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Gestão por processos melhora rentabilidade e lucratividade das usinas

07/02/2013 Cana-de-Açúcar POR: Agência UDOP de Notícias
Em entrevista para a TV UDOP, o engenheiro agrônomo, Luiz Carlos Miller, fala sobre a importância da gestão por processos na agroindústria canavieira. Para ele, esse modelo de gestão atravessa fronteiras de diversos departamentos, otimizando tempo e eficiência. "A gestão por processos é um envolvimento continuado desde o plantador da cana-de-açúcar até o envazador do álcool e ensacador de açúcar, ou seja, uma sequencia operacional que uma fornece para outra de tal forma que você tenha nisso tudo um processo", explica o engenheiro ressaltando que a finalidade da gestão é caracterizar o que é fornecedor e o que é cliente.
Segundo o engenheiro agrônomo, de forma geral, o processo por gestão continuada pode valorizar o produto final. "Quanto melhor essas transações ocorrerem, mais eficiente será o processo produtivo e melhor rentabilidade e lucratividade, teremos no final", ressalta Miller lembrando que o custo final da cana é fixo e se bem aproveitada, se dela retirar o máximo de açúcar possível, a rentabilidade e a lucratividade serão maiores. 
Questionado quanto à disponibilidade de tecnologias para reverter o quadro atual de baixa produtividade, Miller ressalta que o setor canavieiro não se utiliza dos recursos disponíveis e atribui isso a falta de conhecimento dos profissionais das unidades. "A tecnologia existe , mas não é usada. A adubação as vezes é feita sem conhecimento daquilo que o solo tem e oferece e isso não é um privilégio da cana-de-açúcar", diz completando que a agricultura brasileira de forma geral também enfrenta esse problema porque as formações técnicas não são boas. "Vamos precisar ainda de muita capacitação destes técnicos recém formados, para que possam introduzir e trazer benefícios e com seus conhecimentos para a agricultura", destaca Miller.
Um dos problemas para esta falta de uso de práticas e técnicas já existentes, segundo o agrônomo, é a alta rotatividade de profissionais nas usinas. Para ele, por se tratar de uma cadeia gigantesca, o profissional precisa de três a quatro, pelo menos, para tomar ciência e conhecer todas as operações da usina. "Eu tenho notado que algumas pessoas ficam um ano, dois anos e mudam de empresa. Isso pode ser bom para quem está mudando, mas é péssimo para a empresa porque ela não consegue fixar tecnologia", finaliza Miller.
Clique aqui e assista a entrevista com o engenheiro agrônomo, Luiz Carlos Miller, para a TV UDOP. Se preferir, acesse nosso canal no Youtube no endereço: www.youtube.com/tvudop.
Greizi Ciotta Andrade
Em entrevista para a TV UDOP, o engenheiro agrônomo, Luiz Carlos Miller, fala sobre a importância da gestão por processos na agroindústria canavieira. Para ele, esse modelo de gestão atravessa fronteiras de diversos departamentos, otimizando tempo e eficiência. "A gestão por processos é um envolvimento continuado desde o plantador da cana-de-açúcar até o envazador do álcool e ensacador de açúcar, ou seja, uma sequencia operacional que uma fornece para outra de tal forma que você tenha nisso tudo um processo", explica o engenheiro ressaltando que a finalidade da gestão é caracterizar o que é fornecedor e o que é cliente.
Segundo o engenheiro agrônomo, de forma geral, o processo por gestão continuada pode valorizar o produto final. "Quanto melhor essas transações ocorrerem, mais eficiente será o processo produtivo e melhor rentabilidade e lucratividade, teremos no final", ressalta Miller lembrando que o custo final da cana é fixo e se bem aproveitada, se dela retirar o máximo de açúcar possível, a rentabilidade e a lucratividade serão maiores. 
Questionado quanto à disponibilidade de tecnologias para reverter o quadro atual de baixa produtividade, Miller ressalta que o setor canavieiro não se utiliza dos recursos disponíveis e atribui isso a falta de conhecimento dos profissionais das unidades. "A tecnologia existe , mas não é usada. A adubação as vezes é feita sem conhecimento daquilo que o solo tem e oferece e isso não é um privilégio da cana-de-açúcar", diz completando que a agricultura brasileira de forma geral também enfrenta esse problema porque as formações técnicas não são boas. "Vamos precisar ainda de muita capacitação destes técnicos recém formados, para que possam introduzir e trazer benefícios e com seus conhecimentos para a agricultura", destaca Miller.
Um dos problemas para esta falta de uso de práticas e técnicas já existentes, segundo o agrônomo, é a alta rotatividade de profissionais nas usinas. Para ele, por se tratar de uma cadeia gigantesca, o profissional precisa de três a quatro, pelo menos, para tomar ciência e conhecer todas as operações da usina. "Eu tenho notado que algumas pessoas ficam um ano, dois anos e mudam de empresa. Isso pode ser bom para quem está mudando, mas é péssimo para a empresa porque ela não consegue fixar tecnologia", finaliza Miller.
Clique aqui e assista a entrevista com o engenheiro agrônomo, Luiz Carlos Miller, para a TV UDOP. Se preferir, acesse nosso canal no Youtube no endereço: www.youtube.com/tvudop.
Greizi Ciotta Andrade