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Grupo Ruette deve retirar pedido de recuperação judicial

10/03/2015 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
O grupo sucroalcooleiro Ruette, que entrou com um pedido de recuperação judicial na última semana de fevereiro, está negociando um acordo com credores para suspender o pedido de proteção judicial que fez à Vara de Monte Azul Paulista (SP). 
Conforme o advogado contratado pela empresa, Joel Thomaz Bastos, do escritório Dias Carneiro Advogados, esse acordo, que deve ser assinado ainda hoje pela manhã, inclui a suspensão por 90 dias de qualquer contestação de dívida por parte dos credores.
Dentro desse prazo (que deverá ser prorrogável por mais 90 dias), as duas usinas de cana da companhia, localizadas em São Paulo, serão colocadas à venda para pagamento dos credores. Conforme Thomaz Bastos,
as terras do grupo não serão incluídas no acordo. 
No mercado, estima-se que as duas usinas da empresa, que somam capacidade de moagem de 3,6 milhões de toneladas por safra, possam ser vendidas por cerca de R$ 600 milhões - o valor da dívida bancária. As terras
(mais 2 mil hectares cultivados com cana-de-açúcar) são avaliadas em cerca de R$ 120 milhões.
A principal usina do grupo, situada no município de Paraíso, processa 2,3 milhões toneladas de cana por safra, produz açúcar e etanol e cogera energia a partir do bagaço. Está localizada na mesma região de unidades de outras empresas do segmento, como a asiática Noble e a Guarani (Tereos Internacional).
Conforme especialistas, a melhor solução é, de fato, a venda dos ativos. Acredita-se que o pedido de recuperação judicial do grupo Ruette, que pegou os credores de surpresa, tenha fechado todas as portas dos bancos para a companhia mesmo que não siga adiante.
Controlada pelo octagenário Antonio Ruette de Oliveira, o grupo pediu recuperação judicial menos de 20 dias após receber recursos de credores que haviam analisado o balanço auditado da empresa sem perceber sinais de falta de liquidez. Por isso, os mais de 25 bancos e fundos que integram a carteira de credores resolveram acionar a Justiça para impedir que o pedido fosse aceito. Também pesou negativamente sobre a imagem do grupo o cancelamento de contratos de exportação de açúcar que haviam sido dados como garantia de empréstimos.
Diante de contestações dos credores, o juiz da Vara de Monte Azul determinou perícia nos dados apresentados pela Ruette. O perito concluiu que a  recuperação era cabível. Foi quando o acordo começou a ser costurado. 
Conforme Domício dos Santos Neto, do Santos Neto Advogados, a Justiça já foi informada do andamento do acordo.
O grupo sucroalcooleiro Ruette, que entrou com um pedido de recuperação judicial na última semana de fevereiro, está negociando um acordo com credores para suspender o pedido de proteção judicial que fez à Vara de Monte Azul Paulista (SP). 
Conforme o advogado contratado pela empresa, Joel Thomaz Bastos, do escritório Dias Carneiro Advogados, esse acordo, que deve ser assinado ainda hoje pela manhã, inclui a suspensão por 90 dias de qualquer contestação de dívida por parte dos credores.
Dentro desse prazo (que deverá ser prorrogável por mais 90 dias), as duas usinas de cana da companhia, localizadas em São Paulo, serão colocadas à venda para pagamento dos credores. Conforme Thomaz Bastos,
as terras do grupo não serão incluídas no acordo. 
No mercado, estima-se que as duas usinas da empresa, que somam capacidade de moagem de 3,6 milhões de toneladas por safra, possam ser vendidas por cerca de R$ 600 milhões - o valor da dívida bancária. As terras
(mais 2 mil hectares cultivados com cana-de-açúcar) são avaliadas em cerca de R$ 120 milhões.
A principal usina do grupo, situada no município de Paraíso, processa 2,3 milhões toneladas de cana por safra, produz açúcar e etanol e cogera energia a partir do bagaço. Está localizada na mesma região de unidades de outras empresas do segmento, como a asiática Noble e a Guarani (Tereos Internacional).
Conforme especialistas, a melhor solução é, de fato, a venda dos ativos. Acredita-se que o pedido de recuperação judicial do grupo Ruette, que pegou os credores de surpresa, tenha fechado todas as portas dos bancos para a companhia mesmo que não siga adiante.
Controlada pelo octagenário Antonio Ruette de Oliveira, o grupo pediu recuperação judicial menos de 20 dias após receber recursos de credores que haviam analisado o balanço auditado da empresa sem perceber sinais de falta de liquidez. Por isso, os mais de 25 bancos e fundos que integram a carteira de credores resolveram acionar a Justiça para impedir que o pedido fosse aceito. Também pesou negativamente sobre a imagem do grupo o cancelamento de contratos de exportação de açúcar que haviam sido dados como garantia de empréstimos.
Diante de contestações dos credores, o juiz da Vara de Monte Azul determinou perícia nos dados apresentados pela Ruette. O perito concluiu que a  recuperação era cabível. Foi quando o acordo começou a ser costurado. 
Conforme Domício dos Santos Neto, do Santos Neto Advogados, a Justiça já foi informada do andamento do acordo.