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Fenasucro 2015 deverá movimentar R$ 2,8 bilhões

07/05/2015 Cana-de-Açúcar POR: Andréia Vital - Revista Canavieiros
Apontada como um dos principais vetores de soluções e plataforma de negociações para o setor sucroenergético, a Fenasucro (Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética)
continua gerando expectativas quanto a ser um trampolim para a retomada da cadeia produtiva canavieira. A feira, que está em sua 23ª edição, acontece entre 25 a 28 de
agosto de 2015 e deverá receber 33 mil profissionais de várias partes do mundo
ávidos a conhecer as novidades em serviços e equipamentos oferecidos por 550 expositores, espalhados por 75 mil m² de exposição, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho - SP.
Realizada pelo CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético
e Biocombustíveis) e a Reed Alcantara Exhibitios Machado, a feira, segundo seus organizadores, deve gerar R$ 2,8 bilhões em novos negócios, 27,2% a mais do que a edição passada, que movimentou em torno de R$ 2,2 bilhões. Já a visitação deverá ser
a mesma de 2014: em torno de 33 mil profissionais, sendo que, na ocasião, o evento foi muito movimentado pela presença de diversos parlamentares e candidatos ao Governo Federal, como a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PPS), e o então senador da República e candidato a vice-presidente da República na chapa de Aécio Neves,
Aloysio Nunes (PSDB). “Em 2015, o principal objetivo do evento é fomentar novos negócios e fortalecer ainda mais o setor sucroenergético”, afirmou o diretor do portfólio de energia do Grupo Reed Exhibitions Alcantara Machado, Igor Tavares, ao fazer uma retrospectiva da Fenasucro 2014, durante coletiva de imprensa realizada no dia 31 de março, em Ribeirão Preto - SP. Na oportunidade, Tavares divulgou o nome de Paulo
Montabone, como novo gerente geral responsável pelo escritório da promotora
na cidade. “Estamos devolvendo a chave do escritório para Ribeirão Preto, para a equipe que sempre o tocou, dando toda a assessoria necessária da maior empresa do mundo. Montabone tem 24 anos de experiência, tem todo gabarito e todo relacionamento necessário para fazer a feira chegar aonde queremos”, assegurou o diretor.
De acordo com Montabone, 93% dos espaços da Fenasucro já estão preenchidos. “O novo setor, que integra o portfólio da feira, além do agrícola e de fornecedores industriais, processos industriais, transporte e logística, será o de energia que este ano passa a ser uma vertente muito pujante dentro do setor sucroenergético nacional e internacional”, alegou Montabone, contando que novos eventos de conteúdo também são apostas da promotora para incrementar a feira este ano. Além disso, o evento terá o Club Premium Plus, uma espécie de rodadas de negócios entre usinas do Brasil e expositores; o Programa de Acesso à Micro e Pequenas Empresas, que receberá, desta
vez, 24 empresas subsidiadas pelo SEBRAE-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e o cartão de benefícios pelo qual cooperativas, apoiadores e os expositores poderão ter algumas facilidades em estacionamento, restaurantes, bares e até na companhia TAM.
Ao enfatizar que as recentes medidas em benefício ao setor sucroenergético darão fôlego ao segmento, mas não resolverão o problema da crise, o presidente do CEISE Br, Antonio Eduardo Tonielo Filho, explicou que a ação agora é no sentido de buscar solução para a energia desprezada, a que vem da biomassa da cana. “Para se ter uma ideia,
em 2014, essa fonte renovável gerou 21 mil gigawatts/hora (GWh). Isso é metade da demanda de Portugal e duas vezes a do Uruguai e a energia que está aí, desprezada, sendo que conseguimos chegar a seis vezes mais essa quantidade, com investimento na indústria, no plantio, em variedades”, alegou o executivo, lembrando que o setor já conseguiu algumas vitórias nesta área, como a isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do  bagaço da cana e os investimentos que
a CESP (Companhia Energética de São Paulo) fará no ramo da bioeletricidade através de parcerias com usinas, conforme determinou decreto do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Tonielo Filho ressaltou ainda que o setor vem ganhando espaço nesta área de energia, prova disso são os três leilões dedicados somente à biomassa, que ocorrerão em abril, maio e a partir de julho, tendo 75 projetos cadastrados. “O interessante é que os leilões
acontecem antes da feira, então, se metade desses projetos forem aprovados, pode animar as negociações e é isso que a gente está esperando”, afirmou, destacando que os esforços também se concentram na luta para a implantação da emenda da Medida Provisória 638/2014, do deputado licenciado e atual secretário da Agricultura de São
