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Ex-diretor da Guarani paga R$ 400 mil para encerrar processo na CVM

12/06/2015 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
Reynaldo Ferreira Benitez, na qualidade de ex­diretor de finanças e de relações com investidores da Açúcar Guarani, fechou um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e vai pagar R$ 400 mil para encerrar um processo administrativo sancionador aberto pela autarquia sem que haja um julgamento.
O processo foi aberto pela CVM por conta de reorganização societária que resultou na incorporação da Guarani pela Tereos Internacional, divulgada em 28 de março de 2010. Um mês depois, em 20 de abril de 2010, novo fato relevante informou que a Guarani recebeu aportes de capital da controlada Cruz Alta, oriundos da Petrobras Biocombustíveis. Ao analisar os negócios com as ações da companhia antes das divulgações dos dois fatos relevantes, a CVM identificou tanto oscilações como volumes atípicos nas negociações dos papéis. E concluiu que houve falha do diretor de relações com investidores ao não divulgar tempestivamente fato relevante sobre as
operações, diante do comportamento atípico das ações e que indicavam possível vazamento das operações.
Em sua defesa, Benitez alegou que as oscilações apontadas não eram atípicas, uma vez que as ações possuíam alta volatilidade, e, nos dias citados, estavam possivelmente atreladas ao comportamento dos preços do açúcar no mercado. Por essa razão, entendeu que as informações não haviam fugido ao controle de acionistas e administradores. No entanto, a área técnica da CVM manteve o entendimento de que os fatos relevantes deveriam ter sido divulgados antes e que num dos episódios, a negociação com as ações poderia ter sido suspensa pela empresa.
Inicialmente, Benitez propôs termo de compromisso com o pagamento de R$ 200 mil. O comitê de termo de compromisso sugeriu que ele dobrasse o valor, e o acordo acabou fechado.
Reynaldo Ferreira Benitez, na qualidade de ex­diretor de finanças e de relações com investidores da Açúcar Guarani, fechou um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e vai pagar R$ 400 mil para encerrar um processo administrativo sancionador aberto pela autarquia sem que haja um julgamento.

 
O processo foi aberto pela CVM por conta de reorganização societária que resultou na incorporação da Guarani pela Tereos Internacional, divulgada em 28 de março de 2010. Um mês depois, em 20 de abril de 2010, novo fato relevante informou que a Guarani recebeu aportes de capital da controlada Cruz Alta, oriundos da Petrobras Biocombustíveis. Ao analisar os negócios com as ações da companhia antes das divulgações dos dois fatos relevantes, a CVM identificou tanto oscilações como volumes atípicos nas negociações dos papéis. E concluiu que houve falha do diretor de relações com investidores ao não divulgar tempestivamente fato relevante sobre as operações, diante do comportamento atípico das ações e que indicavam possível vazamento das operações.
 
 
Em sua defesa, Benitez alegou que as oscilações apontadas não eram atípicas, uma vez que as ações possuíam alta volatilidade, e, nos dias citados, estavam possivelmente atreladas ao comportamento dos preços do açúcar no mercado. Por essa razão, entendeu que as informações não haviam fugido ao controle de acionistas e administradores. No entanto, a área técnica da CVM manteve o entendimento de que os fatos relevantes deveriam ter sido divulgados antes e que num dos episódios, a negociação com as ações poderia ter sido suspensa pela empresa.

 
Inicialmente, Benitez propôs termo de compromisso com o pagamento de R$ 200 mil. O comitê de termo de compromisso sugeriu que ele dobrasse o valor, e o acordo acabou fechado.