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Grupo Moreno reestrutura endividamento de R$ 1,5 bi

04/04/2016 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
O Grupo Moreno, um dos principais produtores de açúcar e etanol de São Paulo, assinou na quinta-feira com credores um acordo com duração de 18 meses para reestruturar sua dívida, na casa dos R$ 1,5 bilhão. O grupo detém três usinas sucroalcooleiras que somam capacidade para moer 13 milhões de toneladas de cana por safra.
Durante esses 18 meses de carência, a empresa vai negociar com credores as condições do alongamento da dívida e uma eventual necessidade de desalavancagem, o que pode significar venda de ativos ou de participação na empresa. A relação entre a dívida do grupo e sua capacidade de moagem de cana é de R$ 130 por tonelada ¬ acima do patamar considerado "razoável" pelo mercado, de até R$ 100 por tonelada.
Ao todo, 23 bancos estão participando diretamente ou indiretamente da reestruturação da dívida, o que significa 100% de adesão, segundo garantem fontes próximas às negociações. Cerca de 30% dos credores se anteciparam, e já repactuaram o prazo de vencimento da dívida do grupo por cinco anos. Os 70% restantes participam diretamente, ou seja, assinaram o acordo para renegociar as condições ao longo dos próximos 18 meses. Entre os principais bancos credores estão Santander, Rabobank, HSBC e Citi.
As três unidades industriais do grupo, localizadas nos municípios paulistas de Luiz Antônio, Monte Aprazível e Planalto, processaram na safra 2015/16 em torno de 11 milhões de toneladas de cana. Nos últimos anos, a empresa vinha investindo na expansão do canavial, e foi penalizada, assim como todo o setor, pelos preços mais baixos do açúcar e do etanol. 
 
O Grupo Moreno, um dos principais produtores de açúcar e etanol de São Paulo, assinou na quinta-feira com credores um acordo com duração de 18 meses para reestruturar sua dívida, na casa dos R$ 1,5 bilhão. O grupo detém três usinas sucroalcooleiras que somam capacidade para moer 13 milhões de toneladas de cana por safra.
Durante esses 18 meses de carência, a empresa vai negociar com credores as condições do alongamento da dívida e uma eventual necessidade de desalavancagem, o que pode significar venda de ativos ou de participação na empresa. A relação entre a dívida do grupo e sua capacidade de moagem de cana é de R$ 130 por tonelada ¬ acima do patamar considerado "razoável" pelo mercado, de até R$ 100 por tonelada.
Ao todo, 23 bancos estão participando diretamente ou indiretamente da reestruturação da dívida, o que significa 100% de adesão, segundo garantem fontes próximas às negociações. Cerca de 30% dos credores se anteciparam, e já repactuaram o prazo de vencimento da dívida do grupo por cinco anos. Os 70% restantes participam diretamente, ou seja, assinaram o acordo para renegociar as condições ao longo dos próximos 18 meses. Entre os principais bancos credores estão Santander, Rabobank, HSBC e Citi.
As três unidades industriais do grupo, localizadas nos municípios paulistas de Luiz Antônio, Monte Aprazível e Planalto, processaram na safra 2015/16 em torno de 11 milhões de toneladas de cana. Nos últimos anos, a empresa vinha investindo na expansão do canavial, e foi penalizada, assim como todo o setor, pelos preços mais baixos do açúcar e do etanol.