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Fatia do açúcar nas exportações será a menor desde 2008

15/06/2015 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
O peso das exportações de açúcar nos embarques totais do Brasil deverá atingir em 2015 seu mais baixo patamar
desde 2008. O efeito baixista da alta do dólar sobre as cotações da commodity na bolsa de Nova York é a principal
razão para essa queda, também influenciada pelos grandes estoques mundiais do produto.
Em 2014, os embarques renderam US$ 9,5 bilhões, uma queda de 20% em relação aos US$ 11,8 bilhões de 2013.
Essa queda da receita (US$ 2,3 bilhões) seria suficiente para reduzir em mais de 50% o déficit na balança
comercial brasileira no ano passado, que totalizou US$ 4,4 bilhões.
Entre janeiro e maio de 2015, as vendas de açúcar ao exterior atingiram US$ 2,9 bilhões, 9,5% menos que em igual
intervalo de 2014. A participação desses embarques nas exportações totais do país ficou em 3,9%. Segundo
estimativas da consultoria FCStone, a fatia se tornará ainda menor até o fim deste ano, uma vez que a tendência é
que o país postergue embarques normalmente feitos entre julho e outubro para entre dezembro e março. "No ano
passado, a Tailândia jogou as cotações muito para baixo até outubro, pois tinha estoques para desovar. Neste
ano, a situação tende a se repetir", afirmou João Botelho, analista da FCStone.
Se essa tendência se confirmar, a participação do açúcar nas exportações brasileiras será a menor desde 2008,
quando a fatia ficou em 2,17%, conforme levantamento da FCStone. Em volume, os embarques entre janeiro e
maio deste ano chegaram a 8,3 milhões de toneladas, levemente superiores aos do mesmo período de 2014.
Portanto, são os preços médios em dólar que de fato estão tendo impacto negativo sobre o resultado final.
Conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), os preços
médios de exportação no intervalo foram os menores em cinco anos.
Entre janeiro e maio, cada tonelada foi embarcada ao preço médio de
US$ 348,95, 10,4% inferior ao de igual intervalo do ano passado. A
última vez que o preço médio de embarque ficou nesse patamar foi em
2009, quando a tonelada foi exportada, na média, por US$ 344,85.
A produção mundial de açúcar tem sido maior que a demanda há pelo menos cinco anos. São esses superávits
consecutivos que vêm pressionando para baixo as cotações internacionais da commodity. Subsídios ao aumento
da produção na Índia e na Tailândia estão colaborando para prolongando o cenário de superávit.
Com a oferta global já elevada, as cotações do açúcar na bolsa de Nova York ficam ainda mais sensíveis à
valorização do dólar, sobretudo em relação ao real. Isso acontece porque o Brasil é o maior exportador global da
commodity e a moeda americana mais forte estimula os embarques do país, que é visto como o único que pode
alterar sua produção significativamente no curto prazo, já vez que as usinas têm a possibilidade de direcionar
suas instalações industriais para o etanol.
Para 2015, a FCStone projeta um volume menor para as exportações brasileiras de açúcar, na casa de 23,5 milhões
de toneladas ­ o que, somado com os preços médios mais baixos, reforçam a tese de uma receita mais enxuta com
açúcar neste ano.
O peso das exportações de açúcar nos embarques totais do Brasil deverá atingir em 2015 seu mais baixo patamar desde 2008. O efeito baixista da alta do dólar sobre as cotações da commodity na bolsa de Nova York é a principal razão para essa queda, também influenciada pelos grandes estoques mundiais do produto.

 
Em 2014, os embarques renderam US$ 9,5 bilhões, uma queda de 20% em relação aos US$ 11,8 bilhões de 2013.
 
Essa queda da receita (US$ 2,3 bilhões) seria suficiente para reduzir em mais de 50% o déficit na balança comercial brasileira no ano passado, que totalizou US$ 4,4 bilhões.
 
Entre janeiro e maio de 2015, as vendas de açúcar ao exterior atingiram US$ 2,9 bilhões, 9,5% menos que em igual intervalo de 2014. A participação desses embarques nas exportações totais do país ficou em 3,9%. Segundo estimativas da consultoria FCStone, a fatia se tornará ainda menor até o fim deste ano, uma vez que a tendência é que o país postergue embarques normalmente feitos entre julho e outubro para entre dezembro e março. "No ano passado, a Tailândia jogou as cotações muito para baixo até outubro, pois tinha estoques para desovar. Neste
ano, a situação tende a se repetir", afirmou João Botelho, analista da FCStone.
 
Se essa tendência se confirmar, a participação do açúcar nas exportações brasileiras será a menor desde 2008, quando a fatia ficou em 2,17%, conforme levantamento da FCStone. Em volume, os embarques entre janeiro e maio deste ano chegaram a 8,3 milhões de toneladas, levemente superiores aos do mesmo período de 2014.
 
Portanto, são os preços médios em dólar que de fato estão tendo impacto negativo sobre o resultado final.
 
Conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), os preços médios de exportação no intervalo foram os menores em cinco anos.
 
Entre janeiro e maio, cada tonelada foi embarcada ao preço médio de US$ 348,95, 10,4% inferior ao de igual intervalo do ano passado. A última vez que o preço médio de embarque ficou nesse patamar foi em 2009, quando a tonelada foi exportada, na média, por US$ 344,85.
 
A produção mundial de açúcar tem sido maior que a demanda há pelo menos cinco anos. São esses superávits consecutivos que vêm pressionando para baixo as cotações internacionais da commodity. Subsídios ao aumento da produção na Índia e na Tailândia estão colaborando para prolongando o cenário de superávit.
 
Com a oferta global já elevada, as cotações do açúcar na bolsa de Nova York ficam ainda mais sensíveis à valorização do dólar, sobretudo em relação ao real. Isso acontece porque o Brasil é o maior exportador global da commodity e a moeda americana mais forte estimula os embarques do país, que é visto como o único que pode alterar sua produção significativamente no curto prazo, já vez que as usinas têm a possibilidade de direcionar suas instalações industriais para o etanol.
 
Para 2015, a FCStone projeta um volume menor para as exportações brasileiras de açúcar, na casa de 23,5 milhões de toneladas ­ o que, somado com os preços médios mais baixos, reforçam a tese de uma receita mais enxuta com açúcar neste ano.