspectos de biossegurança da variedade e aprovou seu uso comercial em junho de 2017.
 
De acordo com Viler Janeiro, diretor de Assuntos Corporativos do CTC, o açúcar produzido a partir da cana Bt é idêntico ao produzido a partir de variedades convencionais. O executivo celebra a nova conquista: "O reconhecimento pelo FDA é motivo de orgulho para todos nós, pois trata-se de uma das agências reguladoras mais relevantes e criteriosas no cenário internacional", afirma o diretor.
 
A FDA é a agência norte-americana responsável por controlar alimentos e medicamentos por meio da avaliação de testes e pesquisas cientificas. Criada em 1862, a agência responde pela proteção à saúde pública, garantindo a eficácia e segurança de medicamentos humanos e veterinários, produtos biológicos e dispositivos médicos, além da segurança de alimentos.
 
* Texto extraído do portal Universoagro