Paulo, Arnaldo Jardim - que reduziu o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para os carros com motores flex movidos a etanol com maior eficiência energética - nos termos do Inovar-Auto (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores). 
Já o presidente da Copercana e do Sindicato Rural de Sertãozinho-SP, Antonio Eduardo Tonielo, foi taxativo ao afirmar que o setor só terá uma guinada quando os preços internacionais do açúcar subirem. “Porque produzir açúcar a 12 cents por libra-peso não é fácil para país nenhum conseguir e manter em estoques”, alegou esperançoso que o segundo semestre seja melhor. “É muito difícil de você conseguir melhorar ou
ganhar dinheiro com o preço do açúcar hoje e, infelizmente, quando o açúcar fica ruim, reflete no etanol e aí eu deixo de fazer açúcar e eu vou fazer etanol, com isso, o preço do etanol cai”, explicou. 
Ele destacou ainda o importante papel da feira na busca de soluções para o segmento canavieiro. “É com tecnologia que conseguimos diminuir o nosso custo, podendo assim investir mais no campo. Com certeza isso muda o perfil tanto da área produtiva quanto da área da indústria, e tecnologia, a gente encontra na Fenasucro e Agrocana”, afirmou Tonielo, que é o presidente de honra da feira. 
Opinião compartilhada com o presidente da STAB Nacional (Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil), José Paulo Stupiello. “Há uma expectativa mundial sobre a feira, pois todos querem saber o que tem de novo, o que poderá contribuir
para aumentar a produtividade que é uma grande preocupação, como é também, a questão dos custos, que querem baixar”, disse. Stupiello contou ainda que tem recebido visitantes do mundo inteiro interessados em conhecer a produção canavieira e que
eles estão copiando o modo brasileiro de tocar o setor. “Queremos criar um sistema para trazer o pessoal para a Feira, em 2016. Vamos fazer uma parceria com o CEISE Br e recriar o Brasil Cana Show, como fizeram no passado, com uma programação especial
para receber os visitantes internacionais, e mostrar nosso parque industrial e lavouras”.
Para Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste (Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo) e Orplana (Organização de Plantadores de Cana da Região Centro--Sul do Brasil), a redução de custo com ganhos de eficiência e  produtividade é essencial para a alavancagem do segmento. “Estamos no quinto ano de crise e vários fatores contribuíram para isso, como a queda da produtividade, que na
safra 2011, era em média 85 toneladas por hectares, caiu para 68 t/ha devido a problemas enfrentados, saltamos para 73 t/ha um tempo depois, fechando em 78 t/ha na safra 13/14 e voltamos para 73 t/ha na safra passada, e novamente este ano deverá ficar entre 73 e 77t/ha, dependendo do clima”, explicou Ortolan, advertindo que a situação é complicada para produtores, que estão trabalhando durante todo este tempo com baixa produtividade e a preços que não pagam os custos de produção. “A feira nunca regrediu desde que foi criada, em 1993, e desde então vem crescendo e apontando as novas tendências em tecnologias. Acho que neste ano, com esta angústia que a gente está vivendo, aguardando por melhorias, faz até bem ir lá, encontrar todo
mundo do setor, conversar, encontrar as pessoas que hoje estão no Governo, que certamente serão convidadas e vamos nos empenhar para trazê-las e, com elas, discutir e continuar salientando os principais problemas que temos para que elas encontrem solução para nós”, finalizou.
Eventos paralelos Além da exposição, a Fenasuscro & Agrocana 2015 contará com eventos paralelos, tais como o Prêmio MasterCana; a 4ª Conferência DATAGRO CEISE Br; o 3º Congresso de Automação e Inovação Sucroenergética; o Seminário Agroindustrial da STAB (Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil); o Seminário Agroindustrial do GEGIS (Grupo de Estudos em Gestão Industrial do Setor Sucroalcooleiro); o WorkShop Temático do GEHAI (Grupo de Estudos em Recursos Humanos na Agroindústria); o III Seminário de Transporte e Logística ESALQ-LOG/PECEGE; as Rodadas de Negócios Internacionais; a Conferência da Bioenergy e o XV Encontro Anual de Produtores de Cana-de-Açúcar, organizado pela Canaoeste e Orplana.
Apontada como um dos principais vetores de soluções e plataforma de negociações para o setor sucroenergético, a Fenasucro (Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética) continua gerando expectativas quanto a ser um trampolim para a retomada da cadeia produtiva canavieira. A feira, que está em sua 23ª edição, acontece entre 25 a 28 de agosto de 2015 e deverá receber 33 mil profissionais de várias partes do mundo ávidos a conhecer as novidades em serviços e equipamentos oferecidos por 550 expositores, espalhados por 75 mil m² de exposição, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho - SP.

 
Realizada pelo CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético
e Biocombustíveis) e a Reed Alcantara Exhibitios Machado, a feira, segundo seus organizadores, deve gerar R$ 2,8 bilhões em novos negócios, 27,2% a mais do que a edição passada, que movimentou em torno de R$ 2,2 bilhões. Já a visitação deverá ser a mesma de 2014: em torno de 33 mil profissionais, sendo que, na ocasião, o evento foi muito movimentado pela presença de diversos parlamentares e candidatos ao Governo Federal, como a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PPS), e o então senador da República e candidato a vice-presidente da República na chapa de Aécio Neves, Aloysio Nunes (PSDB). 

 
“Em 2015, o principal objetivo do evento é fomentar novos negócios e fortalecer ainda mais o setor sucroenergético”, afirmou o diretor do portfólio de energia do Grupo Reed Exhibitions Alcantara Machado, Igor Tavares, ao fazer uma retrospectiva da Fenasucro 2014, durante coletiva de imprensa realizada no dia 31 de março, em Ribeirão Preto - SP. Na oportunidade, Tavares divulgou o nome de Paulo Montabone, como novo gerente geral responsável pelo escritório da promotora na cidade. “Estamos devolvendo a chave do escritório para Ribeirão Preto, para a equipe que sempre o tocou, dando toda a assessoria necessária da maior empresa do mundo. Montabone tem 24 anos de experiência, tem todo gabarito e todo relacionamento necessário para fazer a feira chegar aonde queremos”, assegurou o diretor.

 
De acordo com Montabone, 93% dos espaços da Fenasucro já estão preenchidos. “O novo setor, que integra o portfólio da feira, além do agrícola e de fornecedores industriais, processos industriais, transporte e logística, será o de energia que este ano passa a ser uma vertente muito pujante dentro do setor sucroenergético nacional e internacional”, alegou o executivo, contando que novos eventos de conteúdo também são apostas da promotora para incrementar a feira este ano. Além disso, o evento terá o Club Premium Plus, uma espécie de rodadas de negócios entre usinas do Brasil e expositores; o Programa de Acesso à Micro e Pequenas Empresas, que receberá, desta vez, 24 empresas subsidiadas pelo SEBRAE-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e o cartão de benefícios pelo qual cooperativas, apoiadores e os expositores poderão ter algumas facilidades em estacionamento, restaurantes, bares e até na companhia TAM.

 
Ao enfatizar que as recentes medidas em benefício ao setor sucroenergético darão fôlego ao segmento, mas não resolverão o problema da crise, o presidente do CEISE Br, Antonio Eduardo Tonielo Filho, explicou que a ação agora é no sentido de buscar solução para a energia desprezada, a que vem da biomassa da cana. “Para se ter uma ideia, em 2014, essa fonte renovável gerou 21 mil gigawatts/hora (GWh). Isso é metade da demanda de Portugal e duas vezes a do Uruguai e a energia que está aí, desprezada, sendo que conseguimos chegar a seis vezes mais essa quantidade, com investimento na indústria, no plantio, em variedades”, alegou, lembrando que o setor já conseguiu algumas vitórias nesta área, como a isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do  bagaço da cana e os investimentos que a CESP (Companhia Energética de São Paulo) fará no ramo da bioeletricidade através de parcerias com usinas, conforme determinou decreto do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

 
Tonielo Filho ressaltou ainda que o setor vem ganhando espaço nesta área de energia, prova disso são os três leilões dedicados somente à biomassa, que ocorrerão em abril, maio e a partir de julho, tendo 75 projetos cadastrados. “O interessante é que os leilões acontecem antes da feira, então, se metade desses projetos forem aprovados, pode animar as negociações e é isso que a gente está esperando”, afirmou, destacando que os esforços também se concentram na luta para a implantação da emenda da Medida Provisória 638/2014, do deputado licenciado e atual secretário da Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim - que reduziu o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para os carros com motores flex movidos a etanol com maior eficiência energética - nos termos do Inovar-Auto (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores). 
 
Já o presidente da Copercana e do Sindicato Rural de Sertãozinho-SP, Antonio Eduardo Tonielo, foi taxativo ao afirmar que o setor só terá uma guinada quando os preços internacionais do açúcar subirem. “Porque produzir açúcar a 12 cents por libra-peso não é fácil para país nenhum conseguir e manter em estoques”, alegou esperançoso que o segundo semestre seja melhor. “É muito difícil de você conseguir melhorar ou ganhar dinheiro com o preço do açúcar hoje e, infelizmente, quando o açúcar fica ruim, reflete no etanol e aí eu deixo de fazer açúcar e eu vou fazer etanol, com isso, o preço do etanol cai”, explicou. 

 
Ele destacou ainda o importante papel da feira na busca de soluções para o segmento canavieiro. “É com tecnologia que conseguimos diminuir o nosso custo, podendo assim investir mais no campo. Com certeza isso muda o perfil tanto da área produtiva quanto da área da indústria, e tecnologia, a gente encontra na Fenasucro e Agrocana”, afirmou Tonielo, que é o presidente de honra da feira. 

 
Opinião compartilhada com o presidente da STAB Nacional (Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil), José Paulo Stupiello. “Há uma expectativa mundial sobre a feira, pois todos querem saber o que tem de novo, o que poderá contribuir para aumentar a produtividade que é uma grande preocupação, como é também, a questão dos custos, que querem baixar”, disse. Stupiello contou ainda que tem recebido visitantes do mundo inteiro interessados em conhecer a produção canavieira e que eles estão copiando o modo brasileiro de tocar o setor. “Queremos criar um sistema para trazer o pessoal para a Feira, em 2016. Vamos fazer uma parceria com o CEISE Br e recriar o Brasil Cana Show, como fizeram no passado, com uma programação especial para receber os visitantes internacionais, e mostrar nosso parque industrial e lavouras”.

 
Para Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste (Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo) e Orplana (Organização de Plantadores de Cana da Região Centro--Sul do Brasil), a redução de custo com ganhos de eficiência e  produtividade é essencial para a alavancagem do segmento. “Estamos no quinto ano de crise e vários fatores contribuíram para isso, como a queda da produtividade, que na safra 2011, era em média 85 toneladas por hectares, caiu para 68 t/ha devido a problemas enfrentados, saltamos para 73 t/ha um tempo depois, fechando em 78 t/ha na safra 13/14 e voltamos para 73 t/ha na safra passada, e novamente este ano deverá ficar entre 73 e 77t/ha, dependendo do clima”, explicou Ortolan, advertindo que a situação é complicada para produtores, que estão trabalhando durante todo este tempo com baixa produtividade e a preços que não pagam os custos de produção. 


“A feira nunca regrediu desde que foi criada, em 1993, e desde então vem crescendo e apontando as novas tendências em tecnologias. Acho que neste ano, com esta angústia que a gente está vivendo, aguardando por melhorias, faz até bem ir lá, encontrar todo mundo do setor, conversar, encontrar as pessoas que hoje estão no Governo, que certamente serão convidadas e vamos nos empenhar para trazê-las e, com elas, discutir e continuar salientando os principais problemas que temos para que elas encontrem solução para nós”, finalizou.

 
Eventos paralelos 
Além da exposição, a Fenasuscro & Agrocana 2015 contará com eventos paralelos, tais como o Prêmio MasterCana; a 4ª Conferência DATAGRO CEISE Br; o 3º Congresso de Automação e Inovação Sucroenergética; o Seminário Agroindustrial da STAB (Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil); o Seminário Agroindustrial do GEGIS (Grupo de Estudos em Gestão Industrial do Setor Sucroalcooleiro); o WorkShop Temático do GEHAI (Grupo de Estudos em Recursos Humanos na Agroindústria); o III Seminário de Transporte e Logística ESALQ-LOG/PECEGE; as Rodadas de Negócios Internacionais; a Conferência da Bioenergy e o XV Encontro Anual de Produtores de Cana-de-Açúcar, organizado pela Canaoeste e Orplana